Queridos e queridas,Quem sou eu
- Giancarla Brunetto
- Porto Alegre, RS, Brazil
- escrevo a dor e o prazer de viver vivo para escapar da morte morro e acordo cada vez mais forte
domingo, 14 de junho de 2009
O sol, a chuva e o plástico voador
Queridos e queridas,sábado, 13 de junho de 2009
Luz e paz
Queridos e queridas,sexta-feira, 12 de junho de 2009
As caras-metades, os inabaláveis e os românticos
Filmes como Harry e Sally, feitos um para o outro, e Bridget Jones, mostram que para conseguir a cara metade é preciso lutar muito. Na ficção, por exemplo, a mocinha gordinha é disputada por um playboy sedutor e por um diplomata exemplar.
O dia dos namorados, também chamado de dia universal da dor-de-cotovelo, não é dia para rompimentos, discutir a relação, pedir a separação. É um dia sagrado. Reza outra lenda que nesse dia, os sem-cara-metade andam disfarçados, comprando rosas, para fingir que ganharam, olhando vitrines, para fingir que escolherão o presente, vestindo-se impecavelmente, fingindo que estão indo para um lindo encontro. Quem for flagrado sozinho, numa mesa de bar, quem fizer reserva para um em um quarto de hotel, ou quem pedir telentrega para não ser humilhado publicamente em um restaurante, guardará um grande trauma para o resto de sua vida. Se sentirá sem um braço, uma perna, sem a cabeça. Com um buraco no coração.
Tem gente que comemora porque oficializaram esse dia. Nos demais, tudo volta para a pasmaceira. Tem gente que comemora porque realmente tem por quem comemorar. Tem gente que comemora brindando sozinho, e depois telefona para o melhor amigo, que por ser o melhor amigo, vai ouvir pacientemente suas lamentações, mesmo sendo em pleno dia dos namorados.
Tem os inabaláveis. Esses não dão a mínima para a data. São os homens que desdenham as mulheres, são as mulheres que não precisam dos homens, é a geração autosuficiente. Ficam quando querem, com quem querem. Esses tem uma pedreira no coração. Mas vedam, parece que é com Vedacit. Não sei se funciona.
O grande perigo, no dia dos namorados, e em outras datas que inventaram para complicar a vida desta categoria, como Natal e Ano Novo, é para os românticos. Essa é a pior espécie. Em extinção. Ao longo da história sempre foram olhados de lado. No fundo são invejados. Mas ninguém tem coragem de admitir. Ser romântico é ser careta, cafona, demodê, out.
Amar é sublime, mas as pessoas se envergonham de amar. No entanto, choram vendo filmes de amor. Acompanham os conflitos dos personagens, como a saga de Scarlet O'Hara e sua relação de amor e ódio com Rett Butler, e o amor impossível de Rick e Ilsa (Humphrey Bogart e Ingrid Bergman), as caras metades mais perfeitas que já vi no cinema.
Amem e sonhem!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
House e o medo de amar

Queridos e queridas, quarta-feira, 10 de junho de 2009
Correndo de si mesmo
Queridos e queridas, terça-feira, 9 de junho de 2009
Plano B
Pensem em uma existência normalzinha, sem altos e baixos, vivendo no anonimato, em um círculo pequeno de familiares, amigos, conhecidos. Uma vida com baixo orçamento, sem grandes ambições, sem muitas perspectivas, mas também com risco quase zero. Não cresce, nem encolhe. Não vai pra frente, mas também não vem pra trás. Empaca em uma mesmice modorrenta, que já está me cansando só de escrever, imagine então para quem estiver vivendo nestas condições.
Agora, imagina uma outra alternativa. Eu chamo isso de Plano B. Ousar, arriscar, é coisa para uns, não para todos. Na vida e no cinema. Quem segue mais ou menos um mesmo esquema, uma fórmula, uma linha, nunca chegará a ser grande coisa, mas também não será rotulado como a pior pessoa de todas as épocas, ou o pior cineasta de todos os tempos.
Pois o cineasta norte-americano Ed Wood foi. Foi o que? Ousado. Inventivo. Original. Foi ele mesmo. Foi o pior. Resolveu fazer cinema tosco, fazer com o que tinha em mãos e na mente, com improvisações, com parcos recursos de orçamento e de técnica, mas nada foi motivo para impedi-lo de filmar. Hoje é cult, outrora era trash. Trash é cult? O que é trash? Se não ser famoso, reconhecido, não utilizar de super efeitos, ou não arrecadar grandes bilheterias e arrastar um grande público é ser trash, então... Ed Wood foi. Original, criou personagens estranhos, trabalhou com atores fantásticos, como Bela Lugosi, e trouxe para as telas vampiros, monstros, alienígenas e mortos-vivos. Humor peculiar, edwoodiano.
O pior filme de todos os tempos chama-se Plan 9 From Outer Space. Os alienígenas trazem os mortos para dominar os vivos, para impedir a destruição do sistema solar pela bomba solobonite. Segundo a cabeça doida de Ed Wood e dos extraterrestres, o homem desenvolveria essa bomba em um futuro próximo, e dessa forma ameaçaria a vida em todos os planetas. Os críticos de Ed Wood não sabiam que haveria um Onze de Setembro, e que George W. Bush governaria os EUA.
Fiquem bem!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Filosofar e pensar
Queridos e queridas,
