<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397</id><updated>2012-02-16T01:01:49.450-08:00</updated><category term='u'/><title type='text'>A-corda-no-abismo</title><subtitle type='html'>Idéias+Sentimentos+Pensamentos+Sensações+Intuições+Razões+Desrazões+Prosa+Poesia+Maresia+Convulsões+Ilusões+
Delírios+Utopias+Erupções+Caminhos+Descaminhos+Projeções+Sonhos+Pesadelos+Transferências+Devaneios+Ações+
Pulsações+Invenções+Loucuras+Paixões+Fantasias+Expectativas+Frustrações+Revoluções+Evoluções-Explicações</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>137</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8672928464768235174</id><published>2010-04-05T19:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T20:13:12.483-07:00</updated><title type='text'>Faces</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/S7qlvwfQGXI/AAAAAAAAAV8/G39mZJyjskE/s1600/OutraFaceRaiva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 270px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/S7qlvwfQGXI/AAAAAAAAAV8/G39mZJyjskE/s400/OutraFaceRaiva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456856138401192306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei! No melhor estilo Exterminador do Futuro, I'm back. Na verdade, só volta quem vai, e eu não fui a lugar nenhum, continuo dando voltas em mim mesma. Quem me conhece, sabe que estou absolutamente envolvida no Itinerantes, e em todas as ações da Liga dos Direitos Humanos. Tenho visto menos filmes do que eu gostaria, o que não justifica minha ausência nesse espaço pelo qual tenho o maior carinho.&lt;br /&gt;Sinto falta de escrever aqui diariamente, como fiz por uns meses. Então, como sou radical, parei de escrever. E, por ser radical, voltei a escrever, só que agora decidida a visitar o blog quando for possível, como qualquer pessoa saudável faria. Eu vou tentar, até que novo ímpeto radical tome conta de mim again.&lt;br /&gt;No feriado de Páscoa, fiquei com vontade de ir ao cinema. Não fui. Optei por ver Iron Man, em DVD, um pouco por gostar da atuação do Robert Downey Junior, um pouco por gostar de filmes que tratam dos efeitos devastadores de armas, e um muito pela trilha de rock.&lt;br /&gt;De Iron Man migrei para A outra face da raiva (EUA, Alemanha, 2005, dir. Mike Binder) com Kevin Costner e Joan Allen impecáveis em um drama sobre uma história até então simples, muito simples. Mãe e filhas precisam seguir a vida apesar do desaparecimento do marido/pai. Mas um roteiro engenhoso mostra que o que poderia ser mais uma história trivial e descartável transforma-se em uma singela história de como redescobrir afetos, reatar relações, olhar para si e para os outros além das aparências, destrancar-se dos medos, desapegar-se. Se na ficção já não é nada fácil  contar uma história e convencer o espectador, o que dizer da vida real?&lt;br /&gt;Qual é a outra face da raiva? Qual é a face da raiva?&lt;br /&gt;Qual é a face?&lt;br /&gt;Olhar-se no espelho todos os dias, e conhecer-se pelo retrovisor, é uma lição de humildade e sabedoria. Talvez fôssemos pessoas menos raivosas se pudéssemos extravasar, com humildade e sabedoria, o que queremos, o que buscamos, o que sentimos, e também o que não queremos, o que não procuramos, o que não mais sentimos.&lt;br /&gt;Reescrever o roteiro, riscar, rabiscar, fazer os cortes necessários. Amadurecer. Seria essa a outra face da raiva?&lt;br /&gt;Não sei... mas olho no espelho e encontro encantamento, fascínio, paixão e paz. Pelo retrovisor, a outra face, encantada e fascinada, apaixonada e apaziguada, sorri.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Baci!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8672928464768235174?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8672928464768235174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2010/04/faces.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8672928464768235174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8672928464768235174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2010/04/faces.html' title='Faces'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/S7qlvwfQGXI/AAAAAAAAAV8/G39mZJyjskE/s72-c/OutraFaceRaiva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7726804283049430816</id><published>2009-12-06T17:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T17:51:21.380-08:00</updated><title type='text'>Cinema e direitos humanos, amor à primeira vista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SxxfSFZkF1I/AAAAAAAAAV0/owaTlqrX1fI/s1600-h/Adesivo_final.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412305616484177746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 148px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SxxfSFZkF1I/AAAAAAAAAV0/owaTlqrX1fI/s400/Adesivo_final.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mil desculpas pela ausência prolongada. Sinto falta de escrever aqui, sinto falta. Mas estes meses tem sido dedicados prioritariamente a um projeto pioneiro e prioritário, o Prjeto Itinerante de Capacitação para Defensores de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, e para os preparativos do II Fórum de Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Retomo este espaço para divulgar a programação destes eventos, que acontecerão nos dias 08, 09 e 10 de dezembro na sala 601 da Faculdade de Educação da UFRGS, com entrada franca e aberto à comunidade em geral. Convido todos e todas para participarem, serão dias muito produtivos, de diálogo, de debate, de troca de vivências, de nos qualificarmos como promotores de mudança para uma sociedade mais justa, mais solidária, mais digna. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah! E é claro que na programação estão previstas exibições de documentários, e haverá uma tarde especialmente dedicada ao tema Cinema e direitos humanos amor à primeira vista. Espero vocês lá!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;INFORMAÇÕES GERAIS E PROGRAMAÇÃO:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Liga dos Direitos da UFRGS promove nos dias 08, 09 e 10 de dezembro, na sala 601 da Faculdade de Educação da UFRGS, o II Fórum de Direitos Humanos e o I Projeto Itinerante de Capacitação para Defensores dos Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, com o tema O Combate à Violência Institucional e à Discriminação.&lt;br /&gt;A programação se desenvolverá nos turnos da manhã, tarde e noite, com a realização de conferências, diálogos e debates sobre os seguintes temas: Educação, discriminação e direitos humanos; a violência institucional, os direitos fundamentais e sociais; os meios de comunicação combatem ou compactuam com a violência e a discriminação?; Anos rebeldes, dos Anos de Chumbo à democratização do Brasil; O direito à terra no Planeta Terra; os direitos humanos dos invisíveis; cinema e direitos humanos: amor à primeira vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros destaques da programação: exibição de documentários, o lançamento do concurso nacional de vídeos "Defensores dos direitos humanos no Planeta Terra: ser humano é ficção?", e a exposição fotográfica "A ditadura no Brasil: 1964/1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;SOBRE A EXPOSIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: A mostra faz parte do projeto Direito à Memória e à Verdade, da Fundação Luterana de Diaconia, Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação, em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos. A exposição faz uma viagem no tempo. Recupera, de maneira exclusiva, os primeiros momentos do golpe de Estado até os comícios populares das "Diretas Já". Imagens marcantes dos tanques militares na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, a resistência dos diversos grupos da sociedade civil, a censura de documentos, a violência, as prisões e torturas são expostas em grandes painéis que colocam o espectador dentro dos acontecimentos.Os eventos tem entrada franca e é aberto à comunidade em geral. Inscrições no dia e local:&lt;br /&gt;Faculdade de Educação da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110, sala 601, Campus Centro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações no site &lt;a href="https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.ufrgs.br%2Ffaced%2Fprojetoitinerante" target="_blank"&gt;https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.ufrgs.br%2Ffaced%2Fprojetoitinerante&lt;/a&gt; email ligadireitoshumanos@ufrgs.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 08/12 (terça-feira), sala 601 FACED/UFRGS:&lt;br /&gt;9h Credenciamento e entrega de material&lt;br /&gt;10h &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Abertura: Exibição do documentário Com Dor (Brasil, 2008, Liga dos Direitos Humanos). Lançamento do Concurso “Defensores dos Direitos Humanos no Planeta Terra – ser humano é uma ficção?”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Denise Comerlato (Vice-Diretora da FACED/UFRGS)&lt;br /&gt;Jorge Alberto Rosa Ribeiro (Coordenador do PPGEDU/UFRGS)&lt;br /&gt;Ângelo Ronaldo Pereira da Silva (Vice-Pró-Reitor de Extensão/UFRGS)&lt;br /&gt;Nilton Leonel Arnecke Maria (Coordenador Regional da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul)&lt;br /&gt;Giancarla Brunetto (Coordenadora da Liga dos Direitos Humanos e coordenadora geral do Projeto Itinerante de Direitos Humanos do RS)&lt;br /&gt;14h Diálogo: Educação, Discriminação e Direitos Humanos&lt;br /&gt;Beatriz Lang (Coordenadora do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos do RS)&lt;br /&gt;Célio Golin (Coordenador do NUANCES e integrante da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos/AL/RS)&lt;br /&gt;Roger Raupp Rios (Doutor em Direito e juiz federal)&lt;br /&gt;Virginia Feix (Coordenadora da Cátedra de Direitos Humanos do IPA e coordenadora do Eixo Educação Superior do CEEDH/RS)&lt;br /&gt;Mediação: Julia Schirmer (Advogada, Especialista em Direitos Humanos/UFRGS-ESMPU)&lt;br /&gt;17h Exibição do filme Meu tempo não parou (Brasil, 2008, dir. Silvio Barbizan e Jair Giacomini. Argumento-Célio Golin)&lt;br /&gt;19h Conferência e Debate: A violência institucional, os direitos fundamentais e sociais&lt;br /&gt;Conferencista: Ingo Wolfgang Sarlet (Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Direito/PUCRS e professor da AJURIS)&lt;br /&gt;Debatedores: Carmem Craidy (Coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Educação, Exclusão e Violência Social/FACED/UFRGS)&lt;br /&gt;Castor Bartolomé Ruiz (Coordenador da Cátedra UNESCO de Direitos Humanos e Violência. Governo e Governança e professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia/UNISINOS)&lt;br /&gt;Marisa Formolo (Deputada Estadual, vice-presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos/AL/RS)&lt;br /&gt;Paulo Gilberto Cogo Leivas (Doutor em Direito e Procurador Regional da República)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 09/12 (quarta-feira), sala 601 FACED/UFRGS:&lt;br /&gt;9h &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Painel: Os meios de comunicação combatem ou compactuam com a violência e a discriminação?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Dagmar Camargo (Coordenadora do Conselho de Rádios Comunitárias RS, coordenadora do Eixo Comunicação da CEEDH/RS e integrante da DIST Brasil)&lt;br /&gt;Daniel Scola (Jornalista, Rádio Gaúcha e RBS TV)&lt;br /&gt;João Rosito (Jornalista, mestrando em Antropologia/UFRGS)&lt;br /&gt;Marco Weissheimer (Jornalista da Agência Carta Maior, Blog RS Urgente)&lt;br /&gt;Telmo Flor (Jornalista, Diretor de Redação do Jornal Correio do Povo)&lt;br /&gt;Mediação: Valéria Beatriz Carvalho (Secretária-executiva da Liga dos Direitos Humanos e fundadora da Organização Corações e Mentes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13h Exibição do documentário Brazil, a report on torture (Chile/EUA, 1971, Dir.Saul Landau e Haskell Wexler)&lt;br /&gt;14h &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Diálogo: Anos Rebeldes, dos Anos de Chumbo à democratização do Brasil&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Cristina Pozzobon (Jornalista, artista plástica, produtora da Exposição O Direito à Memória e à Verdade, voluntária da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação-ALICE)&lt;br /&gt;Dariane Rossi (Professora do Colégio de Aplicação/UFRGS, coordenadora do Curso de Extensão Anos Rebeldes: uma abordagem sobre a ditadura civil-militar brasileira)&lt;br /&gt;Domingos Sávio Dresch da Silveira (Procurador Regional da República, professor da Faculdade de Direito da UFRGS)&lt;br /&gt;Jair Krischke (Fundador e conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos)&lt;br /&gt;Juremir Machado da Silva (Jornalista, pesquisador, tradutor, escritor, professor da PUCRS)&lt;br /&gt;Roberto dos Santos Donato (Capitão da Brigada Militar, representante da Associação dos Oficiais da Brigada Militar no CEEDH/RS e CECT/RS)&lt;br /&gt;Mediação: João Rosito (Jornalista, mestrando em Antropologia/UFRGS)&lt;br /&gt;19h &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;conferência: O direito à terra no Planeta Terra&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Conferencista: Antonio Sergio Escrivão Filho (Advogado, Assessor Jurídico – Terra de Direitos. Organização de Direitos Humanos, Curitiba, PR, Mestre em Direito Constitucional Agrário/UNESP)&lt;br /&gt;Debatedores: Carlos Cesar D’Elia (Procurador do Estado RS, presidente PROTEGE/RS e do Colégio Nacional de Presidentes dos Conselhos Deliberativos-Programas de Proteção a Testemunhas)&lt;br /&gt;José Otávio Catafesto de Souza (Doutor em Antropologia e professor do Departamento de Antropologia da UFRGS)&lt;br /&gt;Miriam Balestro (Promotora de Justiça da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos/Ministério Público RS)&lt;br /&gt;Onir Araújo (Advogado, Movimento Negro Unificado do RS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 10/12 (quinta-feira), sala 601 FACED/UFRGS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9h Exibição do filme Omissão de Socorro (São Paulo, 2007, Dir. Olívio Tavares de Araújo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Painel: Os direitos humanos dos invisíveis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adeli Sell (Vereador de Porto Alegre, vice-presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre)&lt;br /&gt;Alessandra Santos (Coordenadora da Associação de Familiares de Apenados)&lt;br /&gt;Bruno Mendonça Costa (Médico psiquiatra, professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde-UFCSPA, diretor do Sindicato Medico do RS e vice-presidente da DIST Brasil)&lt;br /&gt;Mauri Cruz (Sócio fundador e Secretário-executivo do CAMP, diretor regional do Fórum Sul da ABONG, diretor do Cone Sul e Brasil da Associação Latino-americana de Organizações de Promoção para o Desenvolvimento-ALOP)&lt;br /&gt;Mediação: Gilmar Dal'Osto Rossa (Presidente do Instituto Recriar e coordenador-executivo do Projeto Itinerante de Direitos Humanos do RS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;14h&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt; &lt;strong&gt;Diálogo: Cinema e Direitos Humanos, amor à primeira vista&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Alfredo Barros (Montador, professor da ESPM, coordenador da equipe de montagem da Santuário Filmes)&lt;br /&gt;Beto Souza (Jornalista, cineasta, Imagem B Filmes)&lt;br /&gt;Carlos Leoni (Diretor e produtor, Inofim Filmes/SP)&lt;br /&gt;Laís Chaffe (Jornalista, escritora, cineasta, idealizadora da Casa Verde e Atena Produções)&lt;br /&gt;Luiz Carlos Bombassaro (Doutor em Filosofia, professor da Faculdade de Educação/UFRGS)&lt;br /&gt;Mediação: Giancarla Brunetto (Produtora, roteirista e diretora de vídeos em direitos humanos, coordenadora da Liga dos Direitos Humanos e do Projeto Itinerante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Exibição dos documentários&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Canto de Cicatriz (Brasil, 2005, dir. Laís Chaffe)&lt;br /&gt;No olho do furacão (Brasil, dir. Duto Sperry, prod. Carlos Leoni)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7726804283049430816?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7726804283049430816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/12/cinema-e-direitos-humanos-amor-primeira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7726804283049430816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7726804283049430816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/12/cinema-e-direitos-humanos-amor-primeira.html' title='Cinema e direitos humanos, amor à primeira vista'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SxxfSFZkF1I/AAAAAAAAAV0/owaTlqrX1fI/s72-c/Adesivo_final.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5371408536925684770</id><published>2009-10-14T09:41:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T10:05:27.939-07:00</updated><title type='text'>Lançamento do Projeto Itinerante em Direitos Humanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StYEt37hCdI/AAAAAAAAAVs/peTsm_q25CI/s1600-h/Identifica%C3%A7%C3%A3o+visual_color_menor.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392502789976951250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 384px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StYEt37hCdI/AAAAAAAAAVs/peTsm_q25CI/s400/Identifica%C3%A7%C3%A3o+visual_color_menor.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Liga dos Direitos Humanos da UFRGS promove a partir de 21 de outubro deste ano, até junho de 2010, o&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; &lt;strong&gt;I Projeto Itinerante de Capacitação para Defensoras e Defensores de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; A atividade é inédita no Brasil, e objetiva qualificar, apoiar e orientar membros da sociedade civil para agirem como multiplicadores de ações promotoras e preventivas de direitos humanos, no que se refere ao combate à discriminação e à violência institucional. Será também um importante momento presencial para interagir com as comunidades locais, e documentar os principais problemas que as afetam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta iniciativa pioneira será realizada em municípios representativos das micro e mesorregiões que compõem o Estado do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Leopoldo, Bagé, Imbé, Torres, Pelotas, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Uruguaiana, Caxias do Sul, e nas ilhas do Delta do Jacuí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas como procuradores, juízes, promotores de justiça e educadores ministrarão aulas abertas, cinedebates e oficinas sobre temas relacionados aos conceitos de direitos humanos, diversidade e discriminação, e o acesso à justiça. São oferecidas 50 vagas para cada município. A atividade é gratuita, com certificado. O Projeto Itinerante tem financiamento do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Esta iniciativa foi selecionada entre 700 projetos inscritos de todo o Brasil, e será realizada em parceria com o Instituto Recriar, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e o Programa de Pós-Graduação em Educação da FACED/UFRGS. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="OLE_LINK7"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;PROJETO ITINERANTE DE CAPACITAÇÃO PARA DEFENSORES DE DIREITOS HUMANOS NO RIO GRANDE DO SUL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dia 21 de outubro, às 14h, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS, e às 19h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;Entrada franca. Informações: &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:ligadireitoshumanos@ufrgs.br"&gt;&lt;em&gt;ligadireitoshumanos@ufrgs.br&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Programação de Lançamento do Projeto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dia 21/10 Salão Nobre da Faculdade de Direito da UFRGS&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Coordenação: Dr. Johannes Doll (Diretor da Faculdade de Educação da UFRGS) e&lt;br /&gt;Giancarla Brunetto (Coordenadora da Liga dos Direitos Humanos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;14h &lt;strong&gt;Aula Inaugural&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Capacitação de Defensores em Direitos Humanos: Por que e para quem?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="OLE_LINK10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK9"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ministrante: Drª Fernanda Brandão Lapa &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Diretora do Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos/SC, professora da Faculdade de Direito/CESUSC, professora e coordenadora da Clínica de Direitos Humanos/UNIVILLE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h Painelistas&lt;br /&gt;Dr. Mauro Luís Silva de Souza (Promotor de Justiça Criminal e Vice-Presidente Administrativo e Financeiro do Ministério Público/RS, professor da FMP/RS)&lt;br /&gt;Dr. Carlos César D’Elia (Procurador do Estado RS, Presidente do Conselho Deliberativo do Programa de Proteção a Testemunhas Ameaçadas do RS, e do Colégio Nacional de Presidentes de Conselhos Deliberativos dos Programas de Proteção a Testemunhas)&lt;br /&gt;Drª Virgínia Feix (Coordenadora da Cátedra de Direitos Humanos do IPA, Coordenadora do eixo Educação Ensino Superior do CEEDH/RS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;17h30 Cinedhebate&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Filme O Cabide Azul&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Debatedor: Dr. Bruno Costa (Psiquiatra, Diretor do Sindicato Médico/RS e da DIST)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 21/10 19h Plenarinho da Assembléia Legislativa&lt;br /&gt;Coordenação: Jorge Alberto Rosa Ribeiro (Coordenador do Programa de&lt;br /&gt;Pós-Graduação em Educação/FACED/UFRGS) e Dr. Paulo Gilberto Cogo Leivas (Procurador Regional da República/MPF)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Aula Aberta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Direitos Humanos são direitos de todos?&lt;br /&gt;Ministrante: Drª Fernanda Brandão Lapa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Diretora do Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos/SC, professora da Faculdade de Direito/CESUSC, professora e coordenadora da Clínica de Direitos Humanos/UNIVILLE)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Painelistas:&lt;br /&gt;Dr. Dionilso Marcon (Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos/AL/RS)&lt;br /&gt;Dr. Jair Krischke (Fundador e Conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos)&lt;br /&gt;Dr. Eugênio Paes Amorim (Promotor de Justiça do Tribunal de Júri de Porto Alegre)&lt;br /&gt;Drª Miriam Balestro (Promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos/MP-RS)&lt;br /&gt;Dr. Luiz Carlos Bombassaro (Professor da Faculdade de Educação da UFRGS)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;TODOS LÁ!!!! Beijos!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5371408536925684770?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5371408536925684770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/lancamento-do-projeto-itinerante-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5371408536925684770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5371408536925684770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/lancamento-do-projeto-itinerante-em.html' title='Lançamento do Projeto Itinerante em Direitos Humanos'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StYEt37hCdI/AAAAAAAAAVs/peTsm_q25CI/s72-c/Identifica%C3%A7%C3%A3o+visual_color_menor.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3808770405083808750</id><published>2009-10-09T22:49:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T23:39:49.655-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='u'/><title type='text'>Nunca baixe a guarda</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StAr6UubB1I/AAAAAAAAAVc/HZICyh1RbaY/s1600-h/A-LUTA-PELA-ESPERANCA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390857034958309202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StAr6UubB1I/AAAAAAAAAVc/HZICyh1RbaY/s400/A-LUTA-PELA-ESPERANCA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Quisera eu poder escrever aqui diariamente, como vinha fazendo. Mas daí o dia precisaria ter mais de 24 horas. Ou eu poderia não dormir mais. A proximidade do lançamento de uma ação em direitos humanos absorve meu pensamento, meu trabalho e minhas intuições. Sobre o lançamento desse projeto, prometo falar aqui amanhã. Porque hoje quero falar sobre as motivações que me levaram a idealizar esse projeto. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Vivemos em um mundo que quer paz, mas vive na violência. Vivemos em um mundo coletivo, onde cada um vive em sua gaiola. Vivemos em um mundo onde o céu é para todos, assim como o ar e a água. E milhões de pessoas morrem todos os dias. Na miséria, na doença, e, de novo, como vítimas da violência. E quando se fala na existência de defensores dos direitos humanos, uma das afirmações que mais se ouve é "direitos humanos é coisa pra defender bandidos. Quem defende as vítimas dos bandidos? Onde estão, nesse caso, os tais defensores dos direitos humanos?"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Todos e todas somos, potencialmente, defensores ou violadores de direitos humanos. Agimos em defesa ou contra, conforme nossas ações, inações e omissões. A violência institucional se alastra, com profundas e históricas entranhas em todos os cantos do mundo. Ditaduras, torturas, falta ou negligência na efetivação de políticas públicas. E há um lado mais profundo, perverso e perplexo, pecado capital mesmo: os narcisismos, os joguinhos de poder, de prepotência intelectual, institucional, político-partidária, ideológica... infelizmente, esse inimigo oculto do ser humano também compactua, e muito, com as violações cometidas. E na minha intuição, esse é o pior problema. Questão de valor, de ética, de consciência, de personalidade. Nas entranhas do inconsciente a violência se mostra de outras formas, mais sutis mas nem por isso menores. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje, reunida com o meu melhor amigo e mestre Ilgo, entre um gole e outro de um maravilhoso suco de açaí, tive que responder a uma saraivada de perguntas inteligentes e pertinentes: por que eu insisto em atuar nessa causa perdida, que envolve pessoas ligadas a órgãos governamentais, que envolve a falta de apoio da sociedade, que envolve a antipatia dos empresários, que envolve entidades com discursos e recursos, mas que não investem os recursos e não saem dos discursos... enquanto a violência continua, enquanto as vítimas sofrem, órfãs, enquanto o mundo rola sabe-se para onde...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Apesar de eu responder prontamente a todas as suas perguntas, percebi, comovida, que foi ele que me deu a resposta. Com um olhar um tanto cético com relação a possíveis mudanças para melhor em nossa realidade, ele disse que só por um motivo poderia colaborar nesse projeto.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por minha causa. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O que torna as pessoas melhores, e portanto, o mundo melhor, é ter uma causa. Eu só fiz e faço e farei coisas por causas. Meus filhos são a causa de minha vida. Meus amigos também. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Meu melhor amigo também. E todos aqueles que conheço e que não conheço, mas que precisam de ajuda, também. Essa é a resposta. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Nunca baixar a guarda. Nunca perder a esperança.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O lindo e brilhante ator Russel Crowe, clone do Eddie Vedder, brilha na pele do personagem Braddock, no filme A luta pela esperança (Cinderella Man, 2005, direção de Ron Howard). Ele luta não apenas por ser um lutador de boxe, naquele roteiro previsível do homem que conhece a fama, a decadência e depois tenta subir os degraus novamente. O mundo do boxe nesse filme, é uma alegoria ao mundo real, um ringue onde estamos sempre lutando, tentando desesperadamente fugir do nocaute. Ninguém quer perder. Queremos o campeonato mundial, a liderança. Lá pelas tantas o personagem Braddock, desanimado, se questiona: lutar por que? Contra a fome? A ganância? Não se pode lutar contra o que não se vê. Braddock volta a vencer quando percebe que há, sim, motivos para lutar. Seus filhos, sua mulher, o gosto pelo que faz. Ele engole o orgulho, se humilha, ele valoriza o que realmente tem valor. E seu amigo e agente (o formidável ator Paul Giamatti) é quem lhe motiva, intui o seu valor e é dele a frase: &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Nunca baixe a guarda.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então, é simples assim. Difícil é levar golpes na vida e levantar de novo. Mas, vejam, um suco, uma frase, uma causa, e um, e dois e vários, juntos, unidos, podemos transformar desilusões em sonhos, utopias em realidades. Sonhando acordados, acordando para uma realidade melhor. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu tenho certeza que isso é possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Ótimo feriadão!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3808770405083808750?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3808770405083808750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/nunca-baixe-guarda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3808770405083808750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3808770405083808750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/nunca-baixe-guarda.html' title='Nunca baixe a guarda'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/StAr6UubB1I/AAAAAAAAAVc/HZICyh1RbaY/s72-c/A-LUTA-PELA-ESPERANCA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3995256480973602036</id><published>2009-10-07T21:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T22:50:31.363-07:00</updated><title type='text'>O nariz de Benigni, sem efeitos especiais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Ss15OEIblsI/AAAAAAAAAVU/vTV5fn0OsT0/s1600-h/vidabela.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390097611566585538" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Ss15OEIblsI/AAAAAAAAAVU/vTV5fn0OsT0/s400/vidabela.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estava eu novamente com saudades de aparecer aqui. Mas desde que fui a Carazinho, na sexta-feira passada, não tive tempo de me dedicar a este espaço como ele merece: sentada a derramar no teclado os pensamentos e sentimentos que me vierem a tona. É que eu fiquei literalmente derramando os pensamentos e sentimentos lá naquele município que foi tão acolhedor, com as professoras da Escola La Salle que organizaram um congresso internacional impecável, e que apesar de todo o trabalho encontraram tempo para rir, rir muito em uma casa de massas com direito a sofiotti e muitas histórias engraçadas, a começar pela minha mais nova amiga, a professora Eloísa, que vai se casar nesse próximo fim de semana após dez anos de namoro. Com despedida de solteira, festa na igreja e imaginem o galeto com polenta e o festerê depois do yes, I do. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha filha tem razão, eu realmente sofro da síndrome de querer não retornar dos lugares para onde vou. A vantagem é que quando eu partir desta para a melhor, certamente não voltarei aqui para assombrar ninguém... Ou, olhando por outro ângulo, sou a existencialista mais otimista que conheço. Aprendi, após levar muitos golpes e estocadas metafóricos, que nos fortalecemos quando aprendemos a lidar com os problemas, em vez de negá-los ou delegá-los. Quando aprendemos a ver um mesmo ponto sob vários ângulos. Quando nos desapegamos de nossos problemas, de nossos conflitos, e nos colocamos no lugar dos outros e aí então percebemos que ninguém é melhor do que ninguém, que nenhum problema é tão maior ou pior do que o de outra pessoa. Que rir ainda é, sim, o melhor remédio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daí o fato de eu gostar de comédias, mas as de humor negro. Como A Vida é Bela. Mas como, comédia? É um baita drama! Segunda guerra, alemães nazistas, perseguição aos judeus, o Holocausto, os campos de concentração. Onde está a graça? (afinal, eu não sou nazista!). A graça está, em primeiro lugar, em olhar o nariz e o que sobrou do rosto do protagonista do filme, o italiano Roberto Benigni. E está, em segundo lugar, nas brincadeiras, trejeitos e trapalhadas que seu personagem Guido cria para seu pequeno filho, na Itália dos anos 40, enquanto eles ficam em um campo de concentração. Guido faz de tudo para o filho acreditar que eles estão em um grande jogo, e que tudo o que acontece com e em volta deles são parte do jogo. Por maior que seja o terror, por pior que seja a violência, tudo faz parte do jogo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Humor negro, eu falei. Assim é a nossa vida, um grande campo de concentração, um grande caldeirão, onde somos jogados ou aprendemos a jogar. O inferno, para Sartre, são os outros, não é o diabo. Então, a grande sabedoria é jogar para driblar os problemas, as quedas, os conflitos, as situações, ou provações, se assim preferirem, que todos, em algum momento da vida, passam. Doença, fossa, dívida, dúvida, transtorno. Amar demais. Amar de menos. Podemos escolher no jogo: somos Guido, o louquinho que foge da realidade, ou podemos ser Guido, o sábio que burla os problemas para, sorrindo, tocar a vida pra frente, pois que ela só começa a acabar quando a gente desiste dela primeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Vida é Bela, de 1997 e dirigida pelo próprio Benigni, recebeu três Oscars. Comoveu milhões de pessoas. A mim dizem, que filme triste. Se o filme é triste, como pode a vida ser bela? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Benigni, por exemplo, olhou-se bem no espelho e percebeu que seu nariz seria seu maior defeito ou seu maior charme. Quando resolveu rir de si mesmo, antes de fazer os outros rirem. E quando decidiu tirar proveito de algo que poderia faze-lo quebrar todos os espelhos deste planeta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu vejo uma mãe que abraça seu filho em uma praça, enquanto o único abraço que essa mãe recebe é do frio que encobre nossa cidade, eu penso, como pode a vida ser bela? Mas daí eu olho bem nos olhos dela, e vejo um brilho no seu olhar. Como o sorriso das minhas novas amigas de Carazinho. Que noite bela! Como a companhia dos amigos que vieram me ver no meu derradeiro aniversário. Que dia belo! Como eu e meu filho Thomas brincando de jogar balão. Sensacional é a vida. Como degustar os pratos elaborados com os temperos do afeto e do carinho de minha filha Chef Rafaela e do meu genrinho Chef Umberto. Não tem preço. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A vida é bela. Comédia dramática, drama, e sem efeitos especiais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3995256480973602036?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3995256480973602036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/o-nariz-de-benigni-sem-efeitos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3995256480973602036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3995256480973602036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/o-nariz-de-benigni-sem-efeitos.html' title='O nariz de Benigni, sem efeitos especiais'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Ss15OEIblsI/AAAAAAAAAVU/vTV5fn0OsT0/s72-c/vidabela.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4495608924038334617</id><published>2009-10-01T20:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T22:22:24.528-07:00</updated><title type='text'>O melhor dos mundos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsWN1G1F5EI/AAAAAAAAAVM/h8xc3yw1p-E/s1600-h/cinema-aspirinas-e-urubus-poster01-.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387868472724546626" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 253px; CURSOR: hand; HEIGHT: 368px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsWN1G1F5EI/AAAAAAAAAVM/h8xc3yw1p-E/s400/cinema-aspirinas-e-urubus-poster01-.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fala-se na existência do primeiro mundo. Subentende-se que seja o melhor dos mundos, o mais belo, o mais próspero, o mais justo. No outro lado, o terceiro mundo. O pior, o mais pobre, o mais violento, o mais subdesenvolvido. De um lado, os poderosos, os mais importantes. Do outro lado, os coitados, os invisíveis. Se um tsunami ocorrer no Primeiro Mundo, será o fim do mundo. Mas se porventura ele ocorrer no Terceiro Mundo, será uma salvação para o planeta. Salvam-se os que valem, varrem-se os que estorvam. Equilíbrio total...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entretanto. (Adoro essa palavra, ela sugere que tudo o que foi dito antes dela não valia nada). E não valia mesmo. Entretanto, quem se atreve a impor uma linha imaginária ou real que separa uns dos outros? Que coloca os terno-e-gravata na sala Very Important Person, e os demais um pouco depois do fim do mundo... Quem se outorga o direito de afirmar que esse país ou aquele outro são superiores, são melhores, são exemplares?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre que viajo fico, na véspera, apreensiva. Sei lá porque. Minha filha Chef Rafaela sorri e me diz - é sempre assim, depois tu volta querendo morar no lugar onde foi... Ela tem razão. Entretanto... em Paris não foi assim. Foi uma experiência inesquecível, com certeza. Vinhos de primeiro mundo. Paisagens de primeiro mundo. Os cafés, meu Deus, os cafés. Queria morar neles. Entretanto. Não me senti em casa. E não foi por causa do idioma, e por obviamente estar do outro lado do mapa. É porque as pessoas que lá conheci foram, no máximo, diplomatique. Faltou essa afetividade, essa sensibilidade, esse acolhimento. Isso, sim, é coisa de primeiro mundo. Remonta ao mundo original, uterino. Quando nos sentimos seguros, aquecidos, protegidos pelo instinto maternal, pelo cordão umbilical. Lá, do outro lado do mapa, nós brasileiros somos ainda confundidos com argentinos, Porto Alegre com Buenos Aires, e Pelé ainda é o ídolo mais importante e planetário que nos representa. Um círculo que corre para todos os lados é o que simboliza nossa brasilidade. E a floresta amazônica, com índios pululando por todos os lados, com bananas, muitas bananas. Esse é o Brazil for export, em tese. Ah, e Lula, o maior estadista brasileiro desde sempre... pena que não o conheceram quando ele era o Lula original.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Daí que quando estive em Dourados me dei conta de que o primeiro mundo está onde nós o construimos. Nós desenvolvemos, ou não. Nós nos empoderamos, ou não. Dentro deste país, deste imenso país, há o melhor e o pior dos mundos. Não é fantástico esse paradoxo? Nós colocamos uma linha imaginária e nos contentamos com o estigma de sermos o país do futuro. Já fomos o milagre brasileiro, e parece que não aprendemos nada com isso. O Brasil é carnaval, futebol e também não é só carnaval, só futebol. O Brasil é um road-movie. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como o maravilhoso filme Cinema, aspirinas e urubus, de Marcelo Gomes. Realizado em 2005, essa pequena obra-prima mostra o ano de 1942, em plena II Grande Guerra. Um alemão viaja pelo Brasil, fugindo das notícias da guerra, onde conhece o morador de um vilarejo, que por sua vez viaja em busca de uma vida melhor, em um lugar mais desenvolvido, como o Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não por acaso eles se conhecem em uma estrada de chão batido, terra de ninguém. Não por acaso eles começam uma nova viagem, aquela derradeira viagem que significa uma jornada interior, em busca de novos e verdadeiros significados. A aventura maior que existe, descobrir sentidos para viver onde se está, e para onde se vai. Nem sempre o lugar mais industrializado é o melhor para se viver. Nem sempre o retirado fim do mundo é o pior lugar para estar. O estado de espírito, o espírito de luta, estão conosco, ou não, onde estivermos, e para onde formos. Depende de nós, ficamros nos entupindo de aspirinas, anestesiados das agruras da vida, a mercê da ação dos urubus de todos os tipos: especuladores, politiqueiros, bajuladores... ou tocarmos a vida pra frente, pra próxima parada, de carona, a pé, na direção, na contramão... o melhor dos mundos existe. Entretanto... cada um é que o faz. Ou desfaz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Baci!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4495608924038334617?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4495608924038334617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/o-melhor-dos-mundos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4495608924038334617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4495608924038334617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/10/o-melhor-dos-mundos.html' title='O melhor dos mundos'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsWN1G1F5EI/AAAAAAAAAVM/h8xc3yw1p-E/s72-c/cinema-aspirinas-e-urubus-poster01-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5177633178046628459</id><published>2009-09-30T20:16:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T06:26:42.517-07:00</updated><title type='text'>CineDHebatendo direitos humanos</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsQ7hyNkb_I/AAAAAAAAAU8/zu9ZVItHiic/s1600-h/a-questao_humana_baixa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387496505842364402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsQ7hyNkb_I/AAAAAAAAAU8/zu9ZVItHiic/s400/a-questao_humana_baixa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Cinema e direitos humanos é um dos temas que mais trato neste blog. Porque são estes os ponteiros de meu relógio biológico, cinema e direitos humanos. Por esta razão, desde a criação da Liga dos Direitos Humanos, que eu fundei e coordeno desde 2007, existe uma ação denominada CineDHebate, um ciclo de exibição de filmes com debates sobre o tema abordado em cada sessão. Apesar de eu ter tentáculos para dar conta de uma vida atribulada, eles não são mais suficientes. A Liga cresceu - e que ótimo que cresceu! Eu vejo a Liga como uma criança que está adolescendo, um projeto que começa a espraiar seus horizontes interdisciplinares e transdisciplinares. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Regionais e transnacionais. É o programa de rádio, a produção de documentários, a divulgação de notícias e eventos, a organização de aulas abertas, fórum anual, e de um novo projeto sobre o qual falarei em breve. E o cinema, desde o começo, sempre cumprindo uma função que também é muito importante e digna na educação em direitos humanos: a exibição de curtas, documentários e longas de ficção que despertam nos espectadores uma visão própria, uma consciência crítica e reflexiva. É um grande momento de debate, de trocas, de compartilhar pensamentos, opiniões, posições. De questionar, de discutir pontos e contrapontos. Aprende-se muito em uma sala de cinema. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Daí a origem e a existência do CineDHebate da Liga dos Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;No ano passado, a Gárdia, querida amiga e colega da Liga, coordenou a seleção dos fimes e a organização dos debates. Lembro que a seleção priorizou curtas-metragens e documentários nacionais, muitos com temas bem regionais e todos sempre muito polêmicos. Temas como aborto, sistema prisional, prostituição, foram alguns dos pontos de debate nos filmes escolhidos. Neste ano, a querida amiga Dagmar Camargo, companheira da Liga, além de ter uma intensa e extensa militância em direitos humanos (como coordenadora da CONRAD, coordenadora de projetos da DIST e da área de Comunicação no Comitê de Educação em Direitos Humanos do Rio Grande do Sul), assumiu a coordenação do CineDHebate, em uma parceria da Liga com a DIST - Democracia, Inclusão Social e Trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu admiro demais a Dagmar. Desde os tempos em que nos conhecemos, como colegas na Primeira Turma do Curso de Especialização em Direitos Humanos da UFRGS e Escola Superior do Ministério Público da União. A Dagmar sempre sentou na frente, primeira fila, e uma das que mais participava nas aulas, com perguntas, com sugestões, com críticas, com contribuições. E sempre agitando bandeiras, viajando por este e por outros Pampas, socializando notícias, ações, campanhas, manifestações. O tempo para a Dagmar certamente não tem apenas24 horas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E nem ela tem tentáculos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ela os produz e reproduz, com uma vitalidade e um espírito de luta admiráveis.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O CineDHebate 2009 tem a cara da Dagmar. São filmes impecáveis, escolhidos pelos temas efervescentes, em questões globais como o meio ambiente, a crise financeira, os poderes das grandes corporações, a privatização do Rio São Francisco, os desafios na educação em um ambiente de violência e exclusão social, and so on.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Na próxima semana, o CineDHebate, que sempre acontece às sete da noite na Sala Redenção da UFRGS, com entrada franca, exibirá o filme Escritores da Liberdade. e na sequência, debate com a participação de Mariliane Ferreira dos Santos, diretora do CPERS/RS, e Ana Maria Bueno Accorsi, professora da UERGS, e que desenvolveu trabalho sobre o livro Escritores da Liberdade ainda não traduzido para o português. Escritores da Liberdade é uma co-produção alemã e norte-americana de 2007. Com direção de Richard LaGravanese, a obra  é uma adaptação da história real da professora Erin Grunwell, uma professora novata que tenta inspirar seus alunos problemáticos a aprender algo sobre tolerância, autoestima, e valorização dos sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme aborda de uma forma comovente o desafio da educação &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;em um contexto social problemático e violento.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E no dia 25 de novembro, é a vez do filme A Questão Humana. Após a exibição, debate com o psicólogo Fernando Lunkes, diretor de comunicação do Sindicato dos Psicólogos do Rio Grande do Sul. O filme é uma produção francesa de 2007 baseada no romance homônimo de François Emmanuel. A obra dirigida por Nicolas Klotz, completa a trilogia sobre a crise econômica francesa, composta também pelos filmes A Pátria, e A Ferida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Em A Questão Humana, o psicólogo da filial francesa de uma petroquímica alemã investiga, a pedido do vice-presidente da corporação, a vida do presidente, que é suspeito de insanidade mental. Este é um filme de investigação, no qual o próprio investigador - o psicólogo - passa a sofrer uma profunda transformação. Há no filme uma linha que aproxima o modelo empresarial contemporâneo ao Holocausto. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Reestruturação, reengenharia, realinhamento, eis alguns termos cuja linguagem asséptica e tecnocrática designa uma manipulação de pessoas em &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;um sistema no qual o que menos importa são as pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme acende uma polêmica ao fazer essa comparação. Ela é possível e plausível? O protagonista-psicólogo-narrador é um homem que ao investigar, sofre com o que descobre. Sua integridade é testada o tempo todo, bem como a sua própria sanidade mental.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Talvez sua insanidade seja a prova de que finalmente ele descobriu o que buscava.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5177633178046628459?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5177633178046628459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/cinedhebatendo-direitos-humanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5177633178046628459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5177633178046628459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/cinedhebatendo-direitos-humanos.html' title='CineDHebatendo direitos humanos'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsQ7hyNkb_I/AAAAAAAAAU8/zu9ZVItHiic/s72-c/a-questao_humana_baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6369401993295436047</id><published>2009-09-29T21:24:00.000-07:00</published><updated>2009-10-01T06:28:18.061-07:00</updated><title type='text'>Lava-pés, os poetas e os idiotas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsLz1r0Ea3I/AAAAAAAAAU0/3r9UN_TlFJU/s1600-h/elefante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387136207908268914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsLz1r0Ea3I/AAAAAAAAAU0/3r9UN_TlFJU/s400/elefante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Até o post de hoje, eu não havia lhes falado sobre quando comecei a realizar vídeos: roteiro, produção, direção... O interesse pelo cinema existe, por certo, desde quando eu era um fetinho. Meu nascimento foi algo cinematográfico. Com direito a tudo o que eu não tinha direito: muitas dores em minha mãe, muita correria entre os médicos, por conta de problemas detectados imediatamente após o meu primeiro suspiro. Eu fui a filha que mais demorou para nascer e que menos demorou para começar a incomodar... Tudo me incomodava: a poluição que me provocou a bronquite; a curiosidade, que me levava a cometer atos insanos, como abrir um sofá para ver o que tinha por dentro, ou beber um copo com gema de ovo achando que era bebida de adulto... A falta de confiança em mim mesma, que me levou a escrever uma "cola" de Geografia no estojo de madeira; tirei nota máxima, pois ao preparar a tal "cola", memorizei a matéria. Só que isso não "colou" quando a professora viu meu estojo aberto... Meus pais foram chamados à escola. E eu aprendi a lição: se eu gosto tanto de drama e de ação, eu deveria escrever mais sobre isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Seria menos perigoso para mim e para os outros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Nas redações da escola era só nota dez e dez e dez. Nas redações da vida, como poemas de amor, diário com anotações de uma adolescente existencialista, era só zero e zero e zero. Eu lia muito, de histórias em quadrinhos a clássicos de filosofia que eu pegava na estante de livros de meu pai. De fotonovelas italianas de minha mãe a obras de Machado de Assis. Escrever era já uma necessidade, uma extensão de meu braço, de minha mão canhota e de meu cérebro. Mas não era suficiente. Minha imaginação precisava das imagens que o texto sugeria, mas não mostrava. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Somente quando já adulta, e tendo escrito um livro de poemas, além de vários contos engavetados, e alguns roteiros bem guardados, resolvi cometer mais um ato insano. Desta vez, não abri outro sofá, nem bebi água da privada... Fui fazer um vídeo. Queria fazer um documentário em um minuto, um minuto e meio no máximo. Queria fazer algo útil, algo com sentido, algo que expressasse muito mais pelo visto, pelas imagens, que eu não precisasse escrever uma tese. Que todos vissem e entendessem. Eu perdi um sobrinho lindo e querido, com apenas 15 anos, assassinado por engano. Minha melhor amigairmã Valéria havia perdido seu filho Rodrigo em um assassinato igualmente brutal - como de fato são sempre todos os crimes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu escrevi o roteiro de Lava-pés, reuni amigos para produzir esse vídeo, feito de forma totalmente independente e alternativa. Uma câmera na mão, figurantes voluntários, alguns objetos de cena emprestados, e depois um baita profissional para fazer a montagem. A música, Amigo Punk, a preferida de Rodrigo, com a autorização de uso no vídeo gentilmente cedida pelos seus autores, Marcelo Birck e Frank Jorge. O vídeo foi feito, e já foi visto por várias pessoas. Em todos os locais onde foi exibido, suscitou debate, reflexão, e principalmente, o choque que todos tem ao perceber que a juventude é vítima da violência, quando a comete e quando dela é presa. Jovens matam, se matam e são mortos. Corriqueiramente. Suicídios. Execuções. Latrocínios. Muitas mães choram a perda de seus filhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Quando eles morrem. E quando, diante da Justiça, de um tribunal, com juiz, promotor e defensor, o réu é absolvido. Provas insuficientes? Discurso da defensoria falacioso? Júri preconceituoso? (afinal, jovens com piercings e tatuados não podem ser "boa coisa"...)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O assassino de Rodrigo foi absolvido. Dentro dos trâmites da lei, não da Justiça. Valéria sentiu a perda de seu filho mais uma vez. Enquanto alguns lavam as mãos, ela usou as suas para enxugar sua dor. Entrar com recurso? Deixar para a chamada Justiça Divina? &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Conformar-se ou indignar-se? O que dizer para as mães que perdem seus filhos? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Eu apenas abraço. E através desse vídeo, o mais curto, o mais impactante, o mais importante que já fiz, procurei mostrar que podemos escrever e produzir vídeos que de alguma forma ajudem as pessoas a olhar um palmo diante do nariz, a ver o óbvio. Como aquele provérbio chinês, segundo o qual o poeta aponta a lua enquanto o idiota olha para o dedo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Valéria. Eu fui acusada pela professora de Geografia de ter colado, e eu não tinha. Meus pais foram à escola. Depois que eu falei para eles o que aconteceu, eles me abraçaram. E acreditaram em mim. Sinta-se abraçada por todos os que te amam e compartilham de tua luta e de tua dor. E que acreditam que a Justiça existe, apesar dos idiotas que continuam a olhar para o dedo...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Beijo no coração.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c42d2a504161a243" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc42d2a504161a243%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331727874%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7DBE314D603ED2C75C4B09DBBEF96BD109B44083.7A93D8AC6BC428F09302A1B3645AF07EFD46EE8C%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc42d2a504161a243%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Da4o56ioN2cImwU2QOk-2GrpFPxM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc42d2a504161a243%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331727874%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7DBE314D603ED2C75C4B09DBBEF96BD109B44083.7A93D8AC6BC428F09302A1B3645AF07EFD46EE8C%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc42d2a504161a243%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Da4o56ioN2cImwU2QOk-2GrpFPxM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6369401993295436047?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6369401993295436047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/lava-pes-os-poetas-e-os-idiotas.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6369401993295436047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6369401993295436047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/lava-pes-os-poetas-e-os-idiotas.html' title='Lava-pés, os poetas e os idiotas'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsLz1r0Ea3I/AAAAAAAAAU0/3r9UN_TlFJU/s72-c/elefante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1156190336308518491</id><published>2009-09-28T20:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T21:36:28.788-07:00</updated><title type='text'>O sol no quadro</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsGOdlQRi_I/AAAAAAAAAUs/pg7T9nwM9mQ/s1600-h/repulsaaosexo"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386743268179545074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsGOdlQRi_I/AAAAAAAAAUs/pg7T9nwM9mQ/s400/repulsaaosexo" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O diretor franco-polonês Roman Polanski está vendo o sol nascer quadrado. Ele foi preso na Suíça, logo ao desembarcar naquele país onde iria receber uma homenagem pelo conjunto de sua obra, no Festival de Cinema de Zurique. O motivo da detenção, é a acusação que o diretor sofre por parte dos Estados Unidos, de ter tido relações sexuais com uma menina que em 1977 tinha 13 anos. Os EUA querem a extradição de Polanski. E Polanski, hoje com 76 anos, está determinado a se defender. Apesar de ser um mandado de prisão internacional, fica evidente a armadilha feita ao veterano e controverso cineasta, que inclusive não foi receber seu Oscar de Melhor Diretor em 2002, pelo filme O Pianista, por não poder pisar em solo americano. A Promotoria de Los Angeles vai enviar o pedido de extradição às autoridades diplomáticas, do governo e da Justiça para reaver o passe de Polanski. Coisa de cinema? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Para muitos amigos de Polanski, essa atitude soa como uma armadilha policial, ou ainda, nas palavras de Andrzej Wajda, uma ameaça de linchamento judicial. Uma petição foi assinada por vários artistas e cineastas, como Costa-Gavras, Wong Kar-Wai, Walter Salles, Ettore Scola, Giuseppe Tornatore, Monica Bellucci, Fanny Ardant, Pierre Jolivet, Bertrand Tavernier, entre outros. Para a Associação de Roteiristas e Diretores de Cinema da Suiça, esse país pode sofrer um grande abalo, se for conivente com essa armação, por eles chamada de escândalo jurídico. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Embora a Justiça Americana alegue agir dentro da legalidade do que prevê um tratado internacional, o que mais causa estranheza é que o motivo - a adolescente de 13 anos com quem o cineasta teve uma relação há mais de trinta anos - pediu o fim do caso. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Cinema e direitos humanos, direitos humanos no cinema. Enquanto os próximos dias revelarão uma quebra de braço entre os operadores da Justiça americana e os defensores de Polanski, uma coisa fica certa, clara e transparente: uma história mal resolvida é como um filme que parou de ser rodado, ficou incompleto, para decepção daquele que o criou. O filme pode ficar lá em um canto, uma fita, um HD. Pode ficar ignorado, mas não esquecido. O que foi feito, foi feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Uma história mal resolvida é algo que pode até dar um certo ar de complexidade, de dramaticidade a quem a vive, como é o caso de Polanski. Mas é algo que lhe tira a paz de espírito, que transforma sua vida em algo controverso. O genial diretor de filmes como Armadilha do Destino (1966), Dança com Vampiros (1967), O bebê de Rosemary (1968), Chinatown (1974), O Inquilino (1976), e o oscarizado O Pianista (2002) é autor de mais de 40 longa-metragens. Ator, produtor e diretor, imprimiu sua marca autoral que o transformou em um dos mais respeitáveis nomes do cinema, e igualmente uma história de vida das mais atribuladas. Eu particulamente acho genial o filme Repulsa ao Sexo (1965), no qual Catherine Deneuve, a maravilhosa atriz de A Bela da Tarde, já realizava nesse filme a interpretação magistral de uma louca assassina, em um filme de terror com uma profundidade psicológica que nos remete aos maravilhosos filmes de Alfred Hitchcock. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Roman Polanski, como seus filmes, e esse em particular, é um homem que pode causar repulsa, por ele ser quem é e como é. Perturbador, como seus filmes. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Boa noite!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1156190336308518491?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1156190336308518491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-sol-no-quadro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1156190336308518491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1156190336308518491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-sol-no-quadro.html' title='O sol no quadro'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsGOdlQRi_I/AAAAAAAAAUs/pg7T9nwM9mQ/s72-c/repulsaaosexo' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7735055383988259113</id><published>2009-09-27T18:33:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T20:19:38.951-07:00</updated><title type='text'>Quem faz os filmes?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsArJod_3-I/AAAAAAAAAUk/Y4a1Z91V_78/s1600-h/osoltamb%C3%A9mselevanta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386352598817169378" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsArJod_3-I/AAAAAAAAAUk/Y4a1Z91V_78/s400/osoltamb%C3%A9mselevanta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu falei ontem em chuva torrencial. Quem não é daqui de Porto Alegre, não faz idéia do quanto aqui choveu neste fim de semana. Há poucos instantes, a chuva parou. E não voltou. Deve ter algo errado. Porque este domingo foi avassaladoramente molhado, úmido, chuvoso. Fiquei ilhada dentro de casa, imaginando como seria esta situação durante uma semana, um mês, o ano inteiro assim. Chovendo sem parar. Pensei em começar a escrever uma história assim. Uma mulher que não sabe nadar fica presa em sua própria casa, devido a uma inundação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vislumbro essa história em um livro. Um conto, por exemplo. Vislumbro também esse argumento como origem de um filme. Um curta-metragem. Consigo visualizar todos os elementos. A protagonista - mulher que não sabe nadar, as locações, os objetos de cena, as sequências com a chuva reinante na história inteira. A questão que aqui se impõe é uma frase do célebre Stanley Kubrick: "Livro é livro, filme é filme". Afinal, a chuva no livro pode ser uma metáfora. Não é uma chuva real. É uma chuva de problemas, de dúvidas, de interrogações, de dilemas, que geram uma inundação interior na personagem, que não sabe nadar, ou seja, que não sabe como resolver essa situação. No livro, o escritor pode usar de todos os artifícios literários para explorar essas nuances, as subjetividades e as entrelinhas. No filme, a linguagem é outra. Será possível dar o mesmo tratamento que no livro? E é necessário e desejável que seja assim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A liberdade de criação na narrativa literária e na narrativa fílmica é um dos assuntos que mais me fascina quando falo sobre cinema e literatura. Para mim, que escrevo, são almas gêmeas, caras metades. Cada qual, porém, com sua identidade e limitações próprias. No livro, tudo é possível. No cinema, não. A imaginação, a criatividade que o escritor coloca no texto, não pode ser sempre explícita em um roteiro cinematográfico. E nem deve ser. O trabalho autoral transforma-se em um trabalho de equipe, sob as vistas de uma direção que apontará os rumos da obra. Adaptação, é verdade, mas que poderá ser mais ou menos fiel ao original. São outras cabeças pensantes sobre um pensamento original. Alguns exemplos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Scott Fitzgerald escreveu o conto O Curioso Caso de Benjamin Button, e o romance O grande Gatsby, ambos levados às telas do cinema. Henry James, um dos maiores nomes da literatura americana, escreveu os romances A volta do parafuso, que resultou no filme Os inocentes, e As asas da pomba, que originou o filme As asas do amor. Martin Scorsese dirigiu em 1993 o filme A idade da inocência, a partir da obra de autoria de Edith Warthon. Stanley Kubrick adorava a aproximação e a cumplicidade entre a literatura e o cinema. Exemplo dessa relação: 2001 - Uma odisséia no espaço, cujo argumento criado por ele e pelo escritordArthur Clarke originaram o conto O sentinela. Já o escritor Ernest Hemingway é o maior exemplo de um autor cuja obra já nasceu para ser filmada: O sol tabém se levanta, e Por quem os sinos dobram são exemplos disso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como afirmou o genial escritor Gore Vidal, autor de 24 roteiros de filmes, como Ben Hur: o roteirista é o verdadeiro gênio insubstituível por trás de um filme. Para ele, os diretores de cinema tem o apuro técnico, mas quando se trata de adaptações de obras literárias, o roteirista é indispensável para transpor para a telona a essência dos caminhos que uma obra literária mostra ou sugere.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A chuva parou. O que a mulher vai fazer? Mãos à obra. Um novo texto, quiçá um novo filme. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7735055383988259113?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7735055383988259113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/quem-faz-os-filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7735055383988259113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7735055383988259113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/quem-faz-os-filmes.html' title='Quem faz os filmes?'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SsArJod_3-I/AAAAAAAAAUk/Y4a1Z91V_78/s72-c/osoltamb%C3%A9mselevanta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8058072484474066358</id><published>2009-09-26T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T21:23:20.783-07:00</updated><title type='text'>A derradeira luta do samurai</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr7obajFuOI/AAAAAAAAAUc/ucbsnBUsQso/s1600-h/Depoisdachuva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385997762062301410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr7obajFuOI/AAAAAAAAAUc/ucbsnBUsQso/s400/Depoisdachuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Choveu de repente hoje à noite, aqui em Porto Alegre. Bem, não tão de repente, se levarmos em conta o quanto este inverno primaveril, ou esta primavera invernal estão sendo temperamentais. Esquenta, esfria, esquenta, esfria. Faz sol, cai chuva. Sob inspiração desta chuva torrencial, escolhi o filme de hoje: Depois da chuva. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já falei Cantando na Chuva, e já falei de Antes da Chuva. Cada um e cada qual, em seu estilo, são filmes fenomenais. O mesmo digo em relação a Depois da Chuva, esta multipremiada produção de 1999, que tem o roteiro do grande mestre Akira Kurosawa e direção de seu assistente e discípulo, Takashi Koizumi. A história é baseada em um conto de Shugoro Yamamoto, sobre um samurai, o Japão medieval, e o desapego. Sim, esses são os três pontos principais que fazem deste um belíssimo e comovente filme, que só foi levado às telas um ano após a morte do grande cineasta Kurosawa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O roteiro escrito por Kurosawa, um dos últimos antes de sua morte, apresenta a história de Misawa, um samurai sem emprego que fica com sua mulher em uma hospedaria por causa de uma chuva torrencial que se transforma em uma enchente. O samurai passa a lutar, em troca de dinheiro e em busca de alimento para os que lá estão hospedados. Sua ação passa a causar desconfiança em sua mulher, com relação aos reais interesses do samurai. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora trate da história de um samurai, esta não é uma história de artes marciais, tão comum em filmes japoneses. É uma obra sobre a necessidade, a importância e o valor do desapego, e também sobre as mudanças que ocorrem em uma cultura, com menos valores, menos nobreza, e mais empobrecimento,tanto material como ético. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A luta do personagem samurai é a luta de uma cultura na qual outrora predominavam valores nobres de conduta, para uma outra fase, na qual a bravura, o caráter e a humildade são muitas vezes valores relegados. Em Depois da Chuva, a principal luta do samurai não é com a espada, mas com seus próprios valores. Lutar pelo que? Lutar por quê? E por quem? Uma luta somente se justifica se for por quem se ama, seja uma pessoa, uma causa, uma coletividade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, enquanto continua aqui a chover todas as lágrimas do mundo, eu fico a pensar sobre a primorosa fotografia e história de um samurai que queria ser nobre, ser bom. Acho que todo o ser humano deveria ser assim. Pergunto por que isso é tão difícil de se efetivar. A nobreza de caráter, a retidão, o equilíbrio, a harmonia... mais do que treinar a mente e o corpo, é uma questão de treinar valores e posturas diante das coisas que acontecem na vida. Somos testados o tempo todo, em nossa vida pessoal, familiar, profissional. Problemas surgem o tempo todo. Como uma chuva que surge de repente, e que de repente inunda a casa, a estrada, a cidade, transforma-se em uma enchente, que carrega tudo o que vê pela frente. Quantas vezes nossa vida se transforma e transborda como uma enchente? Como uma chuva de lágrimas? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois da chuva. Vem o sol. Dias melhores. Arco-íris. O desapego é um exercício contínuo. É uma luta que temos com o nosso eu. Um desafio ao autoconhecimento. Com sua extrema sensibilidade, Akira Kurosawa, o grande mestre, sabia, e seu grande discípulo, Takashi Koizumi, também soube conduzir essa obra com uma delicadeza ímpar. Todos podemos ser samurais, lutadores, guerreiros. Mais do que escolher a espada, é fundamental saber escolher o motivo. Desapegar-se para viver. Essa é a grande e derradeira luta, o grande embate, em busca da descoberta do nosso verdadeiro "eu".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Bom domingo! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8058072484474066358?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8058072484474066358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/derradeira-luta-do-samurai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8058072484474066358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8058072484474066358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/derradeira-luta-do-samurai.html' title='A derradeira luta do samurai'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr7obajFuOI/AAAAAAAAAUc/ucbsnBUsQso/s72-c/Depoisdachuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1103523996550344635</id><published>2009-09-25T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T21:47:39.379-07:00</updated><title type='text'>Perambulando em Dourados</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr2cdPQ_FeI/AAAAAAAAAUU/QzkxXSnpuFs/s1600-h/filme_UFGD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385632755532895714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr2cdPQ_FeI/AAAAAAAAAUU/QzkxXSnpuFs/s400/filme_UFGD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr2cSNioooI/AAAAAAAAAUM/psvNS9X9oDs/s1600-h/Giancarla_debate.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385632566091489922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr2cSNioooI/AAAAAAAAAUM/psvNS9X9oDs/s400/Giancarla_debate.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt; &lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de escrever aqui! Mas nesses dias em que estive em Dourados, no Mato Grosso do Sul, vivi momentos muito bonitos e energizantes. Fui trabalhar, participar de um evento na área de direitos humanos, o Congresso Transdisciplinar de Direito e Cidadania. Lá, palestrei e participei de outras palestras. Conheci professores e pesquisadores envolvidos e entusiasmados com a causa dos direitos humanos. Pessoas de vários estados e países, cada um falando um pouco sobre o que está acontecendo em sua região, e sobre o que estão pesquisando. Conversei com moradores da região, que embora cravada no centro-oeste brasileiro, é constituída por um número enorme de gaúchos e de outros sulistas, como catarinenses e curitibanos. Descobri pouquíssimos douradenses de nascimento, mas fui muito bem recebida por todos, todos mesmo, desde à chegada até o retorno ao aeroporto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquei com bolhas nos pés e sorriso escancarado no rosto ao caminhar pelas ruas retas e planas da cidade, povoada por muito comércio, ruas arborizadas, calçadas com rampas de acessibilidade para cadeirantes, e muito fluxo de motos e bicicletas. Descobri um café simplesmente formidável, no qual eu gostaria de pernoitar ou morar, se pudesse, até terminar de tomar todo o estoque de cafés, especialmente o cappuccino preparado naquele lugar. Fiz novos contatos, e melhor ainda, novas amizades. Em um congresso transnacional, relacionamentos transnacionais. Pessoas muito queridas, mesmo. Eu estava com muita saudade daqui, dos que me são caros, e voltei com muita saudade dos que me receberam tão fraternalmente, e os quais espero rever sempre que possível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cinema. Um dos motivos que lá me levaram. Apesar de não ser um pólo cultural, não ter múltiplas salas de cinema, na Universidade Federal da Grande de Dourados há o cineclubismo, e um projeto do curso de Direito denominado Cinema e Direito, com a exibição de filmes e debates focados em temas de direitos humanos. E eu tive a oportunidade e o privilégio de lá exibir o documentário que pesquisei, roteirizei e co-dirigi, Perambulantes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foi um momento único em minha vida. Especial mesmo. E por múltiplas razões. Não vou aqui falar sobre elas. Apenas sobre uma. A principal. Estava eu naquela cidade, naquele Estado, naquela região, onde há reservas indígenas, onde há milhares de indígenas de várias etnias que vivem ali, colados na cidade, no meio urbano. Vivem em condições precárias. Sem sustentabilidade, com crianças morrendo, com jovens se suicidando, com assassinatos de indígenas, com exploração da mão-de-obra na terra do agronegócio, nas lutas pelas terras produtivas, na demarcação de terras, na falta de uma assistência efetiva da Funai, nos preconceitos que essas comunidades enfrentam, nos seus pedidos de ajuda, de pão velho, de qualquer coisa que os ajudem a sobreviver. Continuam tutelados, 509 anos depois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A luta pela visibilidade dos problemas que afligem as comunidades indígenas está ali, pulsante, sangrando, e aparentemente está tudo normal. É o que vemos quando caminhamos pelas ruas centrais e arborizadas e tranquilas da cidade. É o que vemos ao lermos os jornas locais. Felizmente, os professores universitários desenvolvem ações como este congresso, para abrir um debate sobre a sangria que escorre, para não mais tapar o sol com a peneira. E lá estive eu, vendo mais uma vez o filme, e desta vez juntamente com uma atenta platéia formada especialmente por alunos e professores dos cursos de direito do Mato Grosso. E por indígenas. Conversei com índios Terena que lá estudam. Um deles me disse que os índios de lá não tem perspectivas. Há motivações para morrer, e não para viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez por ter tido essa conversa, minha fala para esta platéia foi um desabafo. Um testemunho de alguém que quando começou a fazer este filme, tinha o ideal de fazer algo que mudasse, que transformasse uma realidade tão dura como a dos indígenas. Depois me dei conta das limitações que um filme envolve. Mesmo se tratando de um documentário, um filme é e sempre será um filme. Uma história contada por alguém. Construída em imagens e sons por uma equipe, mediante uma direção que aponta caminhos, técnicas e um fim em um determinado tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Após o filme ficar pronto, ser lançado, ser distribuído, caiu a ficha. Das limitações que temos enquanto realizadores para efetivamente mudar uma situação real, concreta, que exige mudanças urgentes. O filme é um poema, o filme é uma denúncia, o filme é uma história que abre várias portas: a porta da história, da educação, do direito, da antropologia. O filme é a busca de um diálogo entre etnias e culturas distintas. É a estréia no roteiro e na direção de uma aspirante a transformar problemas em soluções, e que terminou encontrando mais problemas do que soluções. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Compartilhei essas experiências e aprendizados com uma platéia especial, que participou do debate com perguntas enriquecedoras, com opiniões baseadas em visões críticas. Foi, para mim, uma aula sobre cinema e direitos humanos. E, depois de três anos trabalhando nesse tema, da pesquisa à exibição, senti um sentimento lindo e puro, como há muito não sentia: a alma leve, flutuando, por estar ali, ao lado de jovens que anseiam por mudanças. E ao injetar ânimo e coragem neles, renovei a mim mesma. Tenho certeza de que todos saíram de lá com uma visão diferente sobre a realidade indígena. Com respeito, e com a necessidade de fazer algo por eles. Como eu disse na palestra: fazer por eles é fazer por nós mesmos. Porque em tudo há uma ligação. Até onde vale a pena fazer tudo o que se faz pelo mundo do capital? Onde esse mundo está nos levando?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que eu sei, é que enquanto houver a resistência, não haverá a extinção. Precisamos, às vezes, quebrar as regras para transformar o direito em justiça. Resumo o valor desses dias em uma palavra: gratidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1103523996550344635?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1103523996550344635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/perambulando-em-dourados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1103523996550344635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1103523996550344635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/perambulando-em-dourados.html' title='Perambulando em Dourados'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sr2cdPQ_FeI/AAAAAAAAAUU/QzkxXSnpuFs/s72-c/filme_UFGD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5815167331849980709</id><published>2009-09-19T20:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-19T21:07:44.803-07:00</updated><title type='text'>Voar, viver e arriscar</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrWqZEPdGaI/AAAAAAAAAUE/1SZnObfS3tI/s1600-h/n%C3%A1ufrago.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383396277203311010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrWqZEPdGaI/AAAAAAAAAUE/1SZnObfS3tI/s400/n%C3%A1ufrago.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Serei breve hoje. Estou prestes a viajar, e com um frio no estômago. Porque adoro viajar de avião, especialmente decolar e aterrissar. Aquela adrenalina da velocidade, subindo, descendo, acho muito bom. Gostaria de poder fazer isso muitas vezes. O problema em um vôo, como na vida, não está necessariamente no começo ou no fim ,mas no durante. Explico: depois que estamos no ar, tudo está bom se funciona bem, sem panes. But, se houver panes, as nossas chances são infames. Comparei o vôo à vida porque voar é uma libertação. Nos dá as asas que não temos nem teremos. Não somos pássaros nem anjos. Mas voar é também arriscar. Cruzar nuvens, desafiar os deuses. E as panes acontecem, às vezes.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como no filme Náufrago (2000). Dirigido por Robert Zemeckis, com Tom Hanks interpretando Chuck Noland, um inspetor da multinacional FedEx. Durante uma viagem entre as várias que ele costumeiramente fazia a trabalho, ocorre um desastre, uma pane aérea filmada à perfeição. Eu diria que é a melhor cena de desastre aéreo no cinema, na minha modesta opinião. É uma agonia só. Ele acorda em uma ilha na qual vai praticamente voltar à Idade da Pedra na luta pela sobrevivência. Sozinho,por quatro anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme rendeu duas indicações ao Oscar. Tom Hanks é sabidamente um grande ator, um dos melhores, e deu tudo de si nesse papel. É emocionante testemunharmos a luta de um homem para entender por que isso aconteceu, e apesar disso, não desistir, não enlouquecer. Nem que para isso pareça um louco que conversa com uma bola chamada Wilson. Nos momentos mais dramáticos de nossas vidas, nos vemos de repente segurando objetos que nos lembram momentos, emoções, pessoas que nos são caras. Uma foto, um bicho de pelúcia, um bilhete, até mesmo um lenço de papel que lembre a rinite alérgica de alguém que amamos...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Náufrago é um filme extremamente humano. Na solidão um homem encontra a si mesmo. Às vezes é preciso naufragar, ir no fundo do poço, na tota escuridão, para nadar até à superfície, voltar para o topo, retornar a ver a luz. Voar e viver. É arriscar. Movimentos, subidas, descidas, panes. Mas muita adrenalina, também. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então, fica aqui a sugestão para ver ou rever um filme que emociona pelo começo, pelo durante e pelo fim. E eu, agora, vou arrumar minha pequena bagagem. Com a lembrança de um almoço-surpresa especial feito pela minha filha Chef Rafaela. Com o compromisso de ver Transformers com meu filho Thomas, SEM FALTA!!!!, quando eu retornar. E pelas saudades que já tenho dos que amo e que me querem bem. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Saudades!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5815167331849980709?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5815167331849980709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/voar-viver-e-arriscar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5815167331849980709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5815167331849980709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/voar-viver-e-arriscar.html' title='Voar, viver e arriscar'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrWqZEPdGaI/AAAAAAAAAUE/1SZnObfS3tI/s72-c/n%C3%A1ufrago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7157504730669749085</id><published>2009-09-18T19:53:00.000-07:00</published><updated>2009-09-18T20:35:19.839-07:00</updated><title type='text'>O happy end</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrRRMQOi4dI/AAAAAAAAAT8/lf6cJhvgJKQ/s1600-h/Araz%C3%A3odomeuafeto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383016725570838994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrRRMQOi4dI/AAAAAAAAAT8/lf6cJhvgJKQ/s400/Araz%C3%A3odomeuafeto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Retomo o tema da postagem anterior, sobre a crítica às comédias românticas feitas atualmente. Mas agora para falar sobre a importância de um roteiro bem feito, e a diferença que se percebe no resultado, no filme. O exemplo que eu trago é com uma atriz que já fez das piores às melhores comédias românticas norte-americanas recentes: Jennifer Aniston. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não vou aqui mostrar a cinebiografia da atriz, mas uma rápida passagem em alguns dos filmes nos quais ela atuou desde que deixou de ser apenas a Rachel do seriado Friends. Filmes como Paixão de Ocasião (1997), Quero ficar com Polly (2004) e Separados pelo Casamento (2006) são alguns exemplos de como rasa e superficial pode ser uma história. E Jennifer estava lá, como protagonista, em todas elas. Talvez por isso tenha ficado muito mais conhecida pelo seu casamento, e mais ainda com a separação de Brad Pitt, do que pela sua filmografia. Ou ainda, por ser multi-premiada como a personagem Rachel Green, uma menina mimada que vai morar com amigos e, entre uns cafés e outros, amadurece em seus amores e escolhas de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acontece que Jennifer Aniston também atuou em filmes como A Razão do meu afeto (1998), Por um sentido na vida (2002), e Amigas com dinheiro (2006). Nestes filmes existem histórias consistentes, e também uma atriz que não "interpreta" a mimada, a patricinha, a chorosa, a ingênua, a bonitinha, a insossa. Jennifer cresce e aparece. Uma mulher desglamourizada, que prende a atenção e convence por sua atuação, e não pelo seu físico ou fama ou qualquer outro penduricalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Destes filmes, gosto especialmente de A Razão do meu afeto. O filme tem direção de Nicholas Hytner, roteiro de Wendy Wasserstein, baseado em livro de Stephen McCauley. Jennifer interpreta uma assistente social que conhece um gay (Paul Rudd). Eles tornam-se amigos e vão morar juntos. Embora grávida de seu namorado, ela passa a querer cada vez mais a companhia de seu amigo gay, por quem está se apaixonando.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Aqui temos algo, conteúdo, potencial para uma boa história. Um caso de amor diferente. Uma possibilidade de um outro tipo de happy end. Ou de que não tenhamos um happy end. Ou que nem tenhamos um caso de amor. Quando o amor é possível? Quando o amor é correspondido? E quando ele é impossível? E quando ele não é correspondido?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Se fosse um filme europeu, a  abordagem poderia ser mais densa, eu acho. Mas, por se tratar de um filme norte-americano, é um dos poucos, em minha modesta opinião, que trata com leveza sem ser fútil, e com densidade, sem ser profundo, o tema do amor não correspondido. Algo profundamente humano, possível de acontecer com qualquer um de nós, reles mortais. Ou ainda: quando o amor, platonicamente é correspondido, mas não como gostaríamos que fosse. E o filme deixa possibilidades, portas e janelas abertas, sem fechar a questão. O que é muito bom, por se tratar de um filme. Já na vida real tudo o que se quer são respostas, definições, soluções. Correspondências. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Talvez por isso, voltando um pouco ao post de ontem, as pessoas de um modo geral gostam de -boas - comédias românticas, dramáticas, e mesmo dramas e romances (estes, sempre mais densos). É um momento de dar vazão às fantasias, à imaginação, ao sonho. Com ou sem happy end, mas com histórias que cativem, que emocionem, que sejam verossímeis. Jennifer foi indicada por sua atuação em Um sentido na vida. Mas neste filme, A Razão do meu afeto, ela já demonstrava que pode ser uma ótima atriz. Precisa saber escolher melhor os roteiros. Ou escrever, ela mesma, a sua própria história. Por que uma mulher bonita, bem sucedida, não consegue ser feliz? Por que parece que, para ser feliz, é preciso ser um par? Qual é a história que pode, realmente, chegar a um happy end?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7157504730669749085?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7157504730669749085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-happy-end.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7157504730669749085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7157504730669749085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-happy-end.html' title='O happy end'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrRRMQOi4dI/AAAAAAAAAT8/lf6cJhvgJKQ/s72-c/Araz%C3%A3odomeuafeto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-2342134498268172326</id><published>2009-09-17T18:51:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T19:54:27.539-07:00</updated><title type='text'>Tragicomédia...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrL2LNb_I8I/AAAAAAAAAT0/AJWEKwUWCjA/s1600-h/uglytruth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382635177107203010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrL2LNb_I8I/AAAAAAAAAT0/AJWEKwUWCjA/s400/uglytruth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu estava lendo o guia com as sinopses de filmes em exibição nas salas de cinema aqui em Porto Alegre. Quando chegar a sexta-feira, haverá novidades, estréias. Mas nesse fim de semana viajarei para Mato Grosso do Sul, e talvez por uns quatro dias eu não escreva aqui. E também não irei assistir a estréias ou a algum dos filmes que vi no roteiro de hoje. Há o caso de uns filmes que eu não iria assistir nem se eu estivesse aqui no fim de semana, ou se me dessem o ingresso. Não me entendam mal. Não é preconceito. É perda de tempo, o que é bem diferente. Refiro-me ao gênero das comédias românticas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Quem é meu leitor assíduo, sabe que é com certa frequência que eu escrevo sobre esse gênero. Então, não seria uma contradição? Não. Porque, apesar de eu ser crítica com relação à atual produção de filmes nesse gênero, ainda é uma das melhores formas de escrever roteiros e ter bom público. O que está realmente faltando é qualidade nos roteiros. Isso sim, está matando um gênero que se celebrizou com clássicos como Harry e Sally, feitos um para o outro. A comédia e o romance foram feitos um para o outro, assim como o drama e o romance e a comédia também são o triângulo amoroso perfeito. Amor é risos e lágrimas. Paixão é alegria e dor. Tragicomédia. Essa é a vida real. Daí o motivo que o público em geral, independente de faixa etária, gosta e se identifica com uma boa comédia romântica, ou uma boa comédia dramática. O que ninguém aguenta mais são as histórias previsíveis. Primeiro, porque a vida não é previsível. Segundo, porque ninguém quer ver novela das oito no cinema. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Apesar disso, o estilo hollywoodiano de des-fazer cinema continua a apostar em novos rostos, no melhor estilo "namoradinha do Brasil". Atrizes como Jennifer Aniston, Sandra Bullock, Jennifer Lopez, e mais recentemente, Katherine Heigl, são fortes candidatas ao título de "nova Meg Ryan da hora das comédias românticas". Só que de histórias medianas a medíocres. A Verdade Nua e Crua, por exemplo, filme dirigido por Robert Luketic, é o mais novo fenômeno dessa leva, que inclui outros filmes recentes como A Proposta, ou Vestida para Casar. Puro clichê. Mocinho e mocinha que se odeiam porque se amam e porque vão ficar juntos no happy end. Essa é a sinopse. Em uma linha já se percebe que é óbvio ululante que não justifica fazer um filme como esse, investir uma fortuna nesse tipo de filme que, antes que acabe, já não faz falta. Hollywood tem dinheiro mesmo, porque pode se dar ao luxo de investir em lixo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Desculpem se fui rude. Não costumo criticar radicalmente, a não ser que seja necessário. E eu não aguento mais ler guias de filmes nas páginas de jornais, e nos sites de imprensa, no qual há produtos de consumo absolutamente descartáveis, e que custam uma fortuna para serem produzidos, distribuidos e comercializados. E tem apoio!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Enquanto isso, os denominados filmes de autor, filmes de arte, ficam na grande maioria das vezes nas tocas, nos circuitos alternativos, na ação-entre-amigos, sem espaços de divulgação, sem incentivos para produção, tanto por parte do governo como por parte do meio empresarial. Este, só investe se tiver abatimento no Rei Leão, e não por investir em cultura. Quanto ao governo, cada vez há menos editais, com verbas curtas e uma demanda enorme. Os produtores independentes estão se tornando cada vez mais dependentes por falta desse olhar, dessa sensibilidade para um apoio de verdade. Esse apoio só vem quando o anônimo artista se torna uma celebridade. Que ludibriador esse mundinho capitalista pré-apocalíptico que também mostra seus tentáculos no mundo do cinema. Isso sim, é uma tragicomédia...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-2342134498268172326?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/2342134498268172326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/tragicomedia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2342134498268172326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2342134498268172326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/tragicomedia.html' title='Tragicomédia...'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrL2LNb_I8I/AAAAAAAAAT0/AJWEKwUWCjA/s72-c/uglytruth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1372840600252865903</id><published>2009-09-16T22:11:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T22:47:32.211-07:00</updated><title type='text'>As rosas vermelhas e a rosa púrpura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrHLewyI9OI/AAAAAAAAATc/4O9asZjXXXI/s1600-h/a-rosa-purpura-do-cairo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382306759036171490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrHLewyI9OI/AAAAAAAAATc/4O9asZjXXXI/s400/a-rosa-purpura-do-cairo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pela primeira vez desde que comecei a escrever aqui, pensei em tirar o dia de folga. Meu aniversário. Mais um (ainda bem!). Quanto mais o tempo passa, melhor eu me sinto, em todos os sentidos. Não sinto saudade dos meus vinte anos, porque era muito mais rebelde, mas muito mais ansiosa, e em função disso atropelei muitas situações. Inexperiência? Aprendizagem? Ou imaturidade? Acho, hoje, que foi um pouco de tudo isso. Houve muitas coisas boas, e outras que prefiro nem lembrar mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os 30 vieram para acalentar sonhos, projetos, centrar mais na vida, família, trabalho... Ou não? Sei lá, passaram tão rápido... Mas a magia dos 30 era imaginar que poderia ficar sempre por aí e não ir adiante. Uma espécie de auge, de apogeu feminino. Corpo, sexualidade, mente. Uma engenhosidade da natureza que aparentemente está em seu melhor momento. Aparentemente, porque na verdade os 30 estão apenas preparando terreno para a temida e destemida idade dos 40. Quando a mulher torna-se mulher. Muitas são mães, como eu. Muitas estão separadas, como eu. Muitas estão na luta pela afirmação de seus sonhos, não tão delirantes como os dos 20, mas muito mais ardentes, mais sedentos e mais serenos. A vida respira ofegante, pede passagem. Vigor, vitalidade, energia. É tempo de rever o que se plantou, fazer as podas necessárias, semear na mudança de estação. Porque os 40, ao contrário do que se imaginava um tempo atrás, não são o começo do fim, são apenas o começo. Ou o recomeço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tive um dia lindo, especial, com meus filhos que amo mais do que tudo nesta vida, Bruninho, Rafaela e Thomas. Com o apoio do meu ex-marido. Com a lembrança dos parentes e dos amigos, por telefonemas, emails, mensagens no celular, postadas no Facebook, no Orkut e assim por diante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com meu Olhos Verdes. Com rosas vermelhas. Sinto-me uma mulher amada e que ama muito. Olho para essas rosas, relembro do filme A Rosa Púrpura do Cairo, o preferido de Woody Allen, que o roteirizou e dirigiu em 1985. A louca história de Cecilia, a desempregada garçonete que foge de sua vida problemática na sala de cinema, até que o ator sai da tela para o coração de Cecilia. Este filme recebeu vários prêmios:Globo de Ouro, Bafta, César, Fipresci no Festival de Cannes, Saturno, Bodil e uma indicação ao Oscar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cecilia sonhou. Cecilia encarnou seus sonhos. Hoje eu tive um dia de Cecilia, com um ator, o Poderoso Chefão Marlon Brando, que não me trouxe uma, mas uma dúzia de rosas vermelhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esse roteiro original não é o preferido do Woody, é o meu!!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Baci!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Mensagem de minha amigairmã Valéria:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Flor rara &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto vamos rumando para a primavera, prá lá do meio de setembro, é o aniversário daquela que eu costumo chamar de Flor Rara. Flor rara é destas mulheres especiais que povoam a terra, com a graça de Deus. Elas estão por aí,f alando de séculos atrás ou borboleteando pelos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando as encontramos, ficamos imóveis, meio pensativos. Sabemos estar diante de alguma coisa ou pessoa diferente.A minha amiga que faz aniversário hoje, dia 16.09.2009, é uma destas pessoas.Primeiro eu soube que ela adora o Pearl Jam, que é maluca pelo House, que cursou filosofia, faz filmes, tem um blog fantástico (acordanoabismo) onde pode mostrar sua maestria em escrever. Minha amiga é múltipla, diferente, corajosa a não mais poder, decidida, pragmática.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha amiga é romântica e já publicou um livro de poesias. Ela é mãe de três lindos rebentos, é dona de casa, faz jardinagem, está a frente da Liga dos Direitos Humanos. Voando sempre, voando muito! Imagino a Giancarla, minha amiga-irmã, como uma flor que nasce belíssima na parede íngreme de uma montanha, no alto de uma cascata, só do outro lado do rio. Não precisa de estufa, não se incomoda com o vento, nem com a umidade, nem com a lonjura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes vejo nela a sombra de uma índia, os traços de uma dama antiga, o sorriso de menina. Hoje é o dia do aniversário da Gian e eu nem sei o que desejar a ela. Talvez devesse dizer seja sempre assim, meio flor, meio índia, meio menina mas eu sei da sua incansável transformação,da sua busca; por isso só posso agradecer por sua amizade-irmandade, por tê-la encontrado assim, no meio do caminho, me permitindo com seu entusiasmo abraçar uma causa apaixonante que começa a me fazer feliz. Gian-seja muito, muito, muito FELIZ. Beijos! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1372840600252865903?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1372840600252865903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/as-rosas-verelhas-e-rosa-purpura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1372840600252865903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1372840600252865903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/as-rosas-verelhas-e-rosa-purpura.html' title='As rosas vermelhas e a rosa púrpura'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrHLewyI9OI/AAAAAAAAATc/4O9asZjXXXI/s72-c/a-rosa-purpura-do-cairo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1581862613603463516</id><published>2009-09-15T19:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T22:15:13.064-07:00</updated><title type='text'>Heróis, anti-heróis e losers</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrBl1VCLJyI/AAAAAAAAATU/Pwb7dVVKH7w/s1600-h/thelosers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381913521561478946" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrBl1VCLJyI/AAAAAAAAATU/Pwb7dVVKH7w/s400/thelosers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava eu a pensar sobre o tema do post de hoje. Fiquei sabendo que novos heróis saídos das histórias em quadrinhos irão em 2010 para as telas do cinema: The Losers. A direção é de Sylvain White, com produção de Joel Silver, que também produziu Matrix. O roteiro, de Peter Berg e Janes Vanderbilt, foi baseado nos quadrinhos de Andy Diggle (argumentos) e Jock (ilustrações). O filme vai apresentar a história de membros das Forças Especiais dos Estados Unidos que partem em uma missão na Bolívia, onde uma emboscada os aguarda. O grupo é dado como morto. Mas eles voltam, disfarçados, para impedir que o inimigo chamado Max comece uma guerra tecnológica no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Estava eu escrevendo esse texto quando o meu genrinho chega e me pergunta, à queima-roupa: Carla, tu preferes Batman ou Watchmen?, e eu, imediatamente, revido: O que??? E ele, calmamente, repete a pergunta. Mas como é que eu posso escolher entre Batman e Watchmen? Ele continua aguardando minha resposta, inabalável. Então, eu, meio gaguejante, tento responder que, se tenho realmente que escolher, será Batman. Afinal, Batman é meu alter-ego, Batman é meu ídolo de infância, das histórias em quadrinhos, e depois no seriado de televisão, e depois no cinema, e agora repetidamente no DVD. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Batman, Coringa, Darth Vader, Rorscharch... como vou escolher O herói? Meus leitores, minhas leitoras. Eu sei o que vocês estão pensando. Heróis? Darth Vader é herói? Coringa???? E Rorscharch, aquele sinistro psicótico?? E o Batman, sinistro, amargurado, o justiceiro das linhas tortas... &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Meu genrinho resolve a questão. Ele não aguenta esperar a chegada da minha filha e nem a chegada da meia-noite e um segundo para dar meu presente de aniversário. Me estende dois pacotes. Daí eu entendo tudo. A resposta correta é Batman E Watchmen. Óbvio!!!! E eu, muito, muito emocionada, abro os pacotes, cuidadosamente, logo eu que quando abro um envelope rasgo a carta, invariavelmente. Todo o meu cuidado é recompensado quando abro a primeira embalagem e vejo, com as mãos e os olhos trêmulos, a edição especial dos quadrinhos Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Volume Um e Volume 2. Daí, vou abrindo a próxima embalagem enquanto vou imaginando, com meus superpoderes de olhos de raio-X, que verei... BATMAN, o meu ídolo de histórias em quadrinhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acho que não caí no choro porque os tornados da vida me endureceram um pouco. Só um pouco. Cada página que comecei a folhear me conduziram imediatamente para minha infância. Minha vida entrou em um quadrinho, em balõezinhos com muito PAF! POF! BUM! e com riscos e rabiscos de desenhos com muita ação, adrenalina, aventura, emoção, e diálogos curtos e profundos. A busca da justiça, a busca pelo fim da violência, a busca da superação de traumas. Batman, o cavaleiro das trevas, edição definitiva. O Batman de Frank Miller, Klaus Janson, Lynn Varley, e letreiramento original de John Constanza e Todd Klein. O Batman criado por Bob Kane. O Batman que dá uma surra no Super-Homem, que em vez de cuidar da cidade, passa a cuidar dos interesses do governo. Esse Batman sombrio, que Frank Miller transformou, em 1987, no consagrado personagem de graphic novel, no super-herói que aos 60 anos volta com a roupa do homem-morcego para a igualmente sombria e violenta Gotham City.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O meu mais novo livro de cabeceira já começa assim: "Aquele livro horrível apelava para o medo dos pais com relação aos próprios filhos. As Histórias em Quadrinhos foram rotuladas como a principal razão da delinquência juvenil". Esta citação, de Frank Miller, prossegue assim, mais adiante: "Se a natureza humana é imutável, o espírito criativo é indomável... O Cavaleiro das Trevas é, obviamente, uma história do Batman. Em grande parte, procurei usar a escalada da criminalidade no mundo ao meu redor para retratar um mundo que precisava de um gênio obsessivo, hercúleo, e razoavelmente maníaco para pôr as coisas em ordem."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Então, meu aniversário começou muito, mas muito bem mesmo. Acredito na importância de cultivarmos a imaginação, e por que não, a idolatria pelos super-heróis, ou anti-heróis, ou losers. Como muito bem disse Frank Miller, ao concluir a introdução: Os heróis fazem o que eles sempre precisam fazer: perseverar, ou morrer tentando. Esse é o meu lema.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Beijos!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dedico esse post ao genrinho Umberto, pelo tesouro que me deu neste aniversário. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1581862613603463516?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1581862613603463516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/herois-anti-herois-e-losers.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1581862613603463516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1581862613603463516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/herois-anti-herois-e-losers.html' title='Heróis, anti-heróis e losers'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SrBl1VCLJyI/AAAAAAAAATU/Pwb7dVVKH7w/s72-c/thelosers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7231780226694715675</id><published>2009-09-14T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T20:50:58.968-07:00</updated><title type='text'>Suavemente, até o fim</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq8OHu-bgvI/AAAAAAAAATM/PoH-91QEEVM/s1600-h/outsiders.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381535605762786034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 244px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq8OHu-bgvI/AAAAAAAAATM/PoH-91QEEVM/s400/outsiders.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Patrick Swayze morreu nesta segunda-feira, não sem lutar há quase dois anos contra o câncer de pâncreas. Lutou fazendo o tratamento, e lutou fazendo o que gostava de fazer: filmes. As fotos recentes do ator em nada lembravam o corpo do bailarino que se tornou famoso no filme Dirty Dancing (1987), uma história romântica na qual ele era um instrutor de dança que se envolvia com uma jovem (Jennifer Gray). Cenas memoráveis de danças ao ritmo de músicas que formam uma trilha maravilhosa, como a oscarizada música I've had the time of my life. O ator se consagraria no ano de 1990, como protagonista do filme Ghost- Do outro lado da vida, ao lado de Demi Moore. Uma nova história romântica, desta vez dramática, ao tratar de temas como a morte e a vida após a morte. Swayze foi indicado ao Globo de Ouro como melhor ator por seu trabalho nesses filmes.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Assisti esses dois filmes várias vezes, em momentos diferentes de minha vida. Sempre gostei de ve-los. Dirty Dancing é um daqueles filmes que podem ser vistos na Sessão da Tarde. Amenidades. Assisti-lo hoje poderia parecer ver um filme antigo, datado, levando em conta o figurino, a fotografia, por exemplo. Mas a dança é o que envolve o espectador. O tempo todo. Todas as vezes em que o filme é visto. A dança é mágica, Patrick Swayze é  um grande bailarino. Então, Dirty Dancing entra para a lista dos melhores filmes de dança, como Footlose.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Já Ghost me comove, e acredito que a quase todos os que viram esse filme, pela suavidade do envolvimento amoroso. Swayze está lá, não como um galã, mas como um homem, corpo, espírito, que ama uma mulher. A suavidade dos passos de dança de Swayze estão presentes na suavidade de sua interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Seu primeiro papel de destaque foi em Vidas Sem Rumo (1983), dirigido por Francis Ford Coppola, ao lado de atores como Tom Cruise, Matt Dillon e Rob Lowe. Este filme, cujo título original - belíssimo - é Outsiders, trata da juventude. Os dilemas pelos quais passam os jovens, que tem nessa fase a mais alta potência da vida, mas não tem a mínima noção do que fazer com isso. E acabam se envolvendo em encrencas e situações de risco, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;como "ratos de rua", nas palavras de Coppola.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Filho de uma coreógrafa, estudou balé clássico e teatro. Um dos galãs de Hollywood nos anos 80 e 90, que atuou em vários filmes, apesar de ter ficado meio escanteado nos anos 2000, e que ficou vivendo nos últimos dois anos em um inferno, como ele mesmo declarou na primeira entrevista que deu quando soube que estava com câncer. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ele disse: Estou assustado, estou zangado. Por que eu?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Essa pergunta a gente se faz quando se olha no espelho, diante de alguma situação ruim que nos acontece. Problemas múltiplos: perdas, dores, traumas. Doenças, dívidas, mentiras, traições, sentimentos negativos, proximidade da morte. Ou a sua quase sentença, como no caso dele, que sabia ser o câncer de pâncreas um dos tipos de mais remota recuperação.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Pois Swayze, esquálido, ossudo, desfigurado, cabelos ralos, sem nenhum vestígio de juventude, e de galã com corpo de bailarino, demonstrou mais uma vez a sua suavidade, na forma como viveu o tempo que tinha. Não se escondeu. Não desistiu. Eu imagino Swayze tirando a morte para dançar. Durante quase dois anos, ele a conduziu, levantou-a, deitou-a, rodopiou e puxou-a para bem perto de si. A morte, ofegante, estupefata, lisonjeada e ligeiramente ruborizada com tanta suavidade, dançou, dançou e dançou. Os dois sabiam qual seria o final da dança. E ele, como um dos maiores nomes na arte da dança no cinema, a conduziu, suavemente, até o fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Boa noite.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7231780226694715675?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7231780226694715675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/suavemente-ate-o-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7231780226694715675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7231780226694715675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/suavemente-ate-o-fim.html' title='Suavemente, até o fim'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq8OHu-bgvI/AAAAAAAAATM/PoH-91QEEVM/s72-c/outsiders.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7854568850528588275</id><published>2009-09-13T19:05:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T21:28:45.153-07:00</updated><title type='text'>A difícil arte de ser simples</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq3Ft21h03I/AAAAAAAAATE/Vg5-IVT31SE/s1600-h/TheBrothersMcMullenPoster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381174521382425458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq3Ft21h03I/AAAAAAAAATE/Vg5-IVT31SE/s400/TheBrothersMcMullenPoster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem escrevi sobre um filme no qual atua Edward Burns. E fiquei com vontade de escrever mais sobre ele. No filme 15 minutos, por exemplo, Burns atua ao lado do grande Robert de Niro, que nem fica o tempo todo no filme, ele é assassinado acho que lá pela metade da história. Então, o jovem, charmoso e tímido bombeiro (Burns) tem a (difícil) missão de segurar a história até o fim, investigar quem são os assassinos, e fazer justiça em um sistema de corrupção que envolve a polícia e a imprensa. E ele está muito bem no papel. Assim como no Resgate do Soldado Ryan, e em vários outros. Mas o que muitos ainda não dão o devido valor é ao excelente trabalho que Edward Burns faz atrás das câmeras, como roteirista, produtor e diretor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começando pelo seu filme de estréia, em 1995, Os Irmãos McMullen. Burns apresenta a história de um família de irlandeses católicos, são três irmãos que vivem crises distintas, e que os aproxima. Temas como amor, religião, valores, são cruzados nestas histórias paralelas: um está vivendo um casamento falido, o outro tem aversão a relacionamentos sérios, e o terceiro está dividido entre o amor por uma mulher de uma etnia e religião diferente da sua. Como roteirista, Burns escreveu uma história comovente, com diálogos nos quais sua vocação para um humor fino, no melhor estilo woodyalleano, está presente. Mas sua direção lhe dá uma identidade própria, bem como ele é: simples e profundo nesta simplicidade. Há uma, eu diria, uma elegância na forma de conduzir as cenas, das mais engraçadas às mais dramáticas. A gente se sente na história. Simples assim. O que não é nada fácil de fazer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E Burns faz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como no outro filme que ele dirigiu, produziu e roteirizou, além de atuar, Nosso tipo de mulher. Além de conseguir no elenco nomes já famosos, como de Cameron Diaz e Jennifer Aniston, este filme consegue o que propõe: uma história bonita sobre o amor. Um homem com uma sensibilidade e sarcasmo para os pontos de vista masculino e feminino. Várias versões do mesmo fato. Várias perguntas em busca de uma mesma resposta: amar e ser feliz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E Burns consegue, de novo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No ano de 1998, Edward Burns escreveu seu primeiro drama, o qual dirigiu e foi um dos protagonistas, juntamente com Jon Bon Jovi e Lauren Holly: Uma Chance para Ser Feliz. Prefiro o título no original, No Looking Back. Essa é a essência do filme, mais centrado ainda sob o ponto de vista feminino em busca de ser feliz. Nesta história, que em princípio não tem nada demais, uma mulher mora em uma pequena cidade, vive com um rapaz de quem gosta, mas não o suficiente para casar. Falta algo mais, que ela não sabe bem o que é. Talvez seja a ausência do homem que a amou, e a abandonou há muito tempo. Quando ele reaparece, ela percebe que o passado ainda não passou, o presente é uma dúvida e o futuro é a obrigação de fazer uma escolha definitiva. Ficar com alguém que a ama, ficar com alguém que agora retorna e por quem ainda sente algo? Ficar só? Ou ...? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que Burns mostra nesse filme é que, mais importante do que escolher com qual deles ficar, é ela saber que precisa ficar bem consigo mesma. Para ser feliz, tem que estar de bem consigo. Lembram da paz interior a qual me referi no post anterior? Pois é isso. Errando e acertando, escolhendo caminhos, pensando e agindo. Vamos fazendo nossa vida, traçando nosso futuro. Por isso, No Looking Back é um nome lindo, para um filme em que Burns está mais uma vez conduzindo e atuando com um talento que lhe é peculiar: ele é simples, original, e fala de coisas que dizem respeito a todos. (Não vou me referir aqui também ao olhar, à voz dele, é puro charme, mas daí já é tietagem...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Burns recebeu críticas após fazer esse filme porque todos esperam dele algo que supere seu filme de estréia. Mas percebam a ironia da crítica: Os Irmãos McMullen foi filmado com um elenco de pessoas amigas de Burns, com um orçamento baixo, teve como principal locação a casa de seus pais, e o apoio técnico veio de colegas seus da produção do programa Entertainment Tonight, onde Burns trabalhava. Vários distribuidores torceram o nariz para o filme. E aí, no Sundance Film Festival, o maior festival de cinema independente norte-americano, o flme recebeu o Prêmio do Grande Júri. Estourou. Na verdade, o que o festival fez foi justiça a um grande e jovem cineasta que prima por boas histórias, em vez de megaproduções com olhos nos cifrões. Grande cara, esse Edward Burns.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7854568850528588275?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7854568850528588275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/dificil-arte-de-ser-simples.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7854568850528588275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7854568850528588275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/dificil-arte-de-ser-simples.html' title='A difícil arte de ser simples'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sq3Ft21h03I/AAAAAAAAATE/Vg5-IVT31SE/s72-c/TheBrothersMcMullenPoster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-996388268227198139</id><published>2009-09-12T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T19:05:52.761-07:00</updated><title type='text'>Contagem regressiva</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqxQGcCeHoI/AAAAAAAAAS8/OqwI3VmB6Yw/s1600-h/umavidaemsetedias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380763726336892546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqxQGcCeHoI/AAAAAAAAAS8/OqwI3VmB6Yw/s400/umavidaemsetedias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A proximidade de mais um aniversário evoca em mim a necessidade  de repensar  atitudes e pensamentos na vida. Aniversário é para mim como Natal e Ano Novo; momentos únicos e especiais, não necessariamente bons ou ruins. Não me entendam mal. Em tese - eu repito, em tese - são momentos bons, muito bons. Família reunida, mesa farta, bons presságios, presentes, e coisas que tais. Mas nem todos tem a família reunida, a mesa nem sempre é farta, os presságios podem ser maus também, e os presentes podem ser ausentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aniversário é celebrar a vida, o nascimento, mais um ano de um ciclo de vida. Motivos mais do que suficientes para comemorar. Sozinho, com a família, com os amigos, e até mesmo com os desconhecidos. Olhar para alguém na rua e dizer, Hoje é meu dia, há tantos anos nasci, estou vivo!!!, não é o máximo? Não. Não basta estar vivo, com o coração batendo. Tem que fazer esse ciclo valer a pena, tem que estar de corpo e alma, fazer e acontecer, somar mais do que subtrair, mutiplicar em vez de dividir. Não é tão simples, mas não é impossível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O presente que eu quero me dar neste aniversário é alcançar a paz interior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foram anos, tempos e ciclos de tornados. A calmaria na vida da gente funciona como as marés, o ciclo da lua, os movimentos de rotação e de translação... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O dia do aniversário evoca a alegria de estar vivo, e a interrogação sobre Até quando?, e  Como? Essa questão me leva ao filme Uma vida em sete dias (200). Dirigido por Stephen Herek, essa comédia romântica tem como protagonistas Angelina Jolie e Edward Burns, além da participação de Tony Shalhoub. Lanie Kerrigan é uma repórter em Seattle, e leva uma vida perfeita: seu emprego, seu namorado, seu apartamento, suas roupas. Até que um mendigo vidente lhe avisa que sua vida é sem sentido e durará por sete dias. Ela passa a acreditar   depois de ver que outras previsões do vidente se confirmaram. Daí em diante, a repórter passa a questionar o sentido de tudo o que tem feito,  sobre as  pessoas com quem tem se relacionado, e sobre a forma como tem vivido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que às vezes somente na iminência de uma tragédia, ou em sua consumação, as pessoas parecem refletir um palmo adiante do seu nariz? Segundo o diretor Stephen Herek, a história deste filme trata de redenção, de uma alma em busca de uma descoberta, que é encontrar a paz interior, no lugar de uma vida superficial, demais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vale lembrar que após fazer esse filme, Angelina Jolie recebeu o título de embaixadora da boa-vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Angelina conheceu ex-refugiados na Camboja, e depois viajou até a África e ao Paquistão, onde se encontrou com refugiados e voluntários. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O importante é dar valor, ser grato, e buscar ir além da superfície. E quem não conseguir ou não quiser acompanhar nesta jornada de busca de autoconhecimento, que fique, ou que vá para outro caminho. Eu não tenho mais tempo nem paciência para ir em busca do tempo perdido. Agora, é olhar para a frente, como se a vida tivesse sete dias. Afinal, nunca se sabe. E nesses sete dias, e nesses dias, viver em paz consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Bom domingo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Oscar Wilde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-996388268227198139?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/996388268227198139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/contagem-regressiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/996388268227198139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/996388268227198139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/contagem-regressiva.html' title='Contagem regressiva'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqxQGcCeHoI/AAAAAAAAAS8/OqwI3VmB6Yw/s72-c/umavidaemsetedias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6584070859460782528</id><published>2009-09-11T20:17:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T21:07:36.615-07:00</updated><title type='text'>Oito anos depois</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqsdddtGV5I/AAAAAAAAAS0/0cY3bRA5uEc/s1600-h/arlingtonroad.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380426571851388818" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqsdddtGV5I/AAAAAAAAAS0/0cY3bRA5uEc/s400/arlingtonroad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Oito anos depois, mais um onze de setembro, uma data que marca um dos maiores atentados da história, contra as Torres Gêmeas do World Trade Center. Morreram 19 sequestradores e 2974 pessoas de várias nacionalidades, a maioria norte-americanos. Entre os mortos, 343 bombeiros e paramédicos e 60 policiais, além de 24 desaparecidos e mais de seis mil feridos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O onze de setembro é um dia de luto e de reflexão sobre o que o ser humano é capaz de fazer. É estranho, mas quando pensei nisso me veio na memória cenas do filme Inferno na Torre (1974) com Paul Newmann, Steve Mcqueen e grande elenco. A grande torre foi projetada para ter 138 andares, e no dia de sua inauguração, acontece o incêndio. Eu era criança quando vi esse filme, e me impressionei muito com duas coisas: as atuações de Newmann e Mcqueen (era o cinema na veia!), e as cenas de fogo, que me pareciam muito reais, causando um grande desconforto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De 1974 para 2001 muita coisa mudou, na vida real e no cinema. Os filmes de suspense e ação se tornaram muito mais sofisticados, nem por isso mais convincentes. E eu, na manhã de onze de setembro de 2001 estava em casa, quando meu amigo Ilgo me telefona e pergunta se eu estava vendo na tv o que estava acontecendo. Eu, espantada, pergunto o que estava acontecendo, porque estava com o rádio e a tv desligados. E ele, mais espantado ainda, me disse: O mundo está acabando e tu não sabe!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem sei se ele lembra desse telefonema e dessa rápida conversa. Eu nunca vou esquecer, por dois motivos: que fala para um roteiro!, e que bonito saber que em um momento terrível como aquele ele lembrou de ligar para mim. As cenas, repetidas à exaustão, mostravam as tragédias todas: das colisões dos aviões, do resgate das vítimas, dos destroços, do day after, do trauma dos que ficaram, e dos incontáveis comentaristas que falavam sobre as razões que levam terroristas a cometerem atentados como esse. Osama Bin Laden , até então um nome que passava batido na imprensa, transformou-se no maior arrasa-quarteirão para venda de jornais, matérias de tv, e, é claro, cartaz de WANTED, procura-se vivo ou morto. Um western pós-moderno onde não há mocinhos e bandidos, mas interesses políticos e econômicos conflitantes, que resultam em tentativas de manipulação da opinião pública, que resultam em invasões bélicas, que resultam em novos ataques terroristas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quedam os maiores símbolos do império do capital, mas não queda o capital. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interessante lembrar que apenas dois anos antes deste atentado, o diretor Mark Pellington realizou um ótimo filme de suspense que trata da ação terrorista, O Suspeito da Rua Arlington. Com Tim Robbins e Jeff Bridges como protagonistas, o filme mostra a relação de dois vizinhos, um professor de história (Bridges) com os recém chegados Oliver (Tim) e sua esposa Cheryl (Joan Cusack). O professor suspeita das atitudes ambíguas e estranhas dos vizinhos, e passa a achar que são terroristas. Nós, espectadores, passamos também a achar suspeitas as atitudes do professor, que pode ser um maluco, ou não. Um terrorista não escreve na testa o que ele é. Mas nem todo estranho é terrorista, e nem todo terrorista é estranho. O filme nos brinda com um grande ponto de virada que torna seu final um dos melhores de filmes de suspense que eu já vi. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E para os que criticam Jeff Bridges, achando-o um ator mediano, eu volto a afirmar que é um grande ator que foi muito desperdiçado no movie world. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num dia 24 horas chuvoso aqui em Porto Alegre, no onze de setembro que marca a terrível lembrança de mortes de inocentes, eu fico a refletir sobre o que leva um ser humano a fazer coisas como essas. Vão erguer novos arranha-céus, novas torres, novos símbolos fálicos do poder, arrogância e ganância. E mais gente inocente voltará a morrer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Boa noite. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6584070859460782528?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6584070859460782528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/oito-anos-depois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6584070859460782528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6584070859460782528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/oito-anos-depois.html' title='Oito anos depois'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqsdddtGV5I/AAAAAAAAAS0/0cY3bRA5uEc/s72-c/arlingtonroad.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-9067836889408373783</id><published>2009-09-10T21:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-10T22:59:06.229-07:00</updated><title type='text'>O Encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqnfZQ_pcWI/AAAAAAAAASs/4Vo1ki7UBDc/s1600-h/Apple.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380076855022416226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 90px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqnfZQ_pcWI/AAAAAAAAASs/4Vo1ki7UBDc/s400/Apple.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje eu vou fazer um comentário diferente dos que costumo fazer, quase sempre relacionando algum fato do cotidiano com um filme, um cineasta ou um artista. Hoje eu quero pedir o seu voto... Nunca pensei que eu ia dizer isso! Não, não sou candidata a vereadora, deputada, senadora. Nem a presidente da República ou síndica do condomínio. Peço que votem no roteiro que inscrevi no Concurso Filma Brasil, destinado a revelar talentos em curta e média-metragem. Haverá votação popular e também pelo júri especializado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma agulha no palheiro. Mas eu adorei esta iniciativa. Um grupo de realizadores em cinema e apoiadores criaram esse concurso com o objetivo de divulgar vídeos de filmes nacionais, e no site estão exibidos, além dos roteiros, os previews de até um minuto e meio de cada filme inscrito. Os selecionados receberão premiação em dinheiro para realizar o filme, que será posteriormente exibido no Canal Futura. Eu dou apoio a todas as iniciativas que visem ao incentivo da produção cinematográfica nacional. Concursos, prêmios, festivais, encontros, debates, cafezinhos e rodas de amigos. Essas iniciativas são a prova viva de que há cabeças pensando, sonhando, delirando, às vezes, mas com a persistência de roteirizar filmes, produzir e dirigir filmes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, eu peço o seu voto. Claro, desde que leiam o roteiro, olhem o preview - realizado graças ao espírito de solidariedade que reina no meu grupo, e graças a falta de recursos e patrocínio, o que - óbvio - justifica a necessidade de inscrevermos o roteiro para tentarmos o apoio que viabilize a produção deste  filme. Espero, sinceramente, que gostem do que vão ler e do que vão ver. Um texto escrito com o coração, como eu costumo ser e agir na vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O curta-metragem se chama "O Encontro", e apresenta uma história em um mundo futurista, no qual as pessoas estarão praticamente resolvendo tudo em suas vidas através do mundo virtual. Entretenimento, negócios, decisões, e relacionamentos. Não que isso não aconteça atualmente. Mas do jeito que vai o nosso mundo capitalista pré-apocalíptico, movido a sistemas - não mais o solar, mas o bancário, financeiro, especulativo, gps, grande irmão, google earth - a tendência é de que as máquinas e a automação tomem conta de nossos espaços de convivência. Poderemos fazer quase tudo pela mediação do computador. Será??? É isso o que o filme questiona. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma mulher, Apple, começa a se relacionar com um homem que ela só conhece pela voz que ecoa do computador. A voz, sexy e sedutora, fala-lhe coisas belas, torna sua vida bela. Eles se encontram várias vezes, pelo computador, mas eles não se encontram de verdade. O que quer dizer se encontrar de verdade? A verdade não existe no mundo virtual? Se a mentira existe no mundo real, ela também existe no mundo virtual, e vice-versa. Mas Apple, apesar de ser uma mulher moderna, em um mundo futurista, é uma mulher que se apaixona por um homem que ela acha que conhece, que ela quer conhecer. E ele, o que ele quer? Somente o encontro entre ambos, olho no olho, frente a frente, poderá revelar? E depois do encontro, o que vem depois?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, divulgada a minha "plataforma eleitoral", fica aqui o convite para que acessem o site &lt;a href="http://www.filmabrasil.com.br/"&gt;http://www.filmabrasil.com.br/&lt;/a&gt; e se cadastrem, para votar no roteiro do curta-metragem O Encontro. Eu agradeço aos que me apoiarem. E aos que não apoiarem também.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah, e o slogan da campanha? Deixa ver... Que tal: &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O encontro. Só quem ama de verdade encontra a felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpem se soa piegas. Mas não é isso o que todo mundo procura encontrar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu poderia dizer assim: O encontro. Só quem ama de verdade encontra a infelicidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas será que falar a verdade dá voto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Baci!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-6f316227f26fe78" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D06f316227f26fe78%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331727874%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D172F7D6CEB64742CE6671A15CBFCF7882C1AE662.2E3255093A161BB537B377CA3CDE5D981BEEA58F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6f316227f26fe78%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmCTlCIUj3NEnu8rqphbWoJGySWw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D06f316227f26fe78%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331727874%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D172F7D6CEB64742CE6671A15CBFCF7882C1AE662.2E3255093A161BB537B377CA3CDE5D981BEEA58F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D6f316227f26fe78%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DmCTlCIUj3NEnu8rqphbWoJGySWw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-9067836889408373783?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/9067836889408373783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/9067836889408373783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/9067836889408373783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-encontro.html' title='O Encontro'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqnfZQ_pcWI/AAAAAAAAASs/4Vo1ki7UBDc/s72-c/Apple.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6982052746743533845</id><published>2009-09-09T17:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T21:15:41.207-07:00</updated><title type='text'>Um satélite orbitando no tutano da vida</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sqh8rzwmuYI/AAAAAAAAASk/FzR8VUEQS7g/s1600-h/into_the_wild_movie_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379686846964349314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sqh8rzwmuYI/AAAAAAAAASk/FzR8VUEQS7g/s400/into_the_wild_movie_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Quando estive no Planetário da UFRGS, em maio deste ano, fiquei simplesmente encantada ao ver a beleza e a imensidão do Universo que nos abraça. Estrelas, planetas, o sol, a lua, e a Terra, ah, a Terra. A única certeza que temos de vida humana. É engraçado que volta e meia vem a dúvida de saber se existem outras formas de vida que não as humanas. Fala-se em extraterrestres, seres bizarros, monstros. Tantos filmes de ficção científica se esmeram, uns mais, uns menos, em usar da imaginação e de efeitos para mostrar como seriam esses não terráqueos. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Mas o que realmente me preocupa não é o Apocalipse, mas o Apocalipse now, para me apropriar do nome dado ao brilhante filme de Francis Ford Coppola, de 1979. Os terráqueos humanos estão se desumanizando. Imagino um filme no século 21 assim, com a desintegração do planeta Terra, como um balão estourando no ar, pela pressão que os des-umanos exercem sobre o planeta. Não cuidam da natureza, não são solidários, poluem, consomem muitas futilidades, não reciclam, não cuidam de si e do próximo. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um filósofo, poeta e ensaísta "muito louco", Henry David Thoreau, foi assim considerado por alguns porque ele era a favor da desobediência civil. Ferrenho crítico do capitalismo e da sociedade de consumo, Thoreau chegou a deixar de pagar impostos em sua terra natal, nos Estados Unidos (!!!) e por esse motivo foi preso. E nessa noite na prisão escreveu sobre a Desobediência Civil, eu diria que um livro de cabeceira para cabeças como Gandhi e Martin Luther King. Thoreau, para ser coerente com seus pensamentos, foi dar aulas junto à natureza, foi morar na floresta, foi desvestir-se de tudo o que representasse uma vida consumista, materialista, fútil e inútil. Plantou suas batatas e cozinhou o seu pão. Durante os dois anos em que assim viveu, escreveu o livro "Walden, ou a vida nos bosques". Walden era o nome do lago que ficava no bosque onde Thoreau morava. Nas palavras dele: “Fui para os bosques viver de livre vontade, Para sugar todo o tutano da vida…Para aniquilar tudo o que não era vida, E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!”&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Da vida real para o cinema, o ator e diretor Sean Penn inspirou-se para realizar uma pequena obra-prima, "Into the wild" (2007), ou Na natureza selvagem. Emile Hirsch interpreta Christopher McCandless, um jovem que deixou para trás sua vida burguesa, que literalmente queimou dinheiro em busca de uma vida livre. Ele era um homem que queria ficar longe do homem para humanizar-se. Foi buscar na natureza selvagem, foi em direção ao Alasca, para afastar-se dos símbolos do materialismo e buscar uma aventura, uma resistência, uma purificação.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esta história, baseada no livro de Jon Krakauer, recebeu vários prêmios, como o Gotham Awards de melhor filme, e prêmio do público como melhor longa estrangeiro de ficção na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Sean Penn foi premiado como melhor diretor no Palm Springs International Festival e no Rome International Film Festival. Emile Hirsch recebeu prêmios de melhor ator no Mill Valley Festival, National Board Review, e no Rising Star Award Actor. E a música Guaranteed, da minha alma gêmea, Eddie Vedder, foi escolhida a melhor canção no 65º Globo de Ouro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A notoriedade desta pequena obra-prima acontece pela tentativa de alguém em ousar ser diferente. Acreditar que as coisas podem ser diferentes, e melhores. Agir de forma diferente, sem se preocupar com o que os outros pensam. Queimar dinheiro é loucura? E é menos insano viver apenas por causa dele? Viver no bosque ou ir para o Alasca é coisa de louco? E é menos louco viver asfixiado na poluição e na violência das grandes metrópoles que a cada dia se engolem mais um pouco? Viver de verdade é como diz o poeta Eddie Vedder: "Considere-me um satélite, sempre orbitando... eu conheço todas as regras, mas elas não me conhecem."&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Baci!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Guaranteed&lt;br /&gt;Eddie Vedder&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;On bended knee is no way to be free Lifting up an empty cup, I ask silently All my destinations will accept the one that's me So I can breathe... Circles they grow and they swallow people whole Half their lives they say goodnight to wives they'll never know A mind full of questions, and a teacher in my soul And so it goes... Don't come closer or I'll have to go Holding me like gravity are places that pull If ever there was someone to keep me at home It would be you... Everyone I come across, in cages they bought They think of me and my wandering, but I'm never what they thought I've got my indignation, but I'm pure in all my thoughts I'm alive... Wind in my hair, I feel part of everywhere Underneath my being is a road that disappeared Late at night I hear the trees, they're singing with the dead Overhead... Leave it to me as I find a way to be Consider me a satellite, forever orbiting I knew all the rules, but the rules did not know me Guaranteed.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Com certeza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;De joelhos não é maneira de ser livre Levantando um copo vazio, pergunto silenciosamente Todos meus destinos aceitarão aquele que sou eu Para que eu possa respirar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Círculos que crescem e engolem pressoas inteiras Metade de suas vidas dizem boa noite para esposas que nunca irão conhecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Uma mente cheia de perguntas, e um professor em minha alma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;E assim vai...Não se aproxime ou terei que ir Segurando-me como a gravidade são lugares que puxam Se alguma vez houve alguém que me manteve em casa Seria você...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Todos que encontro, em gaiolas que compraram. Eles pensam de mim e meus vacilos, mas nunca sou quem eles pensaram Eu tenho a minhas indignações, mas sou puro em todos os meus pensamentos. Eu estou vivo...Vento em meus cabelos, me sinto parte de todos os lugares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Sob meu ser está um caminho que desapareceu. Tarde da noite eu ouço as árvores, elas estão cantando com os mortos Sobrecarga...Deixe comigo enquanto encontro uma maneira de ser. Considere-me um satélite, sempre orbitando. Eu conheço todas as regras, mas as regras não me conhecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Com certeza...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6982052746743533845?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6982052746743533845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/um-satelite-orbitando-no-tutano-da-vida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6982052746743533845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6982052746743533845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/um-satelite-orbitando-no-tutano-da-vida.html' title='Um satélite orbitando no tutano da vida'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sqh8rzwmuYI/AAAAAAAAASk/FzR8VUEQS7g/s72-c/into_the_wild_movie_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1310846417619844991</id><published>2009-09-08T18:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T20:45:54.182-07:00</updated><title type='text'>Hypatia, uma mulher de verdade</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqcS4i58xEI/AAAAAAAAASc/3xpxgXIWLnc/s1600-h/agora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379289042569184322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqcS4i58xEI/AAAAAAAAASc/3xpxgXIWLnc/s400/agora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O diretor chileno Alejandro Amenabar realizou filmes marcantes, como Mar Adentro e Os Outros. Ele deixa novamente a sua marca, desta vez em um filme exibido com excelente repercussão no Festival de Cannes: Ágora. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;No Egito Antigo, o filme apresenta a história da filósofa e astróloga Hypatia, interpretada com o talento de Rachel Weisz. Hypatia se destaca no mundo das ciências, pelos seus conhecimentos em astronomia, matemática e filosofia. Trabalhou na biblioteca de Alexandria, escreveu vários tratados, e, com apenas 30 anos, ocupou a cadeira do filósofo Plotino na Academia de Atenas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas Hypatia, além de ser mulher, tinha idéias próprias, as quais argumentava e defendia com veemência: a liberdade de religião e de pensamento. Dizia, por exemplo, que o universo era regido por leis matemáticas.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hypatia, mulher, herege, foi esfolada pelos fundamentalistas cristãos, sob a influência do bispo Cirilo de Alexandria. Hypatia foi assassinada e queimada. Cirilo, foi canonizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ágora trata de dois temas igualmente importantes e atuais: o fanatismo religioso e a violência contra a mulher. Vários outros filmes, sejam documentários ou de ficção, abordam essas questões. O que Ágora tem de diferente? Reconstitui uma personagem até então à margem na própria história da filosofia e da ciência. A verdade é que há historicamente um machismo cordial, assim como há um racismo cordial, em que mulheres não são quase vistas, citadas, conhecidas e muito menos reconhecidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Qual é o lugar da mulher? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Na filosofia, na astronomia, na matemática? Na vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E quando uma mulher, além de aparecer, "ousar" pensar, argumentar, como as idéias de vanguarda de Hypatia, há um preço a pagar por essa ousadia. No caso dela, custou a própria vida e a desonra da difamação, como se fosse uma herege. Pelo fato de ter nascido mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Será que evoluímos muito de lá para cá?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A aprovação da Lei Maria da Penha mostra que há avanços na legislação e na criação de algumas redes de proteção, como respostas aos crimes hediondos cometidos historicamente contra as mulheres. As mulheres eram e são violentadas, sofreram e sofrem maus tratos, foram e são usadas como "laranjas" em tráfico de drogas, e várias outras situações de humilhações. Por outro lado, as mulheres passaram a ser cultuadas pelo seu corpo, pela jovialidade da pele e da idade. A chamada mulher-objeto passou a ser tratada como "mulher" no sentido de continuar sendo uma coisa, só que agora como um objeto de consumo e de desejo, como uma propriedade masculina, a quem se delega certos direitos, a quem se atribui certas capacidades. Uma tutela que se esconde sob uma pretensa emancipação. Que de fato ainda está a ocorrer, cada vez que uma mulher  se liberta dessa coisificação estética, mercadológica, social.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Os ventos da modernidade e as revoluções comportamentais, nas quais Maio de 68 é uma referência fundamental, trouxeram mudanças com uma maior liberdade de expressão, e liberdade sexual. Mas no mundo capitalista pré-apocalíptico, até a liberdade e o sexo podem ser cooptados como formas de consumo. Infelizmente, para gol do capital, muitas mulheres se submetem a esses novos padrões do ser belo, do esteticamente correto, seja pela bulimia, seja pela anorexia. Ser mulher é ser top model, é ser jovem, é ser plasticamente bela. Não ser uma mulher de verdade para ser uma mulher desejada. Triste circo, esse. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O que é ser mulher de verdade? Ora, ser mulher de verdade é ser como é, é ser o que é. O problema é que há toda uma carga de preconceitos muito arraigados no imaginário popular: mulher não sabe dirigir direito, mulher é sensível demais e por isso não pode assumir certas funções, mulher engravida e por isso deve ser preterida em uma seleção para emprego... e atriz que está passada vai para a Casa dos Artistas... e coisas que tais. Mulher que entende de filosofia, astronomia e astrologia, então... e com o nome de Hypatia... &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Fiquem bem!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1310846417619844991?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1310846417619844991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/hypatia-uma-mulher-de-verdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1310846417619844991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1310846417619844991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/hypatia-uma-mulher-de-verdade.html' title='Hypatia, uma mulher de verdade'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqcS4i58xEI/AAAAAAAAASc/3xpxgXIWLnc/s72-c/agora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5167487627660861342</id><published>2009-09-07T19:47:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T21:15:40.275-07:00</updated><title type='text'>Anti-heróis</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqXY04kJ1UI/AAAAAAAAASU/AFtu3CVy5wc/s1600-h/watchman_7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378943733012747586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqXY04kJ1UI/AAAAAAAAASU/AFtu3CVy5wc/s400/watchman_7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqXYp6-A0lI/AAAAAAAAASM/J2CF_FAtYmw/s1600-h/watchmen_9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378943544679518802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 260px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqXYp6-A0lI/AAAAAAAAASM/J2CF_FAtYmw/s400/watchmen_9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Queridos e queridas, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já escrevi aqui sobre vários roteiros de filmes que foram adaptados a partir de livros. Hoje eu quero me referir a um filme que eu gostei muito, e que surgiu a partir de uma série de histórias em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons: Watchmen. A DC Comics publicou doze edições entre 1986 e 1987, e a grande repercussão que teve junto à crítica e ao público levou essa graphic novel a ser a única história em quadrinhos em destaque na lista dos cem melhores romances eleitos pela Revista Time.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Watchmen - o filme, dirigido por Zach Snyder, foi lançado neste ano de 2009, e retrata com fidelidade a trama original, ambientada durante a Guerra Fria. Um grupo de combatentes do crime - os Watchmen voltam a se encontrar a partir da investigação feita por um deles, Rorschach, do assassinato de um dos vigilantes - o Comediante, que estava aposentado, após atuar como agente do governo. Várias descobertas começam a ser feitas, em um clima de suspense que envolve a participação de todos os vigilantes. Cada um mostra sua história, seus conflitos, e sua visão sobre a natureza humana. Aí é que o filme começa a ficar mais do que interessante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O diretor que já mostrou em 300 o seu talento para os efeitos especiais, mostra aqui uma sensibilidade para aliar esses impecáveis efeitos com uma história que envolve o espectador nos dilemas vividos por cada um dos vigilantes: o truculento e irônico Comediante, o semi-deus Dr. Manhatan, o ético Coruja, o justiceiro Rorschach, a destemida Espectral e o inteligente e estrategista Ozymandias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É muito interessante observar tanto na história em quadrinhos como no filme, que esses personagens ou protagonistas não são, na verdade, heróis ou super-heróis. Eles tem poderes, mas tem também emoções e limitações. Apesar de uma missão em comum, que é proteger a humanidade, na prática cada um o faz à sua maneira, o que pode significar, por exemplo, tomar partido a favor do governo Nixon, ou agir de uma forma anti-ética, ou agir usando de golpes baixos, ou uma diplomacia na qual os fins justificam os meios. Na verdade, eles são anti-heróis. Na cena, por exemplo, em que o Comediante dá fim a uma manifestação hippie por não violência, usando de violência, ele grita, em alto e bom som, isso é o que fizeram com o sonho americano, esse é o sonho americano!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fala-se em paz, em ser contra a guerra, e mostra os políticos tramando complôs contra seus inimigos políticos, e utilizando-se de um discurso em nome do que é o melhor para a população; mostra o lado da mídia que só se interessa em publicar manchetes que revelem novas catástrofes, novas tragédias, porque boas notícias não vendem jornais; mostra que a justiça é um conceito relativo, a partir do que cada um considera ser a natureza humana. Se agimos por instintos de preservação e de defesa, ou se realmente somos capazes de desejar o bem e de evitar o mal. Tanto o Comediante como Rorschach tem uma visão pessimista sobre essa possibilidade. Um é assassinado, e o outro, renegado, luta consigo mesmo para descobrir a verdade. A questão central do filme é: e quando descobrimos a verdade, o que fazemos com ela? "Quem vigia os vigilantes?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso, Watchmen é um grande filme. Eu, que sou fã de carteirinha de Darth Vader e de Batman, sou doravante fã também de Rorschach. Vi um pouco de mim nesse psicopata justiceiro. Acho a máscara dele  muito fashion!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5167487627660861342?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5167487627660861342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/anti-herois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5167487627660861342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5167487627660861342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/anti-herois.html' title='Anti-heróis'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqXY04kJ1UI/AAAAAAAAASU/AFtu3CVy5wc/s72-c/watchman_7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-298839506375189804</id><published>2009-09-06T17:07:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T21:13:27.105-07:00</updated><title type='text'>Fica, Guion</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqSHGPIKCKI/AAAAAAAAASE/rFfYNe-eHa0/s1600-h/cinema_paradiso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378572396196923554" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqSHGPIKCKI/AAAAAAAAASE/rFfYNe-eHa0/s400/cinema_paradiso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O cineasta italiano Giuseppe Tornatore nos presenteou com um dos melhores filmes de todos os tempos: Cinema Paradiso (1988). Este filme é uma homenagem aos que fazem cinema, aos que gostam de cinema. Lembro  dessa história porque li hoje uma matéria sobre o fechamento do Cine Guion Sol, aqui na zona sul de Porto Alegre. Na verdade, o Cine Guion exibiu sua última sessão em julho, e saiu uma pequena nota no jornal, sem maiores repercussões. Duplamente lamentável: fechar uma sala de cinema, e aparentemente, não fazer falta. Digo "aparentemente" porque faz e fará muita falta. Especialmente na zona sul, onde cada vez mais constróem-se casas, prédios, lojas, e aumenta o tráfego de veículos. O que leva um cinema a fechar as suas portas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme Cinema Paradiso, na pequena cidade de Giancaldo, na Sicília, o garoto Totó torna-se amigo de Alfredo, projecionista do cinema local. Com Alfredo, ele descobre o mundo mágico e fascinante do cinema. A mãe de Totó achava uma perda de tempo seu filho querer ir ao cinema. Nesse mundo, Totó descobriu o amor, a amizade e a paixão. Tornou-se um cineasta de sucesso em Roma, e retornou à cidade-natal quando soube da morte de Alfredo. Alfredo morreu, e o Cinema Paradiso, ao se transformar em um estacionamento, morreu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema Paradiso ganhou Oscar e Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro. Recebeu o Grande Prêmio de Júri, no Festival de Cannes, o Prêmio César, o Prêmio David di Donatello (a maravilhosa trilha sonora de Ennio Morricone), &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;o Bafta em várias categorias, além de várias indicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Alfredo evoca em Totó, ou no adulto Salvatore di Vitto, lembranças do maravilhoso mundo da sétima arte. De um tempo em que as pessoas se reuniam para verem um filme, para se divertir, para passar um tempo junto, para sonhar, para fugir, para amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, o cinema deixou de ser a maior atração. Veio a televisão, a internet, os shopping centers, a globalização, a pressa, ah, a pressa, todo mundo tem pressa. O ritual de ir no escurinho do cinema, a presença do projecionista, a figura do lanterninha, o matinê, o beijinho no escuro, pegar na mão da moça, tudo passou a ter menor importância diante dos altos impostos, dos custos de distribuição, das taxas do Ecad, dos aluguéis exorbitantes das salas de cinema, da falta de apoio para investimentos nessa área.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; Um estacionamento rende mais... no filme, e na realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um amigo, seu nome é Alfredo. Ele não é projecionista, é montador. Eu tenho a alegria de dizer que com ele aprendi muito, pelo seu exemplo, pelo seu trabalho, pela sua paixão pelo cinema. Sinto-me como o personagem Totó, que de criança aprendiz foi crescendo interiormente em busca de si mesmo, e do que fazer com a paixão que descobriu pela arte do cinema. Essa busca inquietante é o que aproxima e acalenta os cinéfilos, os cineastas, os realizadores em cinema. Saber que não é perda de tempo, como achava a mãe de Totó, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e que tem um valor muito, muito, muito maior  que um estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o Guion deve ficar. Não somente pelo trabalho e pela dedicação de seus administradores, como também pelo que simboliza: Totó e Alfredo em Giancaldo, em Porto Alegre, em qualquer lugar. A sala de cinema não pode fechar suas portas. É como um filme cortado antes de seu final. Essa história não pode terminar assim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Abraço!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-298839506375189804?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/298839506375189804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/fica-guion.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/298839506375189804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/298839506375189804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/fica-guion.html' title='Fica, Guion'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqSHGPIKCKI/AAAAAAAAASE/rFfYNe-eHa0/s72-c/cinema_paradiso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7294323402958073714</id><published>2009-09-05T18:36:00.000-07:00</published><updated>2009-09-08T20:40:47.754-07:00</updated><title type='text'>A morte anunciada</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqMdjmVu0bI/AAAAAAAAAR8/RLG4CYJbaUQ/s1600-h/deadmanwalking.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378174877434827186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqMdjmVu0bI/AAAAAAAAAR8/RLG4CYJbaUQ/s400/deadmanwalking.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Queridos e queridas, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para um sábado à noite, que filme escolher? Há vários critérios. Mas eu estou sozinha em casa, o que me dá a vantagem de escolher o filme que eu quero, sem precisar negociar com meus filhos. Escapei - de novo! - de ver Transformers com meu filho Thomas. Eu ia rever Hotel Ruanda. Há vários dias que penso nesse filme. Mas ele é forte demais, toca em uma ferida que não cicatriza nunca. Um genocídio. Vou deixar para outro dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Optei por zapear na televisão. Faz tempo que não assisto um filme inteiro na tv. Mas quando vejo um close em Susan Sarandon, páro de zapear. Quando em seguida vejo Sean Penn olhando para ela por trás das grades, vou-me deitar no sofá. O filme está escolhido. O critério, óbvio, não foi por ser um filme menos pesado ou dramático do que Hotel Ruanda, porque Os Últimos Passos de Um Homem também é um filme denso e tenso. Mas nesse filme tem uma música do Eddie Vedder (Long Road). Quem me conhece, sabe que o Eddie Vedder é a minha alma gêmea. A melhor coisa que poderia me acontecer é passar o sábado à noite na companhia do Eddie Vedder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, voltando ao filme. Os Últimos Passos de Um Homem (1995) tem a direção do igualmente talentoso ator Tim Robbins, marido de Susan Sarandon, que ganhou Oscar de melhor atriz por sua atuação como a freira Helen Prejean, que tenta de todas as formas evitar que o condenado Matthew Poncelet (Sean Penn) seja executado pelo assassinato de dois adolescentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O roteiro é de Tim Robbins, baseado em livro de Helen Prejean, cuja história gira em torno do tema da pena de morte. Deve um assassino ser assassinado? Uma morte justifica outra morte? Compete ao Estado, aos governos, aos legisladores, autorizarem execuções mediante a pena de morte? Mesmo quando é legal, é ético? Um acusado é sempre, indubitavelmente, e efetivamente, o responsável pelo crime? Há cem por cento de possibilidade de executar o homem certo? E se for o errado? Como desfazer o erro?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A aplicação da pena de morte é adotada em alguns países, em alguns Estados americanos, por exemplo. Se antigamente os métodos eram notadamente cruéis, o fato de suavizarem as metodologias não diminui nem suaviza o mérito. O objetivo é matar. Uma morte anunciada. Fazer o criminoso sentir na própria pele o mal que causou a outrem. Fazer o culpado pagar pelo que fez a um inocente. Que ele sinta a mesma intensidade que fez a vítima sentir. Que agora ele seja o algoz de si mesmo. Para que não repita, para que não faça mais mal a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É irônico e ilógico pensarmos que a pena de morte resolva as tantas causas e as nebulosas motivações que levam alguém a cometer tantos tipos de crimes, como o latrocínio, o estupro, o homicídio. Irônico, porque ainda que legalizada a execução, ela é antiética, antihumana. Em nome da humanização, nos desumanizamos... É cruel, contra o princípio da vida. Ilógico, porque se somos contra o crime, não devemos nos tornar criminosos. Se somos contra tirar a vida de alguém, não devemos tirar a vida de ninguém. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos defensores da pena de morte, muitos dos quais possuídos por uma dor infinita de quem já perdeu alguém querido, é mais do que compreensível esse sentimento de raiva, de necessidade de que se faça algo que signifique justiça, e a justificativa de que o cumprimento legal de uma sentença não seria suficiente. E não é, no sentido de trazer de volta alguém que morreu. Mas matar também não traz de volta. E reforça a falsa lógica de uma justiça e de um alento. Na verdade, é no máximo uma vingança. Que não é um bom sentimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando vemos neste filme o personagem Matthew reconstituir os momentos do crime, junto com seu parceiro, começamos a perceber a situação por todos os lados: das vítimas, dois jovens adolescentes, dos pais das vítimas, e dos criminosos. Houve a crueldade do estupro e do assassinato. Houve o julgamento. Mas há algo além - e isso é o que mais me comove no filme - que é o sentimento que vai crescendo com esse personagem, quase fazendo-o explodir: o arrependimento. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem situações na vida que são como um cristal, que quando quebra, não pode mais vir a ser inteiro novamente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto isso, governos declaram guerras, fazem invasões, continuam a matar milhões de pessoas no mundo por desvio de dinheiro, falta de assistência à saúde e à educação, de condições sanitárias, de medidas para conter a fome e a miséria. Alguns países, abarrotados de armas, e guardando a bomba atômica. Outros, na iminência de desenvolvê-la. São ações como essas que fortificam a crueldade que é condenar pessoas à morte, o que acontece todos os dias, em várias partes do mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E quem condena esses &lt;span style="color:#000000;"&gt;executores? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Boa noite.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7294323402958073714?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7294323402958073714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/queridos-e-queridas-em-louisiana-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7294323402958073714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7294323402958073714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/queridos-e-queridas-em-louisiana-uma.html' title='A morte anunciada'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqMdjmVu0bI/AAAAAAAAAR8/RLG4CYJbaUQ/s72-c/deadmanwalking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8409782364661362800</id><published>2009-09-04T21:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T22:03:23.729-07:00</updated><title type='text'>O resgate do detetive Ryan</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqHv6REIOcI/AAAAAAAAAR0/CU5xLwJ8uIw/s1600-h/crash2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377843214349253058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqHv6REIOcI/AAAAAAAAAR0/CU5xLwJ8uIw/s400/crash2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, eu não fiz um trocadilho a respeito do filme O resgate do soldado Ryan, de Steven Spielberg. Estou me referindo ao detetive Ryan, personagem de Crash - no limite (2004). O filme, ganhador de 03 Oscars, é de autoria de Paul Haggis, o roteirista do também oscarizado Menina de Ouro. É um dos meus filmes de cabeceira, embora eu não o veja com muita frequência. Por que? Porque Crash é um soco no estômago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando Crash foi exibido pela primeira vezaqui em Porto Alegre,  antes de concorrer ao Oscar, não teve grande divulgação nem grande público. Passou batido, como dizem por aí. Eu vi o filme e fiquei impressionada pela forma como Paul Haggis conseguiu, ao longo de duas horas, mostrar várias histórias tão distintas e tão próximas umas das outras, e todas tratando de temas extremamente importantes e delicados, como o preconceito racial, a xenofobia, a discriminação contra imigrantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; São histórias que se ligam, em uma montagem excepcional, através de um roteiro sensível e uma direção segura, com atuações perfeitas. O filme vai passando, e a gente vai se dando conta de que em algum momento poderíamos nós estarmos ali, na tela, no lugar de algum daqueles personagens, como testemunhos ou na berlinda de algumas daquelas histórias, porque somos brasileiros, latino-americanos, brancos, pardos, indígenas, negros, misturados, excluídos, discriminados, ou porque somos brancos, capitalistas, dominadores, discriminadores, preconceituosos, excluímos, reprimimos. Em algum momento estamos em conflito, em choque, em uma colisão - seja com os outros, seja com nós mesmos, seja pelos outros, e por nós mesmos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem de nós já não vivenciou ou testemunhou alguma situação de racismo? De injustiças cometidas contra alguém por esse alguém ser, por exemplo, pobre, negro, índio, velho, sem-teto, deficiente mental ou físico? Os personagens de Crash estão em Los Angeles, mas poderiam estar em qualquer lugar: tem a branca rica e esposa de um político branco, dois assaltantes negros, um detetive negro e sua namorada, uma policial mexicana, um diretor de tv negro e sua mulher negra, um iraniano dono de uma loja, um casal coreano, um chaveiro mexicano. E tem um veterano policial branco e preconceituoso, seu nome é Ryan. Interpretado por um impecável Matt Dillon, Ryan é, para mim, o que simboliza a história central de Crash. A vulnerabilidade do ser humano. Ryan é no começo do filme um policial truculento, capaz de cometer abusos com base em sua autoridade e farda, ao abordar um casal negro em seu carro, à noite. Ryan não se importa em humilhar a mulher, diante de  seu marido. Ryan descarrega ali, naqueles minutos, seu ódio, seu poder, suas frustrações. Ryan é um homem amargo, que cuida de seu pai, que está muito doente. E Ryan também está doente, por ser um policial que já viu de tudo e se deixou contaminar pelo que viu. Não acredita no ser humano, não acredita em valores, não acredita.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por uma ironia do destino, é Ryan quem resgata a mesma mulher negra que molestou, em um grave acidente de carro. Ele literalmente salva a sua vida, e se aterroriza quando percebe o mal que fez aquela mulher. Ele também, por um momento, resgata a si mesmo. Percebe a atitude sem sentido que cometeu. Ryan é um homem indigno de si mesmo, pelo que deixou fazer de si. É possível voltar atrás? É possível ser diferente? É possível mudar? &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ryan, e outros personagens destas colisões que vão se fechando em um grande círculo existencial, passam por situações em que precisam ver para onde vão, e de que modo vão afetar a vida dos outros. Às vezes fazemos coisas que vão afetar sensivelmente a vida de pessoas que não ou mal conhecemos. Negar ajuda a quem precisa, por exemplo, pode ser fatal. Abraçar alguém que mal conhecemos, em um momento extremo na vida dessa pessoa, pode ser fundamental. Crash mostra isso: precisamos nos dar conta do que fazemos, ou deixamos de fazer, por causa de pensamentos ou gestos estúpidos calcados em racismos e preconceitos. É possível nos resgatarmos?Ou a colisão será inevitável...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Bom fim de semana!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8409782364661362800?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8409782364661362800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-resgate-do-detetive-ryan.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8409782364661362800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8409782364661362800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-resgate-do-detetive-ryan.html' title='O resgate do detetive Ryan'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqHv6REIOcI/AAAAAAAAAR0/CU5xLwJ8uIw/s72-c/crash2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1757343245172607124</id><published>2009-09-03T17:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T22:01:17.044-07:00</updated><title type='text'>Quatro dias</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqCd8bA3MdI/AAAAAAAAARs/M08VxU2m9IU/s1600-h/aspontesademadison.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377471616449458642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 284px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqCd8bA3MdI/AAAAAAAAARs/M08VxU2m9IU/s400/aspontesademadison.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho tantos assuntos para resolver que nem as noites insones tem sido suficientes para dar conta. Porque não é só uma questão de tempo, mas de ter energia e disposição para fazer tudo direito. Cansada, o risco de errar aumenta. Para descansar, a melhor terapia: ver um filme. Ver O filme. Optei hoje por um clássico no gênero drama e romance, de e com um diretor e ator que não erra nunca, nem insone, nem cansado, nem quanto mais o tempo e a idade passam: Clint Eastwood.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu já vi vários filmes dirigidos e produzidos por ele, ou com ele atuando. Em vários gêneros. Embora ele tenha ficado mais conhecido no início de sua carreira pelo jeito durão, seja nos filmes western ou como Dirty Harry, ou ainda pelo seu charme e por uma sensualidade viril, Clint Eastwood é um grande cineasta, tem uma sensibilidade que o distingue e nos faz esperar sempre um filme melhor do que o outro, é o mínimo que se espera dele. Sobre Meninos e Lobos (2003) e Menina de Ouro (2004) são exemplares. Por coincidência (?) estava passando hoje na tv o filme Os imperdoáveis, com Clint em grande forma e estilo. Mas eu preferi ver As pontes de Madison (1995). Por que? Simplesmente porque esse é um dos melhores filmes que eu já vi.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;As Pontes de Madison (Bridges of Madison County) é um filme baseado no romance de Robert James Waller, com roteiro de Richard La Gravenese. Dois irmãos se reecontram após a morte de sua mãe (Meryl Streep). Eles descobrem, nas cartas que ela lhes escreveu, o romance que ela teve durante quatro dias com um fotógrafo (Clint Eastwood), enquanto seu marido e filhos haviam viajado. Essa descoberta, que incialmente causa uma certa revolta e perplexidade, vai levando-os a uma nova descoberta, de conhecerem sua mãe, suas motivações, suas renúncias e suas escolhas, o que vai fazê-los repensar sobre seus próprios relacionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Este filme é de um cuidado impressionante, com diálogos lapidados, com prenúncios de cenas que não vão nos deixar intactos. Não há como não se deixar envolver com o envolvimento que passa a acontecer entre os protagonistas. É como o destino. Não o programamos, mas ele acontece. Não o chamamos, mas ele vem. Como um dia após o outro. Em quatro dias ela ficaria sozinha. Em quatro dias ela viveu sua maior e mais profunda paixão, sua verdadeira história de amor. Em quatro dias ela viveu o paraíso do jogo de sedução, da descoberta de um erotismo que já nem lembrava existir, de conhecer-se como uma outra mulher que na verdade era ela mesma. Ela viveu, nesses quatro dias, o inferno de saber que um dia tudo terminaria, que de seu sonho acordaria, porque competia a ela, e somente a ela, escolher, entre ficar ou partir. Deixar uma vida e partir para outra vida. Satisfazer seu desejo e carregar sua culpa. Em quatro dias, foi feliz e foi infeliz, foi desejada e desejou ardentemente, foi amada e amou como nunca, foi decidida e confusa, atravessou pontes que nunca havia imaginado atravessar.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Quando o final do filme se aproxima, percebemos qual será sua escolha. Amor e família às vezes são questões de múltipla escolha. Quando ele fala para ela que não poderá espremer toda sua vida em quatro dias, ele resume tudo, todo o sentido do filme. A sincronicidade está ali. Um chegou até o outro porque tinham que ter chegado. Porque de alguma forma teriam que ter se conhecido. O problema é o que fazer a partir do encontro. Encontro de almas? De corpos? De momentos? De escolhas? Apenas um encontro. Em quatro dias. Que valeu por toda a vida.&lt;/div&gt;&lt;p align="right"&gt;O filme é belo. O filme é triste. Quando terminei de ver, vim para cá escrever. Termino lembrando de um poema, um hai-kai, que eu escrevi há muito tempo, que me ocorre agora, ao relacionar com esse filme: Não viola minha morada. Dá-lhe vida. E, depois, vai embora.&lt;br /&gt;Desencontro de corpos. Permanência de almas. Bom é saber que nas pontes há sempre dois lados. A ida e a volta. Esse é o mistério da vida: o destino, e a sincronicidade. Mesmo que seja por quatro, três, dois, ou um dia. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Abraços!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1757343245172607124?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1757343245172607124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/quatro-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1757343245172607124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1757343245172607124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/quatro-dias.html' title='Quatro dias'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SqCd8bA3MdI/AAAAAAAAARs/M08VxU2m9IU/s72-c/aspontesademadison.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-2369170428598479044</id><published>2009-09-02T20:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T21:50:00.235-07:00</updated><title type='text'>A grande guerra</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp9KhqwOguI/AAAAAAAAARk/TfUsu4CN26o/s1600-h/LaGrandeGuerra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377098422376366818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp9KhqwOguI/AAAAAAAAARk/TfUsu4CN26o/s400/LaGrandeGuerra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O mais antigo festival de cinema do mundo, o Festival de Veneza, foi criado em 1932. Sua 77ª edição começou nesta quarta-feira,e prossegue até o dia 12. Entre os destaques, as homenagens para o brasileiro Walter Salles, o italiano Giuseppe Tornatore, e o também italiano Mario Monicelli, que há extatamente 50 anos recebia nesse festival o Leão de Ouro pelo filme &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A Grande Guerra. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme foi exibido em uma cópia restaurada recentemente pela Cineteca Nazionale de Bolonha. Realizado no ano de 1959, A Grande Guerra conta com as atuações de Vittorio Gassman e Alberto Sordi, como dois soldados italianos, Oreste e Giovani, que durante a Primeira Guerra Mundial são chamados para se alistar no Exército. A contragosto, vão para o front de guerra, onde tentam fazem de tudo para preservar suas vidas, em vez de lutar por patriotismo. A Grande Guerra é um drama com as pitadas de humor típicas da poética cinematográfica de Monicelli, o mesmo cineasta de clássicos como Parente é Serpente.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Monicelli tem 94 anos. Apesar da idade avançada - e que não interfere em nada em seu vigor físico e intelectual - ele e sua obra são pouco conhecidos e divulgados no Brasil. Um pouco por conta da pouca divulgação que os filmes italianos, de um modo particular, e europeus, em geral, tem em nosso país em comparação com os filmes norte-americanos. E um pouco por conta da necessidade que a Itália tem de resgatar a importância e o valor do cinema, do incentivo à realização de filmes italianos, tanto de cineastas consagrados, como de cineastas emergentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Monicelli filmou uma grande obra sobre o absurdo da guerra. Assim como filmou sobre a hipocrisia da instituição família. Sua comédia não foi feita para o riso fácil e inconsequente. Às vezes, o riso dá lugar ao silêncio. O silêncio dá lugar ao protesto. Como a manifestação realizada por dezenas de jovens, na abertura do Festival, contra Silvio Berlusconi,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; que determinou um corte nas subvenções culturais. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Para Monicelli, a comédia italiana passa por uma crise de identidade, que reflete a própria crise da cultura. Em tom irônico, ele declarou em entrevista no Festival que a maior obra literária italiana de todos os tempos é a Divina Comédia. A obra é realmente uma referência mundial na arte. Mas e depois? O que veio depois? No cinema, na arte italiana em geral? Quais são os incentivos dados para a produção cinematográfica italiana? Resume-se esse país a shows de tevê, cômicos pastelões e enlatados de grandes redes, como a do magnata das comunicações &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e todo-poderoso do governo italiano, Berlusconi? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A Itália está mais conhecida hoje pelo futebol que importa craques brasileiros, pelos escândalos sexuais e gafes de Berlusconi, e pelo símbolo que é de uma história eirigida pelo amor às artes. Mas esse símbolo não pode ser apenas uma nostalgia. É como se fôssemos olhar um museu para relembrar os grandes momentos do passado. O cinema italiano tem uma pulsação, uma verve, uma sensibilidade fulminante que não pode ficar no passado, e nas prateleiras dos grandes filmes, dos grandes cineastas e dos grandes artistas. Nas exibições em cópias remasterizadas. A Itália precisa reacender sua identidade cultural mais profunda, que está muito além de governos medíocres, de redes de comunicação alienantes. Monicelli, com a lucidez e a inteligência sarcástica de seus 94 anos, é a melhor prova de que o cinema italiano ainda tem muito a fazer e a mostrar para o mundo e para a Itália. Nas palavras de Monicelli: "É necessário lutar contra a hegemonia de países mais fortes comercialmente, mas fracos em seus valores culturais, para manter viva uma herança que teima em se &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;transformar em escombros  como aqueles de uma guerra".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A grande guerra começa quando desistimos de lutar por aquilo em que acreditamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-2369170428598479044?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/2369170428598479044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/grande-guerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2369170428598479044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2369170428598479044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/grande-guerra.html' title='A grande guerra'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp9KhqwOguI/AAAAAAAAARk/TfUsu4CN26o/s72-c/LaGrandeGuerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1753412800580952824</id><published>2009-09-01T21:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T07:14:53.505-07:00</updated><title type='text'>O poderoso</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp366aquiOI/AAAAAAAAARc/ldrnFutRjPM/s1600-h/opoderosochef%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376729411648129250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp366aquiOI/AAAAAAAAARc/ldrnFutRjPM/s400/opoderosochef%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fui devolver os vídeos na locadora, quando começou a se anunciar um temporal. Após alguns breves dias de sol e calor, o inverno reclama o seu lugar. Então, a atendente apressou-se em me entregar dois DVDs: As pontes de Madison, e O Poderoso Chefão. Nada mal para uma noite insone chuvosa. Prestes a voltar com chuva, ainda assim resolvi ir no supermercado, porque Grapete e chocolate não poderiam faltar. Meu Olhos verdes foi me buscar. Percebi então que a noite chuvosa seria uma clarão de luz para terminar o meu dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Grapete, chocolate, e O Poderoso Chefão. Melhor do que isso, foi ver meu Olhos verdes imitando Don Vito Corleone. Impagável, sensacional. Fiquei maravilhada, imaginando que eu estou com um novo Marlon Brando!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Marlon Brando que aliás, não era bem visto pelos produtores quando o diretor Francis Ford Coppola o indicou para atuar no filme, cuja história foi baseada no best seller escrito por Mario Puzzo. A responsabilidade e o desafio de Coppola eram imensos: fazer um filme que tivesse no mínimo o mesmo sucesso que o livro, e convencer os produtores de que o principal papel deveria ser do bad boy Marlon Brando, assim como o outro importante papel, do filho Michael Corleone, deveria ficar com aquele rapazote que eu só reconheci pelas olheiras, pois parecia mais Andy Garcia:&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;o grande e até então jovem e desconhecido Al Pacino.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O poderoso Coppola venceu. Não levou, por incrível que pareça, o oscar de melhor diretor, apesar de O Poderoso Chefão (1972) ter recebido 03 Oscars: melhor filme, melhor ator e melhor roteiro adaptado, além de inúmeros outros prêmios. A belíssima música de Nino Rotta é outro destaque do filme, assim como as atuações de um grande elenco, com Diane Keaton, James Caan e Robert Duvall.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A história gira em torno da saga da "família" Corleone, entendendo-se família como um clã de mafiosos italianos em disputa com outros clãs. Brigas de famílias. Babel de famílias. Não estamos falando mais da Máfia, mas de famílias, de um modo geral. Caim e Abel em todos os tempos e lugares. Don Vito Corleone também era um pai de família, um avô de família, também tinha princípios. O maior deles não era o culto ao dinheiro e ao poder. Era a lealdade. Quem era desleal, pagava o preço mais alto que se pode pagar, com a própria vida. Don Vito Corleone sabia que há negócios rentáveis, muito rentáveis, e talvez por serem escusos são tão rentáveis, como bebidas, armas, mulheres. Como cooptar juízes e policiais, formar uma rede de proteção para a preservação dos negócios e da família. Don Corleone também sabia que envolver-se com drogas seria uma droga para si, para os negócios e para a família. Don Corleone é um homem sábio.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Coppola estava coberto de razão quando declarou neste ano que O Poderoso Chefão é um filme completo, sem a necessidade de continuação, embora seu final, com Michael assumindo-se como Don Corleone, sob o olhar incrédulo de sua esposa, já demonstre que a saga dos mafiosos estava apenas começando. Quando há luta pelo poder, por dinheiro, cobiça, não há fim, apenas trégua, como já falava o sábio Corleone. Na trégua entre a guerra e paz, o melhor estrategista analisa como driblar e aniquilar o inimigo. A morte de Sonny, filho de Don Corleone, e do próprio Godfather, foram apenas o começo da estratégia, levada adiante por seu filho, em nome da preservação da família, dos negócios, e pela lealdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme é simplesmente um dos maiores filmes da história do cinema. O temporal cancelou sua vinda, a chuva diminuiu seu ritmo, a luz não faltou. Reverência total a um clássico. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Agora, a grapete e o chocolate, amanhã vou comprar mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1753412800580952824?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1753412800580952824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-poderoso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1753412800580952824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1753412800580952824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/09/o-poderoso.html' title='O poderoso'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sp366aquiOI/AAAAAAAAARc/ldrnFutRjPM/s72-c/opoderosochef%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3286632514849657310</id><published>2009-08-31T20:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T20:51:01.287-07:00</updated><title type='text'>um pedido de socorro</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpyY_0UXtRI/AAAAAAAAARU/D-Xu_p9wWg4/s1600-h/Celebridades.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376340277316793618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 189px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpyY_0UXtRI/AAAAAAAAARU/D-Xu_p9wWg4/s400/Celebridades.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Gosto sempre de ver ou rever os filmes de Woody Allen. Ele escolhe temas, e os apresenta de uma forma que eu gosto, com a qual me identifico. Seja pelo sarcasmo, pelas tiradas filosóficas, pela fina tragicomédia, pela sensibilidade e argúcia com a qual ele roteiriza, atua e filma questões humanas, afetivas, existenciais.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Tudo o que é simples e é complexo ele mostra em diálogos sempre interessantes e instigantes. Um dos temas que é cada vez mais atual, o qual ele filmou em 1998, é sobre as Celebridades. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Celebrity reúne um elenco de famosos, como Kenneth Branagh, Wynona Ryder, Charlize Theron, Melanie Griffith e Leonardo DiCaprio. Artistas que são celebridades intepretando celebridades, à exceção de Branagh, o protagonista que é um repórter aspirante ao mundo das celebridades. De tanto conviver nesse mundo, com o qual se identifica, o repórter tenta se ambientar às situações nas quais se vê envolvido. Nessas situações rola muito sexo, drogas, narcisismo, non sense, bulimia, o vale tudo na busca da fama e da fortuna. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Às vezes, muito mais pelos famosos 15 minutos do que pelo dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O que Woody Allen mostra não são os 15 minutos de fama, mas os intermináveis segundos de agonia daqueles que não fazem parte desse meio, e nem farão. Não porque não tenham talento, ou porque não trabalhem, ou porque não tenham ideais. É simplesmente porque nada disso é o que realmente importa nesse meio. Golpe de sorte, oportunidade, visão, estratégia, enfim, podem haver vários outros fatores, que não simplesmente seguir o caminho do meio.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Esta sátira do mundo das celebridades pode às vezes parecer clichê, meio superficial. Na verdade, eu creio que esse é um mundo superficial. Cheio de clichês. Faz parte de estar inserido nesse meio. Ou pelo menos, de aparentar estar, como é o caso do frustrado e fascinado repórter. Ele renega suas origens, atribuindo toda a sua frustração à ex-mulher e ao casamento falido. Ele busca pelo novo, o que encontra em uma nova mulher, e depois em outra, em uma nova situação, e depois em outra, e no fundo, ele não encontra em nada, e em ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ele não encontra a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O Help! inscrito nas nuvens, na cena que dá início e fim ao filme, já diz tudo. Woody Allen já avisa o espectador desde o começo: Socorro! Essa é a vida que eu realmente quero? O que eu realmente quero? Alguém pode responder por mim? Não? Então, Help!!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3286632514849657310?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3286632514849657310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/um-pedido-de-socorro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3286632514849657310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3286632514849657310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/um-pedido-de-socorro.html' title='um pedido de socorro'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpyY_0UXtRI/AAAAAAAAARU/D-Xu_p9wWg4/s72-c/Celebridades.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1549815074315175238</id><published>2009-08-30T16:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T17:48:05.296-07:00</updated><title type='text'>A vitória dos losers</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spsc66w_68I/AAAAAAAAARM/7YQP-j2c838/s1600-h/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375922378729581506" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spsc66w_68I/AAAAAAAAARM/7YQP-j2c838/s400/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só vence na vida quem já perdeu. Mas a abissal diferença que existe entre os vencedores e os perdedores reside no fato de que ninguém gosta e quer perder. Todos querem vencer. Vencer um concurso, uma prova, uma competição. Ganhar: dinheiro, presente, amor, amizade... Perder é para os fracos, vencer é para os fortes. Será?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os filmes de ação em geral polarizam essa questão, do bem e do mal, dos vencedores, que são os heróis, e dos perdedores, que são os vilões. Quando acontece o contrário, e os heróis perdem, muitas vezes com a própria vida (Coração Valente, Gladiador, por exemplo) eles se tornam mártires, ícones de uma luta, uma causa. Então, perder não é necessariamente perder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perder para saber vencer. Enquanto na história da humanidade há os que nasceram em berços de ouro, herdeiros de dinastias, fortunas e impérios, há os que nasceram no fundo do poço, na escuridão dos becos , nas latrinas dos ruelas. Cada um em seu "lugar", em seu "status", cada um crescendo em um mundo, em um submundo. Quem vai vencer, quem vai perder? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ganhar um troféu, uma distinção, uma homenagem, um prêmio, uma honraria, torna alguém melhor? Não ganhar, torna alguém pior? Na verdade, essas criações humanas tem um simbolismo de compartilhar com a comunidade as conquistas de pessoas que se destacam por algo que fazem, em tese, para a melhoria da própria comunidade. Mas, no mundo capitalista pré-apocalíptico, vencer significa subir os degraus de uma luta por poder, por mais dinheiro, por mais status, mesmo que isso implique no uso das novas formas pós-modernas de exploração da mão-de-obra. Como Jean-Paul Sartre escreveu no conto "A Infância de um Chefe", uns nascem para vencer, para serem chefes. Outros, para serem comandados. A desigualdade social é um abismo sem fim, porque os vencedores muitas vezes não são os que se distinguem por terem feito algo para a melhoria da comunidade, mas para a consagração de seu narcisismo pessoal, econômico, político. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um filme que me sensibilizou profundamente trata de uma família de losers, Pequena Miss Sunshine (2006). Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris, traz um grande elenco - Abigail Brelin, Greg Kinneat, Paul Dano, Alan Arkin, Toni Collete, Steven Carrell - como uma família problemática que se une primeiramente mais por necessidade do que vontade. A menina Olive vai participar de um concurso na Califórnia, o que dá início a um road movie em uma kombi amarela na qual varias situações bizarras passam a acontecer. Entre sonhos, frustrações, momentos de alegria e de tristeza, eles vão descobrir os laços que os unem. Eles não são perdedores, eles estavam se deixando perder.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pequena Miss Sunshine demorou cinco anos para ser concluído, por problemas financeiros. Poderia ter sido um filme loser. Entretanto, ganhou dois Oscars - melhor ator coadjuvante (Alan Arkin) e melhor roteiro original. Ganhou quatro Independent Spirits Awards, dois prêmios Bafta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um filme que não seria perdedor ainda que não tivesse recebido esses e outros prêmios. Porque só é perdedor quem deixa de tentar, de lutar, de acreditar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os vencedores, muitas vezes, são iludidos por si mesmos. Grandes potências, poderosos chefões. A vida é momento, a vida é movimento, e vários losers unidos em uma kombi amarela são capazes de fazer coisas realmente incríveis, como, por exemplo, acreditar em si mesmo e no outro, lutar, tentar. Esse é o único caminho verdadeiro para vencer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Uma ótima semana! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1549815074315175238?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1549815074315175238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/vitoria-dos-losers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1549815074315175238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1549815074315175238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/vitoria-dos-losers.html' title='A vitória dos losers'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spsc66w_68I/AAAAAAAAARM/7YQP-j2c838/s72-c/pequena-miss-sunshine-poster05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4857900704648240012</id><published>2009-08-29T16:26:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T21:22:37.127-07:00</updated><title type='text'>O som do pássaro da meia-noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spn-CBkM4aI/AAAAAAAAARE/UmYBOX-aHU0/s1600-h/Nosferatu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375606940976865698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spn-CBkM4aI/AAAAAAAAARE/UmYBOX-aHU0/s400/Nosferatu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na sessão de cinema sem pipoca aqui em casa, revi ontem à noite Crepúsculo. O meu genrinho ainda não tinha assistido, e como eu adoro esse filme, ao contrário de meus filhos, resolvemos ver de novo e depois fazer uma roda crítica. Claro que o genrinho achou "emo", talvez um pouco influenciado pela minha filha (embora ele negue, claro)... Mas eu não mudei de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me emociono cada vez que revejo essa história. É para adolescentes? Sim e não. Não, porque é uma história de vampiros e é uma história de amor. Uma linguagem estética moderna, diferente, com uma trilha sonora ótima, com uma química ótima entre os protagonistas, com uma releitura da histórica maldição de ser vampiro. Eu adoro desde sempre filmes sobre vampiros - desde criança eu via Drácula, em preto e branco, com atores como Bela Lugosi, Peter Cushing e Christopher Lee em atuações fenomenais. Eu não tinha medo, na verdade me sentia hipnotizada por essas histórias fantásticas. Na verdade, o mais assustador dos vampiros se chama Nosferatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosferatu (Eine Symphonie des Grauens) foi filmado em 1922, sob a direção de F. W. Murnau. A história é sobre o conde Graf Orlock, um vampiro que tem sede de sangue e de poder, e que espalha terror em Bremen, na Alemanha. Uma refilmagem dirigida por Werner Herzog traz Bruno Ganz interpretando Jonathan Harker, que se confronta com o vampiro interpretado por Klaus Kinski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosferatu nasceu da obra Drácula, de Bram Stoker (1897). Murnau produziu essa belíssima versão para o cinema porque não obteve autorização da viúva de Stoker para filmar a história original. O Conde Drácula é o Conde Orlock, macabro com seu nariz e orelhas grandes, seus dentes afiados, sua figura esquálida e assustadora. É a encarnação do mal, do terror. O mundo das sombras, das trevas, da escuridão. Nosferatu é a metáfora da violência sob todas as suas formas, da guerra, do Holocausto, do nazifascismo, da intolerância política, religiosa, do vampirismo econômico do capitalismo pré-apocalíptico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abertura do filme lemos: "Nosferatu é a palavra que se parece com o som do pássaro da morte da meia-noite".&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso, queridas e queridos leitores, ver Crepúsculo hoje significa perceber uma outra forma de relação, que não a do vampirismo que suga, que subtrai, que viola, que molesta, que é do mal e do terror. Crespúsculo, assim como os próximos filmes, Lua Nova e Eclipse, mostram que o conflito entre o bem e o mal, o humano e o não humano, o amor e a sua impossibilidade, são tormentos e momentos em nossas vidas. Não esqueçamos: após o som do pássaro da morte da meia-noite, começa um novo dia. Aurora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Bom domingo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4857900704648240012?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4857900704648240012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/queridos-e-queridas-na-sessao-de-cinema.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4857900704648240012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4857900704648240012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/queridos-e-queridas-na-sessao-de-cinema.html' title='O som do pássaro da meia-noite'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spn-CBkM4aI/AAAAAAAAARE/UmYBOX-aHU0/s72-c/Nosferatu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-7527397763584571963</id><published>2009-08-28T18:02:00.000-07:00</published><updated>2009-08-29T16:24:12.974-07:00</updated><title type='text'>A máquina caloteira, o estorno e o estorvo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpiFJeXOjzI/AAAAAAAAAQ8/mdTep_gnpoE/s1600-h/Thelma%26Louise.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375192553082490674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 285px; CURSOR: hand; HEIGHT: 360px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpiFJeXOjzI/AAAAAAAAAQ8/mdTep_gnpoE/s400/Thelma%26Louise.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt; &lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Que dia interessante! Um pouco porque dias ensolarados são sempre dias interessantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E mais um pouco porque dias passados com pessoas queridas ficam muito mais interessantes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Ontem, por exemplo, o meu começo de tarde foi horroroso. Fiquei mais de uma hora em uma agência bancária porque o dinheiro que eu queria sacar não foi espirrado pela máquina, a caloteira máquina que me espirrou um extrato no qual o dinheiro constava como tendo sido sacado. Fui assaltada dentro do banco pelo próprio caixa automático!!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fui imediatamente falar com a atendente, que embora gentil, não compreendeu a extensão do problema. Ela subiu as escadas, depois desceu as escadas, e deu a questão por resolvida: eles vão fazer o estorno na sua conta em até 48 horas. OK? Uma pinóia! Desde quando eu acredito no fio de bigode? Do dito pelo não dito? Que garantia tenho eu, uma reles cliente, de que a máquina bandida vai devolver o meu dinheiro? Quero falar com o gerente, agora!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Daí subi as escadas. Rezei toda a missa para o rapaz. Ele, também gentilmente, fez um interrogatório, afinal, poderia eu ter simulado tudo, por exemplo, afinal, o banco precisa ter todas as garantias, e afinal, isso é normal, como ele falou. Daí, surtei. Normal se for na tua conta, com o teu dinheiro, do teu salário. Eu quero o meu dinheiro de volta. Abra a máquina, a fórceps!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Ele me garantiu que o estorno seria feito. Acho que ele pensava que essa palavrinha estapafúrdia, es-tor-no, me faria deixar de ser uma cliente estorvo para ele. Eu disse que só sairia dali se ele escrevesse, assinasse e carimbasse tudo o que me disse. Sou desconfiada, neurótica, paranóica, psicótica? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não, sou vítima de um sistema que falha quando bem entende, que faz o que bem entende, que funciona quando quer, que tem pane quando quer, e a gente, pessoas, que espere o estorno em até 48 horas. Há câmeras, seguranças, portas anti-furto, máquinas automáticas programadas, senhas para atendimento com espera estimada entre 15 e 20 minutos - o que nunca acontece, sempre é quase uma hora - um número de funcionários - pessoas humanas - cada vez em menor número. Tudo isso por causa dessa coisa horrorosa inventada por nós - pessoas humanas - chamada dinheiro. E eu precisava do dinheiro para fazer um pagamento. E eu precisava do meu tempo para trabalhar. E eu saí da agência com um extrato assinado e carimbado pela gerência, com a garantia de que seria feito o estorno. E eu continuei a me sentir um estorvo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Minha querida amigairmã Valéria me convidou, à noite, para irmos passear. Olhar vitrines, jogar conversa fora, jantar comida chinesa, tomar café. Ela, um dream. Eu, in love. Cheguei em casa com meus filhos e o genrinho aguardando com carinho, cafezinho, chazinho, e, last but not least, uma lasanha e vinho tinto!!! QuebanQuete!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E hoje à tarde, minha amigairmã Valéria e eu fomos olhar vitrines, jogar conversa fora, saborear a salada de frutas com sorvete do Mercado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cheguei em casa com os pés doloridos de tanto bater perna com salto alto. Mas feliz! Lembrei-me então de um filme muito visto, Thelma &amp;amp; Louise (1991), dirigido por Ridley Scott. Um road movie sobre duas amigas que trocam uma vida monótona por uma viagem de fim-de-semana que vai transformar suas vidas. Em meio a encrencas, descobrem também o sabor da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cada dia que passa eu aprendo a voar mais, e menos rasante. Em bando, no bando das pessoas interessantes, que nos são caras, que nos acolhem, que nos sorriem, que nos fazem ver a vida pelo seu melhor ângulo. Deixamos de ser um estorvo, de nos preocuparmos com estorno, chegamos até a imaginar um mundo em que essa praga de dinheiro talvez não mais exista. E que em vez de máquinas automáticas autofágicas e rapinas, tenhamos momentos divertidos, prazerosos, simples e felizes, como esses, com os meus queridos e com os meus olhos verdes&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;&lt;strong&gt;Bom fim de semana&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#9999ff;"&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-7527397763584571963?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/7527397763584571963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/maquina-caloteira-o-estorno-e-o-estorvo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7527397763584571963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/7527397763584571963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/maquina-caloteira-o-estorno-e-o-estorvo.html' title='A máquina caloteira, o estorno e o estorvo'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpiFJeXOjzI/AAAAAAAAAQ8/mdTep_gnpoE/s72-c/Thelma%26Louise.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6545102748304032328</id><published>2009-08-27T21:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T22:07:18.004-07:00</updated><title type='text'>Noites brancas e noites escuras</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spdk-Z-vpGI/AAAAAAAAAQ0/-0KRxaE4YmU/s1600-h/two_lovers_poster_82110335_std.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374875703578698850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spdk-Z-vpGI/AAAAAAAAAQ0/-0KRxaE4YmU/s400/two_lovers_poster_82110335_std.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São tantos os filmes que falam sobre os amantes, sobre o amor e o desamor. Parece até que se surgir um novo filme sobre esse tema, será o mesmo que chover no molhado, falar sobre tudo o que já foi dito, fazer uma reprise, um remake de clichês sobre um dos temas caros demais e praticados de menos: amar e ser amado. Essa correspondência sensual, sexual e apaixonada que caracteriza o encontro de dois amantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois o filme que estréia no Brasil nesta sexta-feira, tem o nome de Amantes. Two lovers, de 2008, é escrito e dirigido por James Gray, e embora seja um drama romântico de ficção, certamente retrata a melancolia, os medos e as angústias que cercam as pessoas quando se vêem em situações que não conseguem lidar, como estar apaixonado por uma pessoa que está apaixonada por outra pessoa que por sua vez está também apaixonada... por quem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo? É possível romper com uma relação que transmite segurança, fortaleza, porto seguro, para entrar em uma relação de impulso, luz, desafio? Deixar uma família? Formar outra família? É verdadeiro amar alguém e se interessar por outro alguém? O que é amar de verdade? O que significa amar suficientemente alguém? O que você faria por alguém por amor?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste filme, Sandra (Vinessa Shaw) ama Leonard (Joaquin Phoenix) , que ama Michelle (Gwyneth Paltrow), que ama Ronald, que não deixa Sandra para ficar com Michelle. Leonard é bipolar, deprimido, suicida. Michelle simboliza a liberdade, a sincronicidade, a afinidade (até porque por trás de sua luminosidade esconde-se uma mulher atormentada e autodestrutiva) . Sandra representa a segurança, a lealdade familiar, a estabilidade econômica, e o status social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse conflito interior do protagonista me faz lembrar do genial escritor Dostoievski, que em 1848 escreveu a novela Noites Brancas. Nas noites de verão de São Petersburgo, o sol quase não se põe. Nesse cenário, um romance arrebatador - assim como a prosa de Dostoievski - acontece entre "o sonhador" e Nastenka, a personagem romântica. Alimentam sua vida de sonhos, e relutam em enfrentar a vida concreta. São tomados de um romantismo idealista, de fantasias, de sentimentos que se sobrepõem à lógica. São enamorados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como essa obra de Dostoievski inspirou o filme Um rosto da noite (1957) de Luchino Visconti, chega agora o filme Two lovers, com a trama envolvendo, muito mais do que um triângulo amoroso, uma rede de laços e de nós que transformam as noites brancas em noites escuras, pois não seria esse o preço a pagar por amar, de verdade, alguém?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Boa noite! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6545102748304032328?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6545102748304032328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/noites-brancas-e-noites-escuras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6545102748304032328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6545102748304032328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/noites-brancas-e-noites-escuras.html' title='Noites brancas e noites escuras'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Spdk-Z-vpGI/AAAAAAAAAQ0/-0KRxaE4YmU/s72-c/two_lovers_poster_82110335_std.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4966925594459550919</id><published>2009-08-26T20:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T22:24:12.059-07:00</updated><title type='text'>O amor, e ponto final</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpYJCHhGfMI/AAAAAAAAAQs/CwW02j3wupU/s1600-h/filadelfia-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374493137295539394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpYJCHhGfMI/AAAAAAAAAQs/CwW02j3wupU/s400/filadelfia-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem estréia marcada para 04 de setembro nas salas italianas o filme "L'Amore e Basta" (O amor e ponto final). O documentário, dirigido por Stefano Consiglio, apresenta o amor gay, do ponto de vista de nove casais de gays e lésbicas entrevistados em diferentes países da Europa. Trata-se de mais uma produção realizada com o intuito de dar voz aos homossexuais, de mostrar como eles e elas celebram o amor, a sexualidade, e como lidam com a discriminação tanto na vida pessoal como profissional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este assunto me faz lembrar de um dos melhores filmes que já vi a respeito: Filadélfia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta produção norte-americana de 1993, dirgida por Jonathan Demme e com roteiro de Ron Nyswaner, apresenta o grande ator Tom Hanks no papel de Andrew Beckett, um advogado homossexual que trabalha para uma conceituada empresa em Filadélfia. Ao ser diagnosticado com AIDS, é demitido. Ele contrata um advogado homofóbico, que com o tempo se dá conta do seu ridículo e injustificado preconceito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Filadélfia recebeu o Urso de Prata e Globo de Ouro de melhor ator, Oscar em 1994 de melhor ator, melhor canção original, entre outros prêmios. O que este filme omitiu, que foram as cenas de beijos ou quaisquer outras intimidades mais explícitas entre Andrew e seu parceiro (interpretado por Antonio Banderas), foi o que O Segredo de Brokeback Mountain veio mostrar mais tarde. Que todos se amam, todos se beijam, todos tem tesão, e há diferentes e diversas maneiras de amar. E de sofrer quando se reprime esse amor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A única relação transviada e na contramão é a falsa forma de amar. O não amar. O desapaixonar. As relações podem ser monogâmicas e serem puro tédio. Desamor. Prazo de validade vencido. Mantêm-se tão somente as aparências. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As relações podem ser heterossexuais e nem por isso são sinônimo de juntos para sempre, até que a morte nos separe, ou eterno enquanto dure. O mesmo com relação aos casais homossexuais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estar em uma relação é estar ligado a alguém. Enquanto houver essa ligação, essa conexão, essa química, que para uns é paixão, para outros é amor, haverá sentido em ficar junto. E cada um escolhe o par que lhe magnetiza, que lhe energiza, que lhe completa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que, então, tanta hipocrisia, tanto preconceito com as escolhas que as pessoas fazem? Em algumas situações, como a que este filme mostra, a perseguição é explícita, coagindo alguém, humilhando e difamando. Mas em muitas outras situações esse preconceito se manifesta de forma velada, e não por isso menos danosa. Como se uns fossem melhores do que outros, ou normais em relação a outros, ou saudáveis em relação a outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que o documentário italiano mostra, e também Filadélfia e vários outros filmes que tratam dessa questão, é que claro está, onde há amor, onde há paixão, há uma relação feliz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que isso é o que atormenta os "senhores da moralidade"? A essas pessoas, a resposta é: o amor, e ponto final.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4966925594459550919?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4966925594459550919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-amor-e-ponto-final.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4966925594459550919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4966925594459550919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-amor-e-ponto-final.html' title='O amor, e ponto final'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpYJCHhGfMI/AAAAAAAAAQs/CwW02j3wupU/s72-c/filadelfia-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8439802682761034307</id><published>2009-08-25T16:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T20:02:52.599-07:00</updated><title type='text'>Brad Pitt me dá sono</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpSlNW_8SFI/AAAAAAAAAQk/hbgU6nGO3cs/s1600-h/benjamim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374101904290498642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpSlNW_8SFI/AAAAAAAAAQk/hbgU6nGO3cs/s400/benjamim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Éramos quatro pessoas vendo O Curioso Caso de Bejamin Button. Filme dirigido por David Fincher, lançado em dezembro de 2008, e ganhador dos Oscars de Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Especiais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O curioso é que este filme, antes de ser lançado, prometia ser um arrasa-quarteirão de Oscars. Brad Pitt, no papel de Benjamin Button, era tido como favorito para este e outros prêmios de melhor ator. Acontece que para ser o melhor filme é preciso que se tenha a melhor história. E esse não é, curiosamente, o caso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O filme resultou da adaptação de um conto escrito por F. Scott Fitzgerald no ano de 1922. Um homem nasce velho, com cerca de 80 anos, e vai ficando jovem, até morrer bebê. A passagem de tempo invertida com relação à vida real é o mote para um drama, romance, enfim, uma história feita para emocionar e fazer pensar sobre o valor da vida, sobre como aproveitar o tempo da melhor forma possível. É a história da criança velha que cresce em cadeira de rodas e muletas, até chegar à vida adulta como o apolíneo Brad Benjamin Pitt.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na contramão de meus três parceiros de filme, meu filho, minha filha, e meu genrinho, eu não gostei do que vi. Não me comovi. Talvez porque a mensagem da história, que é o ponto central tanto do livro, como do filme, é algo que eu penso e desacredito há tanto, tanto tempo, que o filme não me acrescenta nada neste sentido. Aproveitar o tempo, ficar perto e de bem com quem se gosta, não se deixar levar por coisas pequenas, ser generoso, grandioso, fraterno... Benjamin poderia ter ressuscitado e ter sete novas vidas, que o mundo continuaria sendo uma Babel (filme, aliás, que eu gosto muito, e sobre o qual falarei em outro post). Aí, sim, teríamos um ponto de virada interessante no roteiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se no conto a história é perfeita,´porque somos levados a imaginar as transformações físicas, emocionais, psicológicas de Benjamin e dos que o cercam, no filme esta "sensação" é forçada, mediante sofisticadíssimas tecnologias digitais e efeitos de maquiagem. O diretor se esmerou, contratou a empresa Digital Domain, e um poderoso software que mesclou as caras e bocas de Pitt no corpo de outros que interpretaram Benjamin velho. Foram mais de 150 profissionais envolvidos no trabalho de efeitos visuais. O filme é um primor neste aspecto técnico. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como drama, acho arrastado, melodramático, previsível. Um roteiro previsível derruba o filme. Enquanto meus parceiros de filme viam e se comoviam com o que viam, eu fui dormir. Vejam! Consegui ir deitar mais cedo! Acho que vou ver esse filme hoje de novo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8439802682761034307?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8439802682761034307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-curioso-caso-do-roteiro-previsivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8439802682761034307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8439802682761034307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-curioso-caso-do-roteiro-previsivel.html' title='Brad Pitt me dá sono'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpSlNW_8SFI/AAAAAAAAAQk/hbgU6nGO3cs/s72-c/benjamim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6007054753124937256</id><published>2009-08-24T18:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T20:10:59.712-07:00</updated><title type='text'>Lutar, sempre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpNVOb6l2cI/AAAAAAAAAQc/-mly5PjQEWY/s1600-h/olutadorposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373732486883170754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpNVOb6l2cI/AAAAAAAAAQc/-mly5PjQEWY/s400/olutadorposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quando assisti Coração Satânico (dir. Alan Parker, 1987), além da atuação do consagrado ator Robert de Niro, chamou-me atenção aquele detetive particular, Harry Angel, que quanto mais se aprofunda na investigação, mais fica e torna o filme tenso, emocionante, um dos melhores filmes de suspense que já vi. O nome desse ator? Mickey Rourke. Um ano antes ele foi o protagonista do filme   Nove e meia semanas de amor, de Adrian Lyne, no qual esbanjava charme, beleza e talento. Além de ator, Rourke é boxeador. Seu rosto, antes irretocável, transformou-se em um punhado de peles repuxadas por várias cirurgias, que levaram para o esquecimento os papéis de galã. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O fato é que um ator deve ser mais do que um rosto bonito. Ou melhor, um bom ator não precisa nem ter um rosto bonito. A relação entre beleza e interpretação, entre embalagem e conteúdo, é algo a ser bem debatido. Para alguns produtores e estúdios, um é indispensável ao outro. Felizmente, nem todos pensam assim. Vejam grandes nomes do cinema internacional: Robert de Niro, Jack Nicholson, Harrison Ford, Sean Connery, Anthony Hopkins. A idade está chegando, o corpo dá sinais, e no entanto, seus filmes são sempre imperdíveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mickey Rourke era um homem tão bonito, que ficaram - ele e seu trabalho -  literalmente marcados pelas cicatrizes. Então, em 2008, foi a hora da virada. Voltar à cena. Entrar em ação. Dar uma voadora. Um vôo rasante. Pular no abismo. Sob a direção de Darren Aronovsky, Mickey Rourke deu vida ao personagem Randy "The Ram" Robinson, no filme O Lutador. Ele é um lutador de luta-livre decadente e movido a anabolizantes, Um dia tem um ataque cardíaco, e precisa escolher: parar de lutar, ou voltar aos ringues, para uma revanche que poderá levá-lo à vitória e à redenção.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;"The Ram" não tem uma boa relação com sua filha, tenta engatar um relacionamento amoroso com uma stripper, tenta sair de sua vida modorrenta de trabalho em um supermercado. Tenta achar um sentido em sua vida. Sentido que encontra quando está nos ringues, na arte da luta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hoje eu acordei triste. Não fui em uma reunião, perdi a vontade. À tarde, soube que o projeto de um documentário que havia sido aprovado com três votos, não ficou entre os selecionados para obter financiamento. Mais um projeto engavetado. Mais um sonho partido. Mais um meio ano que passa e pára. Mais um teste para confirmar ou não a nossa vontade, obstinação e persistência em fazer o que gosta, em lutar pelo que se quer.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ficam as cicatrizes. Não foi a primeira derrota, nem será a última. O rosto, outrora límpido, começa a enrugar-se. Sabedoria do tempo, nada como um dia após o outro. Se há algo que O Lutador e Rourke deixam claro, é que o sentido começa dentro da gente. A beleza, efêmera, deixa rastros na memória. O talento, lapidado, cresce com o tempo se não desistirmos de lutar. Sem anabolizantes. Sem fugas. Lutar é subir no ringue. Já estou no aquecimento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6007054753124937256?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6007054753124937256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/lutar-sempre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6007054753124937256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6007054753124937256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/lutar-sempre.html' title='Lutar, sempre'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpNVOb6l2cI/AAAAAAAAAQc/-mly5PjQEWY/s72-c/olutadorposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-250578387627308134</id><published>2009-08-23T19:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-23T20:52:25.726-07:00</updated><title type='text'>Discos de vinil e um homem de verdade</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373370943179138226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpIMZ0qZJLI/AAAAAAAAAQU/AZIFcEoVBV0/s400/altafidelidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem filmes muito bons que são lembrados especialmente pela marca deixada pelo seu protagonista. Filmes que talvez não fossem tão maravilhosos se não tivessem contado com aquele ator ou aquela atriz para o papel principal. São artistas que entram de tal forma no personagem, que fica impossível imaginar aquela história contada por um outro artista que não aquele. O sonho de todo o diretor e de todo o roteirista é encontrar um artista que expresse visceralmente a história. É interpretar, claro, mas pode ser mais do que isso, pode ser viver a vida do personagem, por um tempo, por umas cenas, por um período que poderá resultar em um filme para ser visto e revisto sempre.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu vejo um filme com John Cusack eu penso, esse artista existe, e John é um deles. Jovem, porém com um talento capaz de deixar uma marca nos filmes em que atua, como Quero ser John Malkovich, os Imorais, Identidade, e vários outros. John é versátil, mas é sempre ele mesmo. É incrível que ele transmite essa simplicidade na hora de atuar, fazendo-nos crer que é só chegar ali e sair a dizer as falas, e pronto, corta! É incrível que ele olha, caminha, fala, ouve, como se fosse algum conhecido nosso, alguém da nossa turma, ou amigo de um amigo nosso, alguém que a gente sabe que já viu em algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, imagine John olhando para a câmera, dizendo: “O que veio primeiro? A música ou a miséria? As pessoas se preocupam com crianças brincando com armas, vendo vídeos violentos, como se a cultura da violência fosse consumí-las. Mas ninguém se preocupa se escutam milhares de canções sobre sofrimentos, rejeição, dor, miséria e perda. Eu ouvia música pop porque era infeliz ? Ou era infeliz porque ouvia música pop ?”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;John interpreta Rob Gordon, no filme Alta Fidelidade (2000), sob a direção de Stephen Frears. Rob é um rejeitado. Mantém a quase falida loja de discos Championship Vinyl, e jutamente com dois amigos excêntricos (Jack Black e Todd Louiso), passam o dia fazendo a lista dos top five: as cinco melhores músicas para tocar no dia de sua morte, por exemplo. Rob decide fazer a lista dos top five foras amorosos que levou. E ao mostrar seus frustrados relacionamentos amorosos, ainda que de uma forma cômica, Rob e o filme passeiam por temas do universo masculino, como a insegurança, o medo de compromisso, e percepções sobre sexo, traição e paixão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alta Fidelidade é uma comédia romântica baseada em um livro com o mesmo nome, e que também inspirou a produção de uma peça teatral, A vida é cheia de som e fúria. A música é um ponto a parte no filme. É, seguramente, uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos. Dez entre dez faixas do filme são simplesmente imperdíveis, emocionantes, com músicas de Velvet Underground, Love, The 13th Floor Elevators, Bob Dylan, Kinks, Stereolab, Smog, Royal Trux.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rob é gentil, romântico, culto, e não tem sucesso amoroso. Rob é egocêntrico, convencido, infiel, e não tem sucesso amoroso. Rob é um pouco de cada homem. Rob é um homem que quer fazer o que gosta, e que não sabe se quer fazer o que gosta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto arruma sua vida, ele reorganiza a sua coleção de discos de vinil no chão de sua casa, ordenando de acordo com o que aconteceu em sua vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que Rob quer da vida, além de ouvir músicas que lhe tocam na alma -sim, os homens tem sentimento! - é compreender porque faz algumas coisas e não faz outras, enfim, por que é preciso crescer, amadurecer. Não repetir erros passados, não fazer de conta que é uma outra pessoa, não ter medo do futuro, não viver de fantasias. Mas olhar para a frente, e pensar nos top five passos para uma vida melhor: querer amar, querer ser amado, ouvir muita música, manter a coleção de discos de vinil, enfim, ser um homem de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-250578387627308134?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/250578387627308134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/discos-de-vinil-e-um-homem-de-verdade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/250578387627308134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/250578387627308134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/discos-de-vinil-e-um-homem-de-verdade.html' title='Discos de vinil e um homem de verdade'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpIMZ0qZJLI/AAAAAAAAAQU/AZIFcEoVBV0/s72-c/altafidelidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4295687476303172199</id><published>2009-08-22T21:18:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T22:32:52.225-07:00</updated><title type='text'>Os quatro Lebowskis</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpDMSdbMpPI/AAAAAAAAAQM/emFnpKQxI-s/s1600-h/sebebernaocase_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373018972961416434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpDMSdbMpPI/AAAAAAAAAQM/emFnpKQxI-s/s400/sebebernaocase_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpDMDRnFcFI/AAAAAAAAAQE/Nl5pusub1W0/s1600-h/sebebernaocase_6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373018712092012626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpDMDRnFcFI/AAAAAAAAAQE/Nl5pusub1W0/s400/sebebernaocase_6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois no post de ontem terminei à procura de Lebowski, e hoje encontrei quatro! Explico. Fui com meus filhos assistir Se beber, não case!, comédia dirigida por Todd Phillips,  que trata de uma festa de solteiro sem mostrar a festa. A história gira em torno das peripécias de quatro amigos trapalhões que vão a Las Vegas, para realizar uma despedida de solteiro. Depois de uma noitada no Caesar Palace, o noivo desaparece, e os três atrapalhados padrinhos acordam diante de uma galinha, um tigre, um bebê, uma suíte completamente destruída, e um mistério: o que aconteceu naquela noite?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O filme é um sucesso de público nos Estados Unidos, onde já conquistou a maior bilheteria da história em comédia para maiores de 18 anos. Apresenta os ingredientes de uma história já contada em outros filmes - a despedida de solteiro - mas sob uma ótica original. Apresenta uma espécie de road movie só para homens com mais de 30 anos, mas com um entrosamento no elenco que torna as cenas no carro sempre hilárias, que em alguns momentos lembra John Travolta e seus amigos em Motoqueiros Selvagens. Pode não ser original, mas é diversão garantida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o que se espera de uma comédia é que faça rir. As piadas podem ou não ser novas, desde que bem contadas e bem interpretadas, e o filme funciona assim. Não vá assistir esperando ver um grande filme, porque ele é despretensioso, e é bom justamente por isso. Tenho certeza que a equipe e o elenco se divertiram muito gravando as cenas, especialmente com o tigre. E um elenco formado por atores pouco ou nada conhecidos, com exceção do novo galã Bradley Cooper, que manda bem, mas é mais conhecido pelo envolvimento com atrizes como Jennifer Aniston e Renée Zellweger.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As comédias norte-americanas oscilam entre o humor escrachado e rasteiro, e algumas poucas vezes com histórias mais refinadas. Normalmente, ficam na memória as comédias românticas. Se beber, não case me fez lembrar do humor negro e cativante dos Irmãos Coen. E de Lebowski. Em vez de um homem grandão atrapalhado, chapado e ingênuo, ganhamos quatro Lebowskis, cada um à sua maneira: o gordinho doido, o dentista reprimido, o noivo certinho, o bonitão que lidera a manada para o precipício. Mas são amigos, são grandes amigos, esses quatro doidos e cativantes Lebowskis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Bom domingo!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4295687476303172199?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4295687476303172199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-quatro-lebowskis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4295687476303172199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4295687476303172199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-quatro-lebowskis.html' title='Os quatro Lebowskis'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SpDMSdbMpPI/AAAAAAAAAQM/emFnpKQxI-s/s72-c/sebebernaocase_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4937332547898641031</id><published>2009-08-21T18:43:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T20:55:24.969-07:00</updated><title type='text'>Procura-se Lebowski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So9fwLmrBqI/AAAAAAAAAP8/g-IHEHjEViY/s1600-h/biglebowsky.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372618161829643938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 281px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So9fwLmrBqI/AAAAAAAAAP8/g-IHEHjEViY/s400/biglebowsky.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou com sono, mas não vou dormir antes de escrever. Nem vou conseguir escrever pensando em dormir. Nem quero dormir sentada, como quase aconteceu há instantes. Quero ter uma idéia, uma sugestão de inspiração, e ela não chega. Então, pergunto a mim mesma: se eu tivesse que falar sobre algum filme diferente, sobre qual eu falaria? Minha memória vai imediatamente para o ano de 1991. Lá estava um grande ator, no papel de um grandão e grande personagem, Jeff Lebowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lebowski é um hippie, tudo o que ele quer da vida é ficar na paz e no amor. Nesta comédia excêntrica dos Irmãos Coen, o "dude", cara que se acha, é um grande bobalhão. Ele se envolve em confusões, quebra-cabeças, sequestros, ameaças. Sua vida pode ser tudo, menos sem graça. Lebowski tem a capacidade de não fazer nada e ainda assim se incomodar. Quanto mais ele quer fumar o cachimbo da paz, mais o seu grande e neurótico e veterano de guerra e amigo Walter (John Goodman) o empurra para mais confusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de especial nesse filme, além de ser, como eu já disse, excêntrico? Para alguns, é considerado um filme menor dos cultuados irmãos Coen. Para outros, um dos filmes que mais simbolizam a criatividade, a ousadia e a linguagem peculiar dos irmãos Coen. Para mim, O Grande Lebowski é um Grande Filme em primeiro lugar porque conta com a atuação maravilhosa e inspirada de Jeff Bridges. Jeff já fez vários papéis, do drama ao suspense, e em todos está sempre muito bem. Mas neste filme eu fico com a sensação de que existe um Lebowski de verdade, é impossível que não exista, depois de ver sua performance. Ele é um cara legal, muito gente boa, ele parece um urso, grande e acolhedor, ele é desajeitado e por isso é charmoso, ele é sem-grana e por isso muito semelhante às pessoas reais. Sabe aquele cara que senta no bar para conversar, que fuma um baseado para viajar, que sempre tem um ombro para ouvir pela milésima vez o desabafo de um amigo, por mais pirado que ele seja? Ele é o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a história. Se vocês prestarem bem atenção, encontrarão várias semelhanças entre O Grande Lebowski e Fargo, esse filme, sim, a verdadeira obra-prima dos Irmãos Coen, e um dos meus filmes de cabeceira. Além de serem dos Coen, existe suspense, sequestro, uma mala, segredos, confusões, mal-entendidos, ganância pelo dinheiro, e um protagonista que é um grande bobalhão. Me parece que os Irmãos Coen brincam e se divertem o tempo todo, enquanto escrevem, enquanto dirigem. Talvez por isso seus filmes são de um humor diferente, de uma inteligência perspicaz. Eles viajam enquanto filmam, eles levam ao pé da letra a vontade de criar uma história, de transformar essa história em filme. Viajam mesmo. Escolhem os atores certos, e temperam com um humor refinado que nos presenteia com filmes como Fargo, e, é claro, o nosso querido amigo azarado, ruim de grana, bobalhão, mas simplesmente irresistível: Lebowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lebowski é um daqueles personagens que eu gostaria de rever em outro filme, é uma daquelas pessoas que se conhece por uma casualidade do destino, que apareceu e que se foi, mas deixou sua marca. Que você não esquecerá. Que você ficará feliz se reencontrar. Por ser tão simples, Lebowski é um dos personagens mais complexos, na minha apreciação. Suas ações, as mais banais ações, nos faz refletir sobre como é difícil para alguém de verdade ser simples assim. Se nos anos 90 Lebowski encarnava o último grande hippie, como viveria ele hoje, no século 21, em pleno mundo capitalista pré-apocalíptico? Ou será que seu ressurgimento poderia significar uma opção para combater esse mundo em queda livre? Imagine um exército de Lebowskis. Gente do bem do tipo pode-me-provocar-que-eu-não-to-nem-aí. A não ser que levem o tapete dele.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Procura-se Lebowski! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4937332547898641031?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4937332547898641031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/procura-se-lebowski.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4937332547898641031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4937332547898641031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/procura-se-lebowski.html' title='Procura-se Lebowski'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So9fwLmrBqI/AAAAAAAAAP8/g-IHEHjEViY/s72-c/biglebowsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5644306585804265801</id><published>2009-08-20T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-20T20:55:07.022-07:00</updated><title type='text'>Os olhos verdes e Lenine</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So4WXWnNS-I/AAAAAAAAAP0/E20tUjdFCYU/s1600-h/dignidade_ninguens.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372255995962412002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So4WXWnNS-I/AAAAAAAAAP0/E20tUjdFCYU/s400/dignidade_ninguens.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O cansaço é uma sensação de exaustão. Vai tomando conta, às vezes aos poucos, às vezes de forma fulminante. E ainda nem é sexta-feira! Mas as olheiras estão maiores, a insônia quebrou seu recorde, e o trio-maravilha chuva-vento-frio me deixa louca! Quero minha vida de volta! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Daí, meus olhos verdes me leva para jantar. Depois, pergunta, preocupado, qual foi a última vez que eu havia jantado? Pergunta se eu almoço. Acho que ele me imagina com overdose de coca-cola e café preto 24 horas por dia. Ele quer saber se eu vou dormir bem esta noite. Pede, sutilmente, que eu me distancie um pouquinho do computador. Eu o escuto atentamente. Gosto de saber que ele se preocupa comigo. Eu não viveria sem a coca e sem o café, nem tampouco respiraria sem o computador e o desfibrilador... E já me acostumei a trocar almoços e jantas por qualquer coisa que eu possa aquecer no microondas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Pena que o microondas fique longe do computador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ele diz que vai dar um jeito de soltar um fio, fazer faltar luz, qualquer coisa, que me impeça de virar a noite no computador. Mas ele lê o que eu escrevo. Ele me leva para tomar café. E falamos de filmes, e filmes, e filmes, hoje foi sobre John Cusack. Só discordamos no final do encontro, ouvindo Kiko Zambianchi, que nós adoramos, mas daí eu falei no Lenine. Perguntei se ele gosta, e ele disse que sim, uma ou outra música, mas eu disse que Lenine é lindo, ele não acreditou, ele é muito feio. Daí, eu quase coloquei tudo a perder. Tive vontade de dizer, Lenine é lindo, ele me lembra Eddie Vedder, que é lindo, que é a minha cara metade, só falta ele me conhecer para saber disso. Como eu estou prestes a fazer aniversário-&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; penso que a idade tem que servir para alguma coisa - me aquietei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;E cá estou eu, a escrever sobre essas horas agradáveis, efêmeras, sutis, momentos de gentilezas, de delicadezas, que fazem um bem danado à pele e à alma da gente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Tocou o telefone agora, era meus olhos verdes, queria saber se eu fiquei chateada com alguma coisa. Eu estranhei a pergunta, daí fiquei pensando se eu o teria chateado com alguma coisa, daí lembrei de Freud, Jung e mandei eles irem dormir, e disse não, claro que não!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;E agora, de volta às teclas, penso cá com meus botões. Lenine, Lenine, não me atrapalhe mais. Quero minha vida de volta!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Bons sonhos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;DICA DA CINÉFILA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;:Uma mostra de filmes já disponíveis na internet, e que objetiva abordar temas relativos ao movimento anti-globalização e a contemporaneidade, será exibido nos dias 22 e 29 de agosto, e nos dias 05, 12, 19 e 26 de setembro, sempre às três da tarde, no Auditório da Escola Téncnica da UFRGS.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O professor Paulo Albuquerque (FACED/UFRGS), organizador do evento, salienta que esta mostra vai permitir ao público ter acesso a documentos audiovisuais pouco conhecidos. Para quem quer mesmo ver bons filmes, segue a programação:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;22-08 BRAD WILL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Uma noite nas barricadas. Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmera cai, mas continua gravando. Essa câmera passa de mão em mão, contando a história de Brad. E um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização. Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Oaxaca... Por trás da câmera estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV.Direção: Videohackers&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;29/08 - GOOD COPY, BAD COPY &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Com diversas entrevistas os diretores conseguiram captar a tensão existente no debate atual entre detentores de conteúdo da indústria tradicional e artistas da nova indústria. O nome "good copy, bad copy" alerta sobre o papel que o direito autoral pode desempenhar tanto para aprisionar estas novas formas de expressão cultural, quanto para libertar a cultura permitindo uma revolução criativa. Direção: Andreas Johnsen, Ralf Christensen&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;05/09 - CRUZANDO O DESERTO VERDE + SOJA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Cruzando o Deserto Verde reúne depoimentos denunciativos de um processo de implantação que não respeitou nem a cultura nem o território de tribos indígenas, quilombo, pescadores e produtores rurais, desarticulando seu modo de vida e provocando a destruição de rios e da Mata Atlântica, restando apenas um deserto verde. Soja, em nome do progre$$o é um documentário produzido pelo Greenpeace, sobre o avanço da soja na Amazônia e suas consquências tanto para a floresta quanto para a população do Pará. Mostra o conflito entre os ativistas e os proprietários de terra que dominam a política local. Direção: Fernando Solanas Duração: &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;12/09 - A REVOLUÇÃO DOS COCOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;A Revolução dos Cocos relata a luta do povo de Bougainville (ilha do pacífico) contra a mineradora inglesa multinacional Rio Tinto Zinc, e depois por sua independência contra o exército Australiano e mercenários. Lutando e resistindo contra um cerco de 7 anos a população inventou meios alternativos para sobreviverem como energia elétrica, comida e remédios derivados do único material abundante na ilha, cocos. Direção: Dom Rotheroe&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;19/09 - A DIGNIDADE DOS NINGUÉNS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Este documentário reúne histórias comoventes da resistência social na Argentina frente ao desemprego e a fome resultantes do avanço do capitalismo globalizado. Relatos de solidariedade e pequenas epopéias contadas por seus protagonistas, heróis anônimos que em meio à revolta frente a um contexto de genocídio por descaso social, foram capazes de criar e desenvolver propostas coletivas e autogestionárias.Direção: Fernando Solanas&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;26/09 - OCUPAÇÃO 101&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;É provavelmente o melhor documentário para compreender o conflito existente entre Israel e a Palestina. Roubo de terra, prisões sem julgamento, estupros, assassinatos, humilhações, brutalidade banalizada, covardia e desonestidade a que estão submetidos os palestinos pelo estado e a sociedade civil israelense. Direção: Abdallah Omeish&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5644306585804265801?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5644306585804265801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-olhos-verdes-e-lenine.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5644306585804265801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5644306585804265801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-olhos-verdes-e-lenine.html' title='Os olhos verdes e Lenine'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/So4WXWnNS-I/AAAAAAAAAP0/E20tUjdFCYU/s72-c/dignidade_ninguens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6982510827839842058</id><published>2009-08-19T22:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T23:34:04.563-07:00</updated><title type='text'>A terra prometida e o terremoto</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SozpQyJagRI/AAAAAAAAAPk/hlq7vzDs-WE/s1600-h/terra_prometida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371924930094596370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SozpQyJagRI/AAAAAAAAAPk/hlq7vzDs-WE/s400/terra_prometida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma história sensível, uma adaptação sensível para o cinema, com uma direção e atuações tocantes e impecáveis. Um filme para ser visto sempre, e em cada vez se perceberá algo de novo naqueles silêncios e naqueles olhares. Esta é a minha apreciação sobre o curta-metragem Terra Prometida (2006). Com roteiro e direção de Guilherme Castro, o filme é baseado no conto homônimo de Tailor Diniz, publicado no livro Trégua para o Silêncio (1994). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Escrevo hoje sobre Terra Prometida, primeiro porque é um de meus curtas prediletos, e segundo porque há poucos dias falei que o Festival de Gramado precisa de uma auto-avaliação urgente. Qual é a relação? É que foi este Festival, no ano de 2006, que premiou Terra Prometida com os Kikitos de melhor filme, melhor direção em curta 16mm, e melhor atriz, para Aracy Esteves. E deveria ter premiado também o Alfredo Barros pela montagem, que nesta obra já fazia emergir o seu estilo alfrediano de montar, tão irrepreensível quanto sensível. Cinema puro. Pura arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canabarro é um fazendeiro que vai ao velório de Chico, seu empregado, para prestar sua solidariedade à família e, é claro, não perder a ocasião para manifestar seu interesse em ajudar a família, cujas terras são de seu interesse. Há ocasião melhor do que um velório para tratar de negócios? A mãe de Chico, porém, desconfia das intenções e da causa da morte do filho. Acidente de trabalho? De percurso? Ou conflito de interesses? Olhares e silêncios fulminam, falam por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra Prometida recebeu vários outros prêmios, no 39º Festival de Brasília, 8ª Mostra Londrina de Cinema, 1º Festival de Cinema e Vídeo de Muriaé, e Menção especial pela direção e brilhante interpretação de Araci Esteves, Festival Internacional de Cortometrajes "Oberá en cortos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes como Terra Prometida mostram que o cinema gaúcho promete. E faz o que promete. Filmes de qualidade técnica, e especialmente realizados por cineastas que tem essa sensibilidade, essa perspicácia para transformar dores, perdas, intrigas, segundas intenções, deslealdades, ingenuidades, e toda a sorte de ditos, não ditos e mal-ditos por meio da linguagem audiovisual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes como Terra Prometida mostram que há uma razão de ser para a existência dos festivais. Que existam, e que tenham vida longa, desde que realizados com a intenção e a coerência de exibir, debater e premiar obras que vieram ao mundo para dizer alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto aqui, na semana passada, homenageava-se a Xuxa, logo ali, em São Paulo, o festival de Curtas exibirá mais de 300 filmes com entrada gratuita. O evento completa  20 anos, com o nome de Curta Kinoforum - Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.&lt;br /&gt;Começa nesta quinta e vai até o dia 28, com a exibição de centenas de filmes nacionais e estrangeiros, em onze salas da capital paulista. Tem produções de diversos estados, que serão distribuídos nas chamadas Mostra Brasil, Panorama Paulista, Mostra Internacional, Mostra Latino-Americana, Mostra Infantil. Uma Mostra Chilena, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para matar de vez e de inveja os cinéfilos que lá não poderão estar, como eu, haverá também programas especiais e atividades paralelas como Escritas de Cinema, com o debate sobre a importância dos curtas na atualidade, relacionando as novas mídias, as diversas formas de produzir e exibir vídeos. Terá o Colóquio Pensar e Fazer Cinema, e oficinas como Crítica Curta, com Sérgio Rizzo, produção de textos e de vídeos de até três minutos.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Cineastas e cinéfilos dos pampas, esta Terra promete. Outras terras, enquanto isso, fazem verdadeiros terremotos culturais, para o bem da arte cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Bom dia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6982510827839842058?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6982510827839842058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/terra-prometida-e-o-terremoto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6982510827839842058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6982510827839842058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/terra-prometida-e-o-terremoto.html' title='A terra prometida e o terremoto'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SozpQyJagRI/AAAAAAAAAPk/hlq7vzDs-WE/s72-c/terra_prometida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8406817161492619024</id><published>2009-08-18T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T20:23:55.120-07:00</updated><title type='text'>Dois mil dólares de carinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SottwHgpxXI/AAAAAAAAAPc/HULVzAojgNg/s1600-h/confissoesdeumagp_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371507653986600306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SottwHgpxXI/AAAAAAAAAPc/HULVzAojgNg/s400/confissoesdeumagp_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o que escreverei hoje? Olho em torno de mim, de olhos fechados. Penso: onde meus olhos abrirem e pousarem o olhar, aí estará a história de hoje. Abro os olhos, e miro um livro de Jean-Paul Sartre. Aproximo o olhar para ler o nome do livro. Quando leio, cerro os olhos, meio que envergonhada, meio que excitada. A Prostituta Respeitosa. Entre as várias obras do escritor e filósofo francês, esta pode ser considerada mais amena, menos complexa. É uma peça teatral em um ato e dois quadros. Mas basta começar a ler a história da prostituta Lizzie, para compreender a profunda metáfora que ele cria em torno da França, um país dividido entre os alemães e os aliados, os colaboracionistas e a resistência. Vender-se. Para quem e por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta peça escrita em 1946, Sartre aborda situações de violência, opressão e racismo, critica a sociedade norte-americana baseada na exploração. Uma grande potência que se espalha sobre países em desenvolvimento. Os tempos passam. Mudam os nomes, mas não a situação. A exploração de um sobre o outro. Quem se vende para quem, e por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade trata com respeito a prostituta de luxo, e trata com desprezo a prostituta do lixo. Há níveis na sociedade da hipocrisia. Do tráfico à exploração sexual de menores, e do oferecimento de sexo pago a senhores de fina classe, há uma tênue, porém, marcante diferença. Na primeira situação, crianças e adolescentes são vítimas de um sistema abusivo, mercenário, que mira lucrar 100 por cento com custo zero. Na outra situação, a complexidade psicanalítica de um ato sexual que é tão somente um ato sexual e ao mesmo tempo é muito mais do que um ato sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme Anjos do sol (2006) dirigido por Rudi Lagemann, mostra a vida de Maria, uma menina nordestina que aos 12 anos de idade é vendida pela própria família para um recrutador de prostitutas. Ela faz sexo pago. Ela é prostituta? Ela sofre abusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta norte-americano Steven Soderbergh faz uma apresentação mais respeitosa, diria Sartre, sobre a vida de Chelsea, uma garota de programa de luxo que oferece um pacote incluindo sexo, conversa, acolhimento aos seus carentes e ricos clientes da alta sociedade. Ela é prostituta? Ela é uma namorada de aluguel, é um oráculo de prazer, é uma mulher que trabalha e ganha dois mil dólares em uma hora de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme, "Confissões de uma garota de programa" (2009) mostra a possibilidade de que, em uma sociedade capitalista pré-falimentar, ou, nos meus termos, na sociedade capitalista pré-apocalíptica, se possa vender a idéia de um tempo de prazer associado a uma relação humana autêntica, íntima, de entrega total, tanto sexual como interpessoal. Por dois mil dólares, é possível se entregar ao prazer, se entregar ao êxtase. Pagar para conversar. Pagar para dar e receber conselhos. Pagar para se queixar da vida, do dia-a-dia. Pagar para pedir atenção. Depois, volta-se para a vida de sempre, com a crise econômica, com a campanha eleitoral, com a concorrência por um lugar ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de tanta carência afetiva, de tanta falta de sentido na vida, a prostituta respeitosa, do luxo e do lixo, nada mais são do que os oráculos de uma sociedade que grita emudecida pela falta de mais entrega verdadeira, de mais doação de amor de verdade. O fato de Soderbergh dirigir uma atriz pornô em um filme no qual ela não faz sexo, uma prostituta que confessa e que é confessionária, é uma visão bem interessante deste cineasta que assina filmes como Traffic, Che, Erin Brockovich e o clássico Sexo, mentiras e videotape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho o livro do Sartre, imagino a peça encenada, e fecho os olhos lembrando da triste cena em&lt;br /&gt;Anjos do sol quando uma das meninas é arrastada por uma corda amarrada em uma caminhonete, até a morte, porque tentou fugir daquela vida. O sistema de exploração só existe, se sustenta e se mantém porque existe o explorador e existe o explorado. Com todo o respeito, o sistema invade os lares, os casais, as famílias, quebrando a bolsa, desvalorizando o dólar, reacendendo a guerra fria. Vender-se para quem, e por que? Se tudo o que todo mundo precisa, como bem sabem Lizzie, Maria e Chelsea, é apenas carinho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Boa noite.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8406817161492619024?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8406817161492619024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/dois-mil-dolares-de-carinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8406817161492619024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8406817161492619024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/dois-mil-dolares-de-carinho.html' title='Dois mil dólares de carinho'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SottwHgpxXI/AAAAAAAAAPc/HULVzAojgNg/s72-c/confissoesdeumagp_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5083252759704360018</id><published>2009-08-17T20:50:00.000-07:00</published><updated>2009-08-21T20:56:02.338-07:00</updated><title type='text'>Elementar, meus caros leitores</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SopDDcxPTuI/AAAAAAAAAPU/S6nN1rtKhj0/s1600-h/sherlockholmes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371179232134123234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SopDDcxPTuI/AAAAAAAAAPU/S6nN1rtKhj0/s400/sherlockholmes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Cocaína no cachimbo, fumacinha saindo da mente do mais famoso investigador de todos os tempos. O personagem Sherlock Holmes, criado pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle, será levado às telonas neste ano, no filme de Guy Ritchie, com Robert Downey Jr. no papel de Holmes, Jude Law no papel do Dr. Watson, e Brad Pitt como o professor Moriarty, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;o arquiinimigo de Holmes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Tudo começou quando Doyle, então aluno do curso de Medicina em Londres, passou a observar o jeito excêntrico de seu professor, o cirurgião Joseph Bell. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Além de ser extremamente capaz em sua profissão, ele costumava diagnosticar sobre o corpo e o comportamento de seus pacientes, que lhe eram costumeiramente estranhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Doyle declarou, a respeito de sua fonte de inspiração: "Ele era magro, vigoroso, com rosto agudo, nariz aquilino, olhos cinzentos penetrantes, ombros retos e um jeito sacudido de andar. A voz era esganiçada. Era um cirurgião muito capaz, mas seu ponto forte era a diagnose, não só de doenças, mas de ocupações e caráteres." Observação e dedução. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Assim era Sherlock Holmes. Observa e deduz. Um detetive-consultor. Arrogante, cheio de manias, cheio de talentos, e cheio de contemplações certeiras e desconcertantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Elementar, meu caro Watson...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;É, sem dúvida, a fonte de inspiração para o surgimento do mais genial personagem criado para uma série de tv. Gregory House é médico, viciado em Vicodin, músico de ocasião, tão arrogante quanto genial em diagnosticar doenças, mentes, comportamentos. House tem olhos penetrantes, um jeito sacudido de andar, é um médico que investiga a alma do paciente, e quanto mais difícil for o caso, mais ele se diverte, mais sua mente trabalha, observa e deduz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Holmes e House, ambos moram no apartamento 221, e ambos tem um melhor amigo: o Dr. Watson, amigo de Holmes, e o Dr. Wilson, amigo de House. Somente Watson e Wilson conseguem apoiar, estimular, suportar, aguentar duas personas tão intrigantes e complexas.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como Holmes, como House.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;A vida de Sherlock Holmes, dedicada a elucidar toda a sorte de mistérios e crimes, teria acabado misteriosamente com um crime: Holmes, assassinado aos 69 anos, em seu apartamento 221. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O homem que virava noites sem dormir e sem comer, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;fixado em desvendar mistérios e enigmas, foi acabar desse jeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Nós, que adoramos investigações inteligentes, poder de dedução com base em um mero olhar, ou desvio de olhar, não aceitamos a morte do personagem. Ele já havia morrido, em uma cena com Moriarty, nas cataratas de Reichenbach, na Suiça. Fãs de todas as partes do mundo protestaram, e o autor ressuscitou Holmes, com aquele truquezinho sem graça de roteiro do tipo, fingiu que morreu para investigar melhor os crimes. Mas tudo bem, o que importa é que Holmes ressurgiu das trevas. E agora, no filme de Guy Ritchie, a dúvida é saber se o Iron Man,&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;com a ajuda de Alfie, acabará com o Mr. Smith. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu, que tenho virado noites sem dormir, sem saber que estava imitando o grande detetive-consultor, fico aqui a pensar e deduzir, friamente, logicamente:&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;estou doente, preciso de ajuda, por favor, alguém chame logo o doctor House?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Elementar, meus caros leitores, elementar...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5083252759704360018?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5083252759704360018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/elementar-meus-caros-leitores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5083252759704360018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5083252759704360018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/elementar-meus-caros-leitores.html' title='Elementar, meus caros leitores'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SopDDcxPTuI/AAAAAAAAAPU/S6nN1rtKhj0/s72-c/sherlockholmes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3380998119174479112</id><published>2009-08-16T19:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T08:40:26.843-07:00</updated><title type='text'>Álbum de família</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SojT-9a9RWI/AAAAAAAAAPE/QWhi6TwbE2I/s1600-h/stanotuttibene.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370775634232296802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SojT-9a9RWI/AAAAAAAAAPE/QWhi6TwbE2I/s400/stanotuttibene.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;- Olá, como vai, tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O que você responderia?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;- Oi, tudo bem, e tu? - creio que essa seria a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Será que estamos bem, mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Será que temos o direito de responder ao outro "Não, não estou bem, na verdade não estou nada bem, porque minha filha me ignora, meu filho vai morar com a namorada, meu filho morreu e nunca mais vou vê-lo, meu emprego é uma merda, meu salário é uma merda, a vida é uma merda, eu sou uma merda, tu também é uma merda"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e outras respostas afins.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Podemos responder, "Sim, estou bem, estou muito bem, pra falar a verdade, nunca estive melhor em minha vida, apesar de minha filha me trocar pela madrasta, apesar de meu filho não morar mais comigo, apesar de meu filho estar em um outro plano sem dúvida melhor que este, apesar de todas as merdas unidas &amp;amp; reunidas, eu estou muito bem, obrigada. E você?"&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Olho os porta-retratos, que eu colecionava. Olho para um gigantesco álbum de família que literalmente preguei na parede em minha casa, com fotografias minhas de infância, de minha família, de pessoas queridas que, umas se foram, outras, mesmo ficando, também se foram, e todas, ficando ou não, estão em minha memória, fazem parte de minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E no entanto, a vida de cada um é a vida de cada um. Uma das fotos que eu mais adoro olhar, e não é só porque estou bem jovem e magrinha naquela foto, mas é porque estou tão redondamente feliz, que não canso de olhar e reviver aquele instante, fugaz, quando estacionamos o carro perto do Rio das Antas para tirar uma foto, eu, meu filho mais velho, que tinha ali uns quatro aninhos, e minha filha que ainda era bebê, um grande e fofo bebê no meu colo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Lembro de minhas amigas, das que tem filhos, e também das que não tem, mas que de alguma forma convergem seu instinto maternal para cãezinhos, periquitos, causas sociais. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Lembro que em cada fotografia dos álbuns de família os sorrisos escondem as lágrimas. Os abraços escondem os empurrões. As reuniões escondem as desuniões. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O único e verdadeiro amor incondicional é o que nutrimos por nossos filhos. O amor generoso, o amor bondoso, o amor desapegado, o amor de quem deseja sempre a felicidade. Acredito que esse amor possa acontecer também em outros campos da vida afetiva, entre irmãos, com parceiros, com amigos, com parentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas na vida interrompemos ou somos interrompidos nessas relações, eternas enquanto duram. Com um filho, não é a mesma coisa. Meu filho, não importa a idade que tenha, eu peço que se agasalhe para não pegar um resfriado. Eu choro com sua tristeza, eu sorrio com sua alegria, eu luto em sua luta, eu sou o começo, o fim e o meio, como disse Raul Seixas, de uma nova geração a qual somos ligados a vida inteira. Nas presenças e nas ausências.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Até nossos sonhos se transformam e se fundem nos sonhos de nossos filhos. Por exemplo, podemos adorar ópera e viajar pelo mundo. Mas o melhor programa do mundo passa a ser, por exemplo, as reuniões com os filhos, em casa, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;nem que seja uma vez por ano, nem que seja no dia do aniversário. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O aposentado Matteo Scuro é fã ardoroso de ópera. Ele esperou em vão a reunião com os filhos em seu aniversário. Seus filhos foram todos batizados com nomes de cantores de ópera (Álvaro, Tosca, Giuliano, Norma). Scuro decide viajar pela Itália, visitar cada um de seus filhos. O que ele descobre, é que a verdade vai aparecendo quando ele e sua família decidem encarar a vida de frente, e não viver sobre uma mentira, abraçados sorridentes fazendo pose para um foto. Esta dolorosa viagem de descoberta acontece no filme Estamos todos bem (1989), dirigido por Giuseppe Tornatore. O sensacional ator Marcello Mastroianni interpreta Matteo, um homem que depois dos setenta anos se dá conta da mentira que construiu para si e para sua família, na expectativa de que todos estivessem bem, de que todos sempre estiveram e estariam bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então, se é isso o que realmente queremos, para nós e para os outros, vamos fazer uma viagem como a de Matteo. Pelos nossos interiores, pelos corredores, pelos labirintos. Deixando os outros irem. Para que em algum dia, quando alguma foto saltar desse álbum da família e perguntar, como estás?, tu possas dizer, do fundo de teu peito e de tua alma, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;que estás bem, que estás muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Fiquem bem!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3380998119174479112?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3380998119174479112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/album-de-familia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3380998119174479112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3380998119174479112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/album-de-familia.html' title='Álbum de família'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SojT-9a9RWI/AAAAAAAAAPE/QWhi6TwbE2I/s72-c/stanotuttibene.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-2211490903615935152</id><published>2009-08-15T20:45:00.000-07:00</published><updated>2009-08-15T22:07:40.703-07:00</updated><title type='text'>Uma loira vencedora no tapete vermelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoeT51kdCiI/AAAAAAAAAO8/X2JQSHCuaW0/s1600-h/Corumbiara.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370423702504409634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoeT51kdCiI/AAAAAAAAAO8/X2JQSHCuaW0/s400/Corumbiara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os cinéfilos adoram filmes e tudo o que diz respeito a filmes. Festivais, por exemplo. Esses são os momentos de encontro, exibição, apreciação pelos críticos e pelo público de filmes de vários gêneros, várias nacionalidades, vários profissionais, produtores, distribuidores e, é claro, muito marketing pessoal e glamour. O tal tapete vermelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não precisamos de um tapete vermelho para vermos um filme bom. Mas um filme bom que passa pelo tapete vermelho ganha um outro status, um outro olhar. O tapete vermelho recebe solene e pomposamente as celebridades e as instantâneas celebridades, cultua o fascínio que as pessoas, os seres normais, tem pelos artistas, os seres de uma galáxia muito distante... Los Angeles, Hollywood, Projac...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os verdadeiros cinéfilos sabem que há um limite até para adorar cinema. O bom senso. Uma coisa é respeitar tradições, incentivar iniciativas de divulgação dos filmes, confraternizar em momentos nos quais os que fazem cinema o ano inteiro podem se encontrar, trocar idéias e farpas... Outra coisa é continuar apostando em eventos que não passam de uma encenação, uma cópia mal feita de cerimônias norte-americanas, das quais o Oscar é o mais famoso, mundialmente conhecido pela chatice e pela reunião de galãs e desfiles de moda no tal tapete vermelho. Provinciano demais para quem almeja as estrelas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Festival de Gramado acontece no Rio Grande do Sul desde 1973. Ganhou reconhecimento internacional, tem trazido cineastas e artistas de vários países e de várias regiões do Brasil. Mas algo não vai nada bem neste festival, como prova a 37ª edição, terminada há instantes, e que não deixará saudade a ninguém. A cerimônia foi rápida, os ingressos custavam o olho da cara, ainda mais sabendo dos incentivos governamentais que este festival recebeu para a sua organização. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cinema no Rio Grande do Sul continua sendo a reunião dos incluídos e a exclusão dos excluídos. Isso vale para quem quer aprender cinema, estudar, trabalhar, e participar de festivais. Tudo é raro e caro, tudo é difícil. Antes era o vendedor de enciclopédias batendo de porta em porta. Depois do Google, vemos cineastas inscrevendo projetos em editais, captando recursos, tentando convencer governos e empresas que investir em cinema é investir em arte, em cultura. E ainda, depois e juntamente com tudo isto, fazer filmes. Para depois chegar nos festivais? O que estamos querendo provar, afinal? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Critérios... Por exemplo, o que mais chamou a atenção nesta edição do Festival de Gramado? A premiação do documentário Corumbiara, de Vincent Carelli, sobre o massacre dos índios isolados na Gleba de Corumbiara, na Rondônia, ou o discurso da homenageada Xuxa, que declarou: Sou do povo, loira e vencedora. Vocês tem idéia do custo de produção para os organizadores do Festival trazerem a eterna rainha dos baixinhos para receber uma homenagem, tendo em vista seu brilhante e reluzente legado cinematográfico? Sua própria declaração resume bem o merecimento da homenagem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os festivais deveriam ser aprimorados com mais exibições, debates culturais, e especialmente, fazendo o público participar não como tietes em busca de autógrafos e fotos com artistas da hora, mas oportunizando-lhes momentos de conversa sobre cinema, sobre cineastas, sobre filmes bons, que poderiam talvez justificar a criação do maldito tapete vermelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas em festivais de turismo, o que menos importa é o cinema. Pena. Filmes de excelente qualidade foram lá exibidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-2211490903615935152?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/2211490903615935152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/uma-loira-vencedora-no-tapete-vermelho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2211490903615935152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2211490903615935152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/uma-loira-vencedora-no-tapete-vermelho.html' title='Uma loira vencedora no tapete vermelho'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoeT51kdCiI/AAAAAAAAAO8/X2JQSHCuaW0/s72-c/Corumbiara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8047269165010739353</id><published>2009-08-14T22:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T22:42:08.743-07:00</updated><title type='text'>Melhor do que o amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoZH-cbP7dI/AAAAAAAAAOs/2qO7Je96bLU/s1600-h/diva1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370058743793839570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoZH-cbP7dI/AAAAAAAAAOs/2qO7Je96bLU/s400/diva1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A chamada do filme avisa: Para mudar, é preciso dar o primeiro passo. Mas, mudar para que? Por quê? Para onde? Não seria melhor ficar parado? Assim, não se corre o risco de errar, cair, fraturar-se na vida. Mas daí a vida passa, passa, passa, ah, e como passa rápido. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Kledir respondeu em uma dessas entrevistas do tipo "perfil", que tudo o que ele não quer é viver atrasado. Viver atrasado. Que declaração fenomenal. Se fosse eu, terminava ali a entrevista. Falou e disse.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando se lê uma linha, uma linha apenas, escrita por Martha Medeiros, já se percebe que na mais simples palavra, no mais tímido ponto ou vírgula, há um tema intenso, profundo, visceral. Martha Medeiros tem a dádiva de saber escrever, de transpirar nas letras os sentimentos humanos mais caros e profundos. Do diálogo mais pretensamente banal, da frase mais hipoteticamente desinteressada, às vezes é só uma palavra, "Repica!", e provém, com certeza, um turbilhão de emoções, de indagações sobre como nos vemos, como vemos os outros, como os outros nos vêem, e como a vida passa, e passa, e passa, enquanto fazemos coisas banais e coisas que tais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Momentos. Casamos, cortamos o cabelo, temos filhos, dirigimos um carro, vamos trabalhar, nos masturbamos, olhamos um vestido na vitrine, descobrimos que fomos traídos, jantamos, dormimos, acordamos olhando para outra pessoa, traímos, vamos na sauna, nos separamos, repicamos o cabelo, novo corte é preciso, contamos tudo para nossos melhores amigos, e assim vamos tentando dar o primeiro passo, para mudar, ou pelo menos, mudamos, para tentar dar o primeiro passo. Como um bebê que engatinha. Como uma muleta que nos ajuda. Como uma bengala que não nos deixa cair. Como um analista, um divã, um outro que não nos julga, mas nos permite ser, conhecer, revolver a vida para resolver a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Das linhas escritas por Martha Medeiros nasceu o livro Divã, que ganhou os palcos do teatro, que ganhou vida na interpretação da atriz que eu adoro, Lilia Cabral, que como Mercedes faz um strip tease de sua vida, do casamento à separação, da separação à busca do autoconhecimento. A peça transformou-se em filme (2009), sob a direção de José Alvarenga Jr., que consegue mostrar toda a carga dramática e toda a veia cômica na trajetória de passos e tombos de uma mulher de 40 anos que decide não viver atrasada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mercedes sofre, Mercedes me faz lembrar do personagem Lester Burham, interpretado por Kevin Spacey em Beleza Americana. Fuma maconha, tem um caso com um homem lindo e galinha, depois tem uma experiência com um franguinho lindo, sem nunca ter deixado de amar seu marido, e depois ex-marido. O amor não acabou, mas o casamento sim. O vestido Armani mudou de armário e de dona. Então, Mercedes busca nos jogos de sedução fugir de sua própria solidão. O que, óbvio, é impossível. Quando ela, ao olhar para o terapeuta, encontra a si mesma, declara: acabou. E o que acabou, foi melhor do que o amor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu teria acabado o filme ali. E deixado a sala chorando. Mercedes e sua amiga Monica são fortes, são frágeis, são mulheres. Querem, cada uma de seu jeito, ser felizes. Parece que isso é querer pedir demais. Só tem um jeito: dar o primeiro passo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para Mercedes, Monica e Martha, mulheres de coragem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;Bom fim de semana!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8047269165010739353?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8047269165010739353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/melhor-do-que-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8047269165010739353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8047269165010739353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/melhor-do-que-o-amor.html' title='Melhor do que o amor'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoZH-cbP7dI/AAAAAAAAAOs/2qO7Je96bLU/s72-c/diva1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6915075449142727597</id><published>2009-08-13T20:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T22:14:10.868-07:00</updated><title type='text'>Jigme</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoTrdS-GR5I/AAAAAAAAAOk/n3C6WzY6JwQ/s1600-h/leaving_fear_behind_4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369675544273504146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 313px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoTrdS-GR5I/AAAAAAAAAOk/n3C6WzY6JwQ/s400/leaving_fear_behind_4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 26 de março de 2008, Dhondup Wangchen, 34 anos, foi preso. Conseguiu fugir três meses depois, e voltou a ser detido. Foi torturado, maltratado. Continua sendo torturado, sofrendo maus tratos. Sofre de Hepatite B, e não recebe tratamento. Seus familiares não tem contato com ele, nem tampouco receberam notificação oficial, sob a alegação de ser "segredo de Estado". A família contratou dois advogados, que foram retirados do caso, pouco tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime: Dhondup Wangchen é cineasta. Acusado de praticar jornalismo ilegal, de incitar a subversão do poder do Estado, de incitar o separatismo em Xining, capital da província de Qinghai, no oeste da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A motivação do crime? O direito à liberdade de expressão. Dhondup Wangchen realizou um documentário no qual os tibetanos tem voz. Eles, deixando o medo para trás, falam sobre as agruras, todo o tipo de sofrimento aos quais são submetidos pelo governo chinês, que não reconhece a cultura tibetana. Não somente não reconhece, como a massacra, passa o rolo compressor do autoritarismo, da censura, da total violação aos direitos humanos do povo tibetano. Povo que está se desintegrando, por assim dizer, a cada dia, tendo em vista o aparato policial de controle sobre o ar que respiram. Mas que não teme em deixar o medo para trás em cada oportunidade que tem, em cada janela que se abre, para falarem, para mostrarem ao mundo os abusos aos quais vem sendo submetidos. O cineasta e preso político Dhondup Wangchen reúne no documentário intitulado Jidgrel (Leaving Fear Behind) entrevistas que mostram as principais lutas deste povo que agoniza sob a ocupação chinesa. Juntamente com dois primos, o cineasta viajou munido de três perguntas na bagagem: como os tibetanos se sentem em relação ao Dalai Lama, à China, e aos Jogos Olímpicos em Pequim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime estava consumado: vieram as respostas, as imagens, o filme. Que foi contrabandeado para fora do Tibete m 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem cineasta teve a coragem, a ousadia e a honestidade com sua própria consciência ao filmar o que realmente acontece no Tibete. Ele sabia muito bem o que esse filme lhe acarretaria. Talvez, ou exatamente por isso, seu apelido nas filmagens é Jigme, significa sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não haja quase advogados de direitos humanos na China (vários perderam suas licenças, outros ainda não as tem...), apesar de o governo chinês propalar uma imagem oficial de estar preservando a linguagem e a cultura tibetana, Jigme continuou, até terminar o filme, até divulgar o filme para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não podemos mais fazer de conta que essa situação não existe. Não podemos mais ignorar o sofrimento, a luta e a bravura do povo tibetano. Jigme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado o governo chinês está se saindo muito bem no gênero ficção, beirando o fantástico, recheado de efeitos de montagem como os que assistimos nos Jogos Olímpicos, o documentário nu e cru de Jigme mostra que enquanto houver coragem, haverá esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço-lhes que apóiem Jigme, seus familiares, para que ele não seja um desaparecido ou um suicida fabricado por um sistema opressor. Assinem a petição neste link, enviem para amigos, se mobilizem pela liberdade de expressão na arte cinematográfica, pelo direito à liberdade, à vida, à justiça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thank you for taking the time to send an email to Qinghai's Party Secretary, asking for the release of Tibetan film-maker. Please forward this action link - &lt;a class="fixed" href="https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Forg2.democracyinaction.org%2Fo%2F5380%2Ft%2F4574%2Fp%2Fdia%2Faction%2Fpublic%2F%3Faction_KEY%3D1009" target="_blank"&gt;https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Forg2.democracyinaction.org%2Fo%2F5380%2Ft%2F4574%2Fp%2Fdia%2Faction%2Fpublic%2F%3Faction_KEY%3D1009&lt;/a&gt; - to any friends or family whom you think would also like to help in this campaign, and remember to visit &lt;a class="fixed" href="https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.tibetnetwork.org" target="_blank"&gt;https://webmail.ufrgs.br/services/go.php?url=http%3A%2F%2Fwww.tibetnetwork.org&lt;/a&gt; for updates.Thank you!The International Tibet Support Network team&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Jigme!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6915075449142727597?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6915075449142727597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/jigme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6915075449142727597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6915075449142727597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/jigme.html' title='Jigme'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoTrdS-GR5I/AAAAAAAAAOk/n3C6WzY6JwQ/s72-c/leaving_fear_behind_4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3491409710679619446</id><published>2009-08-12T22:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T22:16:47.407-07:00</updated><title type='text'>Para além da sala de aula</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoOwUkxnBxI/AAAAAAAAAOc/QauPZ6b1TjQ/s1600-h/escritoresdaliberdade.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369329048271390482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoOwUkxnBxI/AAAAAAAAAOc/QauPZ6b1TjQ/s400/escritoresdaliberdade.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anotem bem o dia de hoje: 12 de agosto de 2009. Porque foi nesse dia que aconteceu a primeira reunião sobre um projeto completamente novo, pioneiro, inédito no Rio Grande do Sul e, por que não?, no Brasil. Falo do Projeto Itinerante de Capacitação para Defensores e Defensoras em Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esta iniciativa é da Liga dos Direitos Humanos, a qual coordeno desde sua criação, em 2007. O projeto foi inscrito juntamente com mais 700 de todas as regiões do Brasil, e foi selecionado pelo Fundo Brasil de Direitos Humanos. De hoje até junho de 2010, estamos nós, parceiros da Liga dos Direitos Humanos, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS, do Comitê de Educação em Direitos Humanos do RS, do Conselho de Rádios Comunitárias do RS, da Faculdade de Educação da UFRGS, do Instituto Recriar, e de vários outros parceiros e apoiadores desta iniciativa, a construir uma programação que tem como objetivo principal, simplesmente, esse: dar a voz aos excluídos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Registrar suas demandas, verificar in loco as principais violações que são cometidas contra os direitos humanos fundamentais, as discriminações, a violência urbana e institucional. Precisamos realmente e urgentemente unir nossas trajetórias e vivências como defensores de direitos humanos, em uma práxis pedagógica, da criação de uma cultura de promoção e difusão dos direitos humanos no solo gaúcho, de modo a orientar as comunidades em situação de vulnerabilidade social a lutar por seus direitos, mediante a efetivação de políticas públicas, mediante o reconhecimento da titularidade de direitos civis e sociais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A liga a que nos referimos é essa união de pessoas, cada um colaborando na sua área de atuação: são educadores, artistas, jornalistas, advogados, promotores, procuradores, assistentes sociais, cineastas, acadêmicos, especialistas em direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;São pessoas que sabem que precisamos fazer alguma coisa, além de tudo o que já fazemos. Não delegar a responsabilidade a outrem, mas ao que podemos, e sempre podemos, fazer pelo próximo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como no filme Escritores da Liberdade (2007). Baseado no livro O Diário dos Escritores da Liberdade, o filme dirigido por Richard LaGravenese apresenta a história da professora Erin Grunwell (na visceral interpretação de Hilary Swank). Ela vai dar aula em uma escola marcada pela violência e discriminação racial, em uma escola que praticamente desistiu de educar, de encarar a realidade e mudar a situação. A professora Erin não se intimida. Dedica seus dias, sua vida, à causa dos jovens tidos como indomáveis, insuportáveis, irrecuperáveis. A educadora sabe que a sala de aula pode e deve fazer a diferença na vida de todos que nela entram. Ao dar a voz aos indomáveis, aos irrecuperáveis, aos insuportáveis, Erin descobre a força de sua própria voz, aquela que não cala diante do sistema opressor, do sistema corrupto, do sistema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As vozes interiores brotam, e com elas, a descoberta do poder de lutar e de melhorar a vida no gueto, na vila, na rua, na cidade, no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como o professor Luiz Carlos Bombassaro falou, hoje, na reunião: a necessidade de ir para além da sala de aula. Eis aqui o caminho itinerante. Para que, indo além da sala de aula, possamos entrar no âmago dela, redescobri-la como um espaço fundamental na construção de uma cultura de direitos humanos. E todos, absolutamente todos, estão convidados a fazer parte desse caminho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Bom dia! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3491409710679619446?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3491409710679619446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/para-alem-da-sala-de-aula.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3491409710679619446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3491409710679619446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/para-alem-da-sala-de-aula.html' title='Para além da sala de aula'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoOwUkxnBxI/AAAAAAAAAOc/QauPZ6b1TjQ/s72-c/escritoresdaliberdade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3712921892640941737</id><published>2009-08-11T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T22:24:55.299-07:00</updated><title type='text'>O homem, ordinário e extraordinário</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoJQvZSBzZI/AAAAAAAAAOM/JBLfrLlKGxQ/s1600-h/matchpoint_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368942480949628306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoJQvZSBzZI/AAAAAAAAAOM/JBLfrLlKGxQ/s400/matchpoint_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Minha dica para o próximo sábado - ao contrário do que vocês estão a imaginar - não é ir no cinema ou na locadora de vídeo mais próxima de sua casa. É ir e conferir o lançamento da primeira coletânea de cartas escritas por Dostoiévski, nos anos de 1838 a 1880, que pela primeira vez são traduzidas para a língua portuguesa. O lançamento de "Dostoiévski - Correspondências" acontecerá no dia 15 de agosto, no Auditório da Livraria Cultura do Shopping Bourbon Country, a partir das sete da noite. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E aí sim, com o livro na mão, e um dvd na outra, a dica seguinte é ir para casa e assistir filmes como Match Point (2005) ou O Sonho de Cassandra (2007). Ambos de Woody Allen, e ambos com referências explícitas à obra do célebre autor russo, que entrou para a história da literatura com  obras como O Idiota, Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov. Seu primeiro romance, Gente Pobre, já anunciava que estava nascendo um escritor profundo, cujas obras seguintes foram todas escritas a partir de questionamentos existenciais,  diálogos de grande eloquência e encenação de profundos dramas psicológicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;As cartas de Dostoiévski revelam a sua exímia arte de escrever, mostram as dificuldades por ele muitas vezes enfrentadas no desenvolvimento de seu  processo criativo, os seus pensamentos sobre o fazer literário, seus medos, suas angústias. Os livros de Dostoiévski revelaram um dos maiores escritores da literatura mundial, e um dos mais profundos pensadores de temas que o cinema veio mostrar, com referenciais especialmente abordados na obra de Woody Allen. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Crime e Castigo é considerado por muitos como a obra maior de Dostoiévski. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Neste livro ele mostra o  conflito que se estabelece entre a razão e a moral, os sentimentos como o sofrimento, a culpa, o arrependimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Esses elementos se transformam, no olhar cinematográfico de Allen, em filmes como Match Point e O Sonho de Cassandra. As dúvidas,  as dívidas, os interesses, as escolhas racionais, as escolhas não-racionais, o preço a pagar pelas escolhas, o preço a pagar por ser honesto, ético. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ou por não ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Em Match Point, o personagem aparece lendo uma obra de Dostoiévski. Mas ao fechar o livro, o que faz? Usa de sua razão para escolher conforme suas conveniências, seus interesses imediatos e materiais. Porém, sua desrazão o leva a se apaixonar por uma outra mulher, com quem estabelece uma relação de desejo, incompatível com os interesses que mantem seu casamento com uma mulher tão querida quanto rica. Dos dilemas morais permanece a razão incrivelmente fria do personagem, que esconde sua culpa em nome de algo mais altruísta, digamos assim: seu status, seus interesses materiais.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Em O Sonho de Cassandra, não somente Crime e Castigo, como as obras Os Irmãos Karamazov e O Jogador são também referenciais para Woody Allen desenvolver essa trama que igualmente envolve irmãos movidos pela culpa, pelos interesses, pelos tormentos. São irmãos, de famíila humilde, que para pretensamente se livrarem de seus problemas financeiros, cometem um crime. Seus problemas estariam então apenas começando...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A autobiografia de Dostoiévski está explícita em muitas dessas obras levadas ao cinema. Pobre, endividado, deprimido. Angustiado pela obsessão de se tornar alguém melhor, e pela obsessão de não ser o que não se é. Os personagens do grande romancista social Dostoiévski são irremediavelmente divididos, são o homem ordinário e o homem extraordinário. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Múltiplos de si mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Bom dia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3712921892640941737?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3712921892640941737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-homem-ordinario-e-extraordinario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3712921892640941737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3712921892640941737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-homem-ordinario-e-extraordinario.html' title='O homem, ordinário e extraordinário'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoJQvZSBzZI/AAAAAAAAAOM/JBLfrLlKGxQ/s72-c/matchpoint_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8626840586898659902</id><published>2009-08-10T19:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T20:28:22.332-07:00</updated><title type='text'>A morte não cansa</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoDkRcFsn7I/AAAAAAAAAOE/IBB29xsd3No/s1600-h/a+morte+cansada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368541744074629042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoDkRcFsn7I/AAAAAAAAAOE/IBB29xsd3No/s400/a+morte+cansada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O professor Jorge Ribeiro coordena o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS. Ele, o professor Johannes Doll, diretor e a professora Denise Comerlato, vice-diretora da Faculdade de Educação, reuniram-se há poucos dias para trocar idéias sobre a organização de uma homenagem ao querido professor Nilton Bueno Fischer, recentemente &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;e abruptamente falecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como sempre a morte é, abrupta. Não importa que seja fruto de um ataque cardíaco fulminante, de um acidente inesperado, ou de uma longa doença. Nunca se aceita o fim. É o corte entre dois pontos. É não cruzar mais a ponte para o outro lado. É não ser mais visto, ouvido e tocado por aqueles a quem cativou.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;No entanto, pessoas morrem todos os dias. Em todos os cantos do planeta. De todas as formas. Em todos os tempos. E nem assim, nos acostumamos. Não nos acostumamos com a saudade, com a ausência. Não nos acostumamos em nos defrontar com a nossa própria mortalidade, nossa impotência, nossa  finitude. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Se existe alguma finalidade nesta passagem, imagino que seja criarmos laços de amor. Amor que se expressa nas formas de carinho, amizade, afeto, solidariedade. De sermos prestativos, generosos, de ajudarmos quem precisa, de fazermos algo de bom. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas a morte não cansa. Abrupto. Um mal estar. Há algumas horas, ela estava viva, há poucos dias a vi no elevador, há menos de um ano, gravei uma entrevista com ela, por ser uma das mais antigas e dedicadas e queridas funcionárias da Faced, secretária do Programa de Pós-graduação em Educação. Mary Ignez Pires, todos a conhecem como Mary. Mary foi hoje, abruptamente, porque seu coração parou de bater. E os corações de seus amigos, colegas passaram a bater mais rápido, com emoção, com comoção, com incredulidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A incredulidade que o cineasta Fritz Lang retratou em sua primeira obra-prima, A morte cansada (1921). A morte chega num vilarejo perdido no tempo e compra um terreno ao lado do cemitério local, onde constrói um gigantesco muro ao redor dele. A morte segue um jovem casal em lua-de-mel, e resolve levar o rapaz para um passeio. A garota vai à sua procura, até chegar ao cemitério, onde vê uma manada de almas adentrando o muro, sendo ele um dos mortos. Desesperada, ela vai buscar conforto na casa de um velho alquimista que lhe oferece ajuda. Lá, ela lê uma passagem na Bíblia que dizia que "o amor é mais forte que a morte", e resolve se suicidar para se encontrar com a morte e pedir a vida do marido de volta. No escritório da Morte tem uma sala cheia de velas, onde cada vela é uma vida. Nesta obra expressionista, a questão é saber se nesse duelo entre a morte e a vida há como se mudar o destino. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O amor é mais forte que a morte. E mesmo se a morte não cansa, o amor, sendo mais incansável ainda, por mais triste, por mais doloroso e abalado que esteja, resiste, posto que é sincero, e sendo eterno, é forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Saudades de ti, Mary. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8626840586898659902?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8626840586898659902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/morte-nao-cansa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8626840586898659902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8626840586898659902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/morte-nao-cansa.html' title='A morte não cansa'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SoDkRcFsn7I/AAAAAAAAAOE/IBB29xsd3No/s72-c/a+morte+cansada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8208614040651033487</id><published>2009-08-09T18:21:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T18:01:29.021-07:00</updated><title type='text'>Banho de chuva</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn-Mb7ZCjpI/AAAAAAAAAN8/hpLgwOv-Jfw/s1600-h/dancandonachuva6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368163692275994258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn-Mb7ZCjpI/AAAAAAAAAN8/hpLgwOv-Jfw/s400/dancandonachuva6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;A chuva torrencial neste inverno torrencial em Porto Alegre me inquieta. Olho pela janela, e não me atrevo a sair de casa. Escuto música, Radiohead e Lenine. Um café e depois um chá. Outro café e outro chá. Continua chovendo. Thom Yorke e Lenine estão quase afônicos. Então eu ameaço sair, encarar a chuva, fazer alguma coisa que não seja trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas fazer o que?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Tomar um banho de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Já fiz isso quando criança, e é algo lúdico, inesquecível. Já sonhei em fazer isso quando jovem, estupidamente romântica, em um encontro amoroso tendo os corpos ardentes molhados pela chuva...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E agora, faria isso para desafiar São Pedro. Insanidade ou ousadia? Talvez as duas coisas. Uns dançam para pedir chuva. Eu pensei em dançar para celebrar a chuva, para transformar um dia de tédio em um dia de graça. Mas daí fiquei sem graça. Lembrei que minha idéia fenomenal já tinha sido usada - e como! - no longínquo ano de 1952. Em uma das cenas mais lindas do cinema, de um dos filmes mais famosos do cinema, um dos grandes clássicos entre os musicais já produzidos em Hollywood. Cantando na chuva.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme, indicado ao Oscar, é protagonizado por Gene Kelly, Donald O'Connor e Debbie Reynolds, sob a direção do próprio Gene Kelly e Stanley Donen. Na história, o cinema falado passa a substituir o cinema mudo, e os artistas precisam se adaptar a essas transformações. Algumas curiosidades desta produção referem-se ao roteiro, feito após as canções que compõem o filme terem sido definidas, e à sequência de gravação da épica cena de Gene Kelly cantando e dançando na chuva, chuva esta composta por água e leite, e totalmente gravada em estúdio. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Uns adoram musicais, outros detestam. Há ainda os indiferentes. Mas Cantando na Chuva agrada a gregos e troianos. Quem ousa desdenhar da eternidade do momento desta dança? Gene Kelly estava em transe. Alegre, ele canta, e dança, e canta, e dança. E seu canto e sua dança formam um grande sorriso, um sorriso que brota de todo o seu rosto, de todo o seu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Olho pela janela para a chuva torrencial, e fico a imaginar que na casa vizinha Gene Kelly acaba de se despedir de sua amada, com um beeeeeiiiiijjjoooo. A porta se fecha, e ele parte, cantando, dançando, agradecendo aos deuses pela eternidade do momento ao qual só se atribui um único nome, o mesmo em todas as línguas, religiões e culturas: felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;As gotas de felicidade caem, torrencialmente. Ele as recebe com os pés nas poças d'água, ele as sente no rosto, ele as sente sob suas roupas. Gotas, torrenciais, de felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Adivinhem o que Thom Yorke, Lenine e eu queremos fazer agora?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Singing in the rain (Gene Kelly)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;I'm singing in the rainJust singin' in the rainWhat a glorious feelingI'm happy againI'm laughing at cloudsSo dark up aboveThe sun's in my heartAnd I'm ready for loveLet the stormy clouds chaseEveryone from the placeCome on with the rainI have a smile on my faceI walk down the laneWith a happy refrainJust Singin', singin' in the rainDancing in the rainI'm happy againI'm singin' and dancin' in the rainI'm dancin' and singin' in the rain&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8208614040651033487?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8208614040651033487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/banho-de-chuva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8208614040651033487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8208614040651033487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/banho-de-chuva.html' title='Banho de chuva'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn-Mb7ZCjpI/AAAAAAAAAN8/hpLgwOv-Jfw/s72-c/dancandonachuva6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6954945741720786037</id><published>2009-08-08T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T11:21:10.676-07:00</updated><title type='text'>O gato preto de Edgar Allan Poe</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn5gFGWPzII/AAAAAAAAAN0/uW6BV6z_uRg/s1600-h/gato-preto-poster01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367833446591745154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn5gFGWPzII/AAAAAAAAAN0/uW6BV6z_uRg/s400/gato-preto-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"Meu propósito imediato é apresentar ao mundo, clara e sucintamente, mas sem comentários, uma série de simples acontecimentos domésticos. Devido a suas conseqüências, tais acontecimentos me aterrorizaram, torturaram e destruíram. " Assim começa a história do conto O Gato Preto, uma das grandes obras escritas por Edgar Allan Poe, um dos grandes escritores de todos os tempos. O Gato Preto iria se transformar em filme, com Bela Lugosi e Boris Karloff no elenco, sob a direção de Edgar Ulmer. Foi o filme de maior bilheteria da Universal Pictures&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;no ano em que foi lançado, em 1934. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O terror que respinga das páginas e páginas escritas por Poe, não é esse tipo de terror hollywoodiano regado a efeitos especiais. Não mostra o fantasma, mas a sua sombra. Não mostra o cadáver, mas o seu vulto. Não grita, sussurra. Não explicita, sugere. É realmente terror de primeira linha. Algo que quase não se vê mais em escritos e filmes. Porque escrever uma história de terror é bastante difícil, bem como transpor essa história para o cinema. Tem que transmitir veracidade, tem que sensibilizar o leitor/espectador, tem que convencer pelo subtexto. Tem que fazer o medo exalar por todos os poros, o suor escorrer abruptamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A pessoa querer largar o livro, esconder o dvd, dormir com a luz acesa. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O romancista e poeta americano teve uma vida aterrorizante. Com apenas dois anos, sua mãe morre e seu pai desaparece. Quando adolescente, tem que lidar com a loucura e o suicídio de Jane Stanard, mulher por quem se envolvera emocionalmente. Nessa época, Poe é visto perambulando solitariamente em volta do túmulo de Jane. Envolvido com jogos, boemia, dívidas, embriaguez, Poe ia se consumindo por seus próprios fantasmas, os quais exorcizava escrevendo os mais fantásticos contos de terror de todos os tempos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Sem dinheiro, sem família, com depressão, e com a autoria de obras como A Queda da Casa de Usher, Willians Wilson, Os Crimes da Rua Morgue, neste último criando o personagem-detetive Dupin, predecessor de Sherlock Holmes, e que inaugura o gênero Policial. Lançou ainda sua primeira coleção de contos: Contos do Grotesco e Arabesco. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Em 1844, concluiu seu famoso poema O Corvo. O Poço e o Pêndulo, O Retrato Oval, O Coração Revelador, O Gato Preto, O Escaravelho de Ouro, e Histórias Extraordinárias &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;são outras obras extraordinárias de Poe.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O produtor e diretor Roger Corman realizou diversos filmes com base nos escritos de Poe, como as histórias que deram origem à trilogia Contos de Terror (1962). O filme A Queda da Casa de Usher, com a marcante atuação de Vincent Price, inaugura a série de filmes dirigidos por Corman a partir dos textos de Poe. Corman também adaptou para o cinema o texto poético O Corvo. No elenco, além de Vincent Price e Boris Karloff, o então jovem Jack Nicholson. Outro filme fantástico é Máscara Mortal da Orgia da Morte. Vincent Price interpreta um príncipe adorador de Satanás que se encontra com uma misteriosa figura de vermelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Uma cena que eu queria ter rodado, Do conto Pequena Palestra com uma Múmia: Um não-morto, considerado morto, ressuscita. O tido como cadáver acorda, e passa a conversar com os que estão diante dele. Os diálogos entre os vivos e o cadáver insinuam  medo e pavor sobre o que aquele ser poderá fazer.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Com Poe aprendemos que o maior terror é aquele que nos persegue dentro de nós mesmos. Brota de nossa imaginação. Das culpas, dos traumas, das fobias, dos pesadelos, das perdas. Poe foi fundo, fundo demais na sua alma e na mente humana. Não há nada mais apavorante do que o medo da intimidade, do gato preto à espreita de nós e de nosso espelho. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bom domingo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6954945741720786037?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6954945741720786037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-gato-preto-de-edgar-allan-poe.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6954945741720786037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6954945741720786037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/o-gato-preto-de-edgar-allan-poe.html' title='O gato preto de Edgar Allan Poe'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sn5gFGWPzII/AAAAAAAAAN0/uW6BV6z_uRg/s72-c/gato-preto-poster01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8968457222166845830</id><published>2009-08-07T20:06:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T21:30:13.703-07:00</updated><title type='text'>Os Roses e a rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snz8q8X112I/AAAAAAAAANs/PbrdXRyuI-Y/s1600-h/guerradosroses.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367442670609618786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snz8q8X112I/AAAAAAAAANs/PbrdXRyuI-Y/s400/guerradosroses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhava eu hoje pela Rua da Praia, onde não tem praia, mas tem uma praça linda e bucólica, a praça da Alfândega. Chovia, fraquinho. Fim do dia, fim da semana chegando. Mais frio, mais chuva, mas um domingo diferente, domingo do dia dos pais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há nove anos que meus domingos mudaram radicalmente. Meu pai fazia churrasco todos os domingos, com chuva ou sem chuva, com frio ou sem frio. Às vezes, aliás, muitas vezes, eu chegava na casa de meus pais, meus filhos eram pequenos, para o almoço em família. Meu pai estava lá, naquela churrasqueira provisória e improvisada, com uma espécie de capô de carro antigo a fazer de conta que era o telhado. Ele se protegia da chuva, e o churrasco, parece que ficava melhor ainda. A churrasqueira improvisada e provisória ficou, definitivamente. Ele, que deveria ter ficado definitivamente, nos deixou, há nove anos. Assim. Um dia amanhece, um telefonema do hospital, e pronto. Nunca mais nos veremos novamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Continuo a gostar de churrascos, e de domingos em família. Mas os dias dos pais me entristecem. Hoje fui em uma loja, comprar um presente para o pai de meus filhos, que também faz aniversário em breve. Talvez a gente almoce junto, ou no domingo dos pais, ou no dia do aniversário dele, assim como há poucos dias, quando jantamos juntos para comemorar em família a formatura de nosso filho mais velho. Interessantes estas famílias modernas... desfazem-se os laços, desatam-se os nós, mas fica o carinho, o respeito, a lembrança das coisas boas. É, eu diria, um tipo de amor. Altruísta, bondoso, generoso. O amor pelo tempo passado, pelo tempo perdido, pelo tempo esgotado. O amor a que Proust se referia, em sua indelével busca... "Para quem ama, não será a ausência a mais certa, a mais eficaz, a mais intensa, a mais indestrutível, a mais fiel das presenças?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As famílias de hoje são o cruzamento de famílias novas, de famílias miscigenadas, transmutadas, reatadas, desatadas. São os filhos dos pais sep, sep, sep (traduzindo, separados), como meu filho mais novo se referiu, uma vez, ao voltar da escola sem saber por que em uma ficha havia a anotação: fulano, pais sep. beltrano, pais sep, e assim por diante... Naquela época em que ele me perguntou, eu ri muito, achei divertido, expliquei para ele o que era, e emendei: Nós não, nós somos cas. Mas de cas para sep é jogo rápido. Parece que será eterno, que é tudo o que a gente queria na vida. Como os churrascos de domingo, com chuva ou sem chuva, com frio ou sem frio. Daí, puff. Um novo dia, um telefonema, uma palavra, um gesto. Ou a falta de tudo isso. It's over. Fade out. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim foi na inteligente comédia A Guerra dos Roses (1989, direção de Danny De Vitto). Michael Douglas e Kathlenn Turner são Olivier e Barbara Rose. Após 18 anos de casamento, querem (querem?) o divórcio, e querem (querem?) a mansão, a louça, a prata, o rabo do gato, o tapete do banheiro, a capa do cd, o dvd arranhado... querem se odiar, querem se magoar, querem extravasar todas as mágoas, as frustrações, os fracassos, as culpas. Querem exorcizar, querem sublimar, querem se amar. E não conseguem mais. Do amor à guerra, puff. Bush pai e Bush filho que o digam. Perto deles, os Roses não sabem de nada...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ouvia em meu vagaroso caminhar pela rua da praia sem praia, uma moça comentando pelo celular que havia comprado o presente para seu pai. Um par de sapatos. Ela estava feliz. Eu fiquei feliz por ela. Lembrei das Lojas Ughini, do sapato Vulcabrás preto. Nunca mais tive que voltar lá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, se eu pudesse, sairia no meio deste temporal que deságua nesta madrugada toda a minha tristeza, em lembrar da ausência de meu pai. Queria sair agora e comprar uma rosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Meu carinho a todos os meus amigos, que são pais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8968457222166845830?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8968457222166845830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-roses-e-rosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8968457222166845830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8968457222166845830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/os-roses-e-rosa.html' title='Os Roses e a rosa'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snz8q8X112I/AAAAAAAAANs/PbrdXRyuI-Y/s72-c/guerradosroses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5506177490016013625</id><published>2009-08-06T22:41:00.000-07:00</published><updated>2009-08-07T00:37:37.158-07:00</updated><title type='text'>Ele, ela e os olhos verdes</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnvW0NYOLlI/AAAAAAAAANk/vou_h82n_vw/s1600-h/oamante.jpg"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367119573374873170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 278px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnvW0NYOLlI/AAAAAAAAANk/vou_h82n_vw/s400/oamante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt; &lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje quebrei meu próprio recorde. Só virei noites inteiras sem dormir trabalhando, na etapa de montagem de alguns vídeos ou na véspera de entregar algum projeto. Fora isso, são noites insones, algumas madrugadas que teimam em me carregar com elas para testemunhar que sempre é possível um novo dia emergir. Mas hoje foi demais esse testemunho. Eu queria escrever e tentar ir dormir. Daí o meu computador congelou totalmente. Entre eu e este blog estavam abertas dezenas de janelinhas indesejadas, inoportunas, invasoras mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como são algumas pessoas e algumas situações em nossa vida. Chegam de repente, e de repente partem. Congelam nossas vidas, nem que seja apenas por um interminável milésimo de segundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Os relógios param, as pilhas vazam, os cronômetros zeram, o Big Ben deixa de tocar, e o Clock Tower fica com seus ponteiros londrinos absolutamente desregulados. Com os batimentos cardíacos, idem. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Assim acontece na vida. Nocaute. O problema não é a chegada do problema, mas a sua partida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como se levantar?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A escritora, roteirista e cineasta Marguerite Duras trouxe algumas reflexões a respeito. Nascida na Indochina francesa, escreveu muito, e variadamente. Foram peças de teatro, novelas, e obras como O Amante, A Dor, O Amante da China, O Deslumbramento. Entre as obras adaptadas para o cinema está O Amante. O filme recebeu o prêmio Goncourt, foi traduzido para mais de 40 línguas e levado às telas por Jean-Jacques Annaud. Outro de seus trabalhos conhecido é o roteiro de Hiroshima mon amour, de Alain Resnais, uma das obras primas da Nouvelle Vague.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Em O Amante, existe Ele,existe Ela. E a relação arrebatadora. O nocaute.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Também nocauteantes são os textos recolhidos no livro Os Olhos Verdes. Esta publicação resultou de vários textos que Duras escreveu para a Cahiers du Cinéma. Ela fala, por exemplo, sobre o seu compromisso consigo mesma, de fazer um filme para poucas pessoas, porém com fidelidade ao que acredita, sem se render a qualquer tipo de pressão. É claro que isso resultou em trabalhar com produções baseadas em orçamentos ridiculamente baixos. Mas Duras era dura (desculpem o trocadilho estapafúrdio). Ela optou por pensar e realizar uma produção cinematográfica que fosse fiel às suas concepções, mesmo que essa relação não resultasse em grandes obras, ao alcance de um grande público. Isso se resumiu em uma coisa: ela só fez o que quis fazer. Eis aqui uma resposta para se levantar de um nocaute.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Bom dia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Olhos Verdes (Gonçalves Dias)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;São uns olhos verdes, verdes, Uns olhos de verde-mar, Quando o tempo vai bonança; Uns olhos cor de esperança, Uns olhos por que morri; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Como duas esmeraldas, Iguais na forma e na cor, Têm luz mais branda e mais forte, Diz uma — vida, outra — morte; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Uma — loucura, outra — amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! São verdes da cor do prado, Exprimem qualquer paixão, Tão facilmente se inflamam, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Tão meigamente derramam Fogo e luz do coração &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo depois que os vi! São uns olhos verdes, verdes, Que podem também brilhar; Não são de um verde embaçado, Mas verdes da cor do prado, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas verdes da cor do mar. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Como se lê num espelho, Pude ler nos olhos seus! Os olhos mostram a alma, Que as ondas postas em calma &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Também refletem os céus; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Dizei vós, ó meus amigos, Se vos perguntam por mim, Que eu vivo só da lembrança De uns olhos cor de esperança, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;De uns olhos verdes que vi! &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que ai de mim! Nem já sei qual fiquei sendo Depois que os vi! Dizei vós: Triste do bardo! Deixou-se de amor finar! Viu uns olhos verdes, verdes, uns olhos da cor do mar: Eram verdes sem esp’rança, Davam amor sem amar! Dizei-o vós, meus amigos, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que ai de mim! Não pertenço mais à vida &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Depois que os vi!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5506177490016013625?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5506177490016013625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/ele-ela-e-os-olhos-verdes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5506177490016013625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5506177490016013625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/ele-ela-e-os-olhos-verdes.html' title='Ele, ela e os olhos verdes'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnvW0NYOLlI/AAAAAAAAANk/vou_h82n_vw/s72-c/oamante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-2728755448500394015</id><published>2009-08-05T20:07:00.000-07:00</published><updated>2009-08-05T22:48:22.115-07:00</updated><title type='text'>Natural e Sobrenatural</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnptgB5taOI/AAAAAAAAANc/c-KCi0epZrc/s1600-h/morte-no-funeral-poster04.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366722302999095522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnptgB5taOI/AAAAAAAAANc/c-KCi0epZrc/s400/morte-no-funeral-poster04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Começo de outra madrugada. Tomo uma xícara de café para fazer companhia à insônia. Hoje eu gostaria de poder deitar, dormir e sonhar com um bom filme. Mas como não conseguirei fazer isso, vou imaginar aqui sobre qual filme eu gostaria de sonhar. Alguma coisa light, uma comédia, por exemplo. Neste momento, a única que me ocorre não parece ser muito adequada para um sonho: Morte no funeral. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ocorre que este filme, realizado em 2007 sob a direção de Frank Oz, apresenta, óbvio, uma morte e um funeral. Até aí, nada de cômico. Mas quando uma família completamente desajustada se reúne para velar o patriarca, um estranho aparece para fazer uma chantagem que vai desencadear diversas situações bizarras e hilariantes. Pronto. A morte virou comédia. É a única vez em que podemos rir diante da morte, quando um bom filme assim é feito. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Esta produção alemã, inglesa e norte-americana, reúne um roteiro com piadas muito bem feitas, de um humor inteligente e corrosivo, e um elenco afinadíssimo. A grande piada gira em torno de uma típica família inglesa, do alto de seu poder aquisitivo e costumes burgueses. Por trás dessa máscara, porém, há inúmeros segredos e ciúmes entre os parentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;No filme tem um filho que quer ser correto o tempo todo, um filho que quer ser incorreto o tempo todo, um potencial parente que se droga sem querer e passa a fazer maluquices, um anão homossexual que quer chantagear a família, e um patriarca que, quando vivo, era um cidadão acima de qualquer suspeita, e que, depois de morto, &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;deve enterrar consigo o seu passado obscuro.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme Morte no Funeral é simples e é refinado, ao mesmo tempo. As piadas são simples e igualmente refinadas. Sem subestimar o espectador, sem querer forçar piadas nem para o grosseiro, nem para o sem-graça, do tipo quanto-menos-gente-entender-melhor-é-a-piada. O filme funciona por isso: porque é despretensioso, é simples. No cenário, na idéia central. Não lida com o tema da morte de forma a subestimá-la, ou, pelo contrário, superestimá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Morrer é isso aí, cair duro de repente, e de repente parar de respirar. É ponto final. O resto é fazer o funeral. Aí sim é que começam a emergir os problemas, no mundo dos vivos. O morto está ali, tranquiiiiiiilo. Tem todo o tempo do mundo para dormir, para descansar. Enquanto isso, aqueles que muitas vezes pareciam ter sido os seus melhores amigos, os seus parentes de sangue que mais lhe adoravam, quando se vê, pufff, começam a aflorar ora sutil, ora escancaradamente, as ciumeiras, as fofocas, as disputas ora veladas, ora declaradas, pelo legado da vítima. E não é legado moral, é patrimônio mesmo. Esquecem que o morto tem ouvidos, e pelo fato de estar ali, quietinho, não significa necessariamente que não está vendo, ouvindo ou sentindo em algum ponto, em algum lugar, o que passaram a fazer dele, além de considerá-lo uma estátua rígida.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Não há nada de cômico nisso, e infelizmente, acontece em muitos velórios, em muitas cerimônias do adeus. Chegam, lacrimejam com um olho, e com o outro,  um tempinho depois, estão na casa do falecido fazendo churrasco na churrasqueira que ele não usava mais, mexendo nas coisas que ele relutava em usar. Como diz o ditado dos tempos capitalistas pré-apocalípticos:&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; a fila anda!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Essa cena do churrasco não está em Morte no Funeral. Eu vi acontecer. Fiquei chocada e ao mesmo tempo incomodada comigo, por pensar que não cabe a mim julgar. Mas não consegui ficar indiferente. Se fosse no filme de Frank Oz, teria sido uma cena cômica, com certeza. Mas era real. E não tinha graça nenhuma presenciar a ausência de uma pessoa amiga, e testemunhar a presença de pessoas estranhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A morte é natural. A vida? Sobrenatural. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;Abraços!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-2728755448500394015?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/2728755448500394015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/natural-e-sobrenatural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2728755448500394015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2728755448500394015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/natural-e-sobrenatural.html' title='Natural e Sobrenatural'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnptgB5taOI/AAAAAAAAANc/c-KCi0epZrc/s72-c/morte-no-funeral-poster04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5854622560926418878</id><published>2009-08-04T22:47:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T23:36:02.155-07:00</updated><title type='text'>Antes de tentar dormir</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snkn4bPnONI/AAAAAAAAANU/RTF-2B5H5Dk/s1600-h/beforetherain.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366364281328056530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snkn4bPnONI/AAAAAAAAANU/RTF-2B5H5Dk/s400/beforetherain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de não ter praticamente dormido na noite anterior, cá estou neste novo começo de madrugada. São três horas da manhã e a pergunta que me faço é: sobre o que escreverei hoje? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cansaço, a noite mal dormida, somada à necessidade de dormir daqui a pouco, de qualquer jeito, me tira a inspiração. Penso até em me dar folga, levanto, sento de novo, sinto-me culpada por deixar as linhas em branco, a coluna sem texto. Mas por que, se afinal, eu escrevo se quiser, e se não quiser não escrevo, e nada vai mudar? Porque, dentro de mim, pulsa a necessidade compulsiva de dizer algo. Não sei nem o que, ou porque, mas é necessário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, então já temos um começo de texto, e de inspiração. Às vezes fazemos coisas na vida sem sabermos exatamente o motivo, mas fazemos. Às vezes nos damos um dia de folga, mas não sabemos como aproveitar esse dia. Às vezes nos sentimos culpados, o maldito sentimento de culpa desvelado por Freud e que se apresenta, impiedoso, diante de nossas ações, inações e intenções. Por que fiz isso? Por que disse aquilo? Ou, por que não fiz nem isso nem aquilo, por que não falei, ou por que falei demais?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando um cineasta, e especialmente quando um jovem cineasta capta essas sensações - que vão da impotência à onipotência, do nada ao tudo, do desejável e do necessário, podemos imaginar que veremos um bom filme. Ou um filme excepcional, como é o caso de Antes da Chuva, uma produção realizada no ano de 1994 por Milcho Manchevski. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, e indicado em 95 ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Esse foi o longa de estréia desse jovem diretor, hoje com 49 anos e vivendo nos Estados Unidos. Nascido na extinta Iugoslávia, Manchevski inovou na forma de abordar, com um roteiro interligado por três histórias que se complementam e se tornam uma só, solitária e sólida história de amor. Amores em meio a confrontos de fundo religioso, político, e de um profundo vazio existencial. Todos os personagens vivenciam de alguma forma esse vazio, essa gratuidade da vida diante da iminência de uma guerra, movida pelo fanatismo religioso, pelos interesses políticos. O pano de fundo de Antes da Chuva é exatamente essas reviravoltas políticas que afetam a Macedônia e repercutem em Londres. Que perpassam o mundo muçulmano do Oriente e o mundo cristão do Ocidente, o comunismo do Leste Europeu e o capitalismo do Oeste. Palavras, rostos e imagens são os títulos das três histórias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na minha modesta opinião, este filme foi decisivo, um divisor de águas para outros diretores se inspirarem para realizar histórias formadas por recortes, mosaicos, forçando o espectador a ficar atento para todos os detalhes, todas as sutilezas e as reviravoltas no roteiro. Cineastas como Inharritu possivelmente beberam dessa fonte. Antes da Chuva é para mim uma obra-prima, porque os personagens tem uma densidade tão forte, mas tão forte, que o pano de fundo da guerra, da discriminação étnica, dos atentados, tudo fica coadjuvante se comparado à força do olhar, da palavra de cada personagem em cena. Não é um filme fácil. Não é um filme para ser visto por multidões. É um filme para ser apreciado, degustado, refletido, compreendido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Compreender que o vazio existencial é algo tão forte, é um buraco no estômago que atravessa a humanidade como a bala que explode uma cabeça em um restaurante. Que um amor de um monge por uma garota refugiada é algo tão digno de beleza e tão impossível em um mundo que divide as pessoas em compartimentos, muralhas, rótulos. Que uma que mulher ama o marido e ama o amante, carrega a culpa mortal como o preço a pagar pelo amor que sente. A mesma mulher que diz para o marido que quer se divorciar dele também diz que o ama. Sinceramente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Somos humanos, contraditórios. Humanos. Esse filme carrega essa humanidade com poesia, com uma fotografia belíssima, que retrata um recorte do mundo que não tem beleza, senão crueza. Crueza essa que terminou por levar, no mundo real, à guerra entre bósnios e sérvios, e a aniquilar a vida da Iugoslávia. "Eu quero me divorciar de você, mas eu te amo". E a Iugoslávia sumiu do mapa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, como eu não sabia sobre o que falar, optei por falar sobre o que sempre saberei falar. De meu filme predileto, Antes da Chuva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E dedico esse post ao meu querido filho Thomas, que fez para mim um café preto maravilhoso, o que me permitiu terminar essas mal traçadas, antes de tentar dormir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5854622560926418878?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5854622560926418878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/queridos-e-queridas-apesar-de-nao-ter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5854622560926418878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5854622560926418878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/queridos-e-queridas-apesar-de-nao-ter.html' title='Antes de tentar dormir'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Snkn4bPnONI/AAAAAAAAANU/RTF-2B5H5Dk/s72-c/beforetherain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8306779847701675959</id><published>2009-08-03T19:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T21:09:34.234-07:00</updated><title type='text'>Corta!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnezxWrk7eI/AAAAAAAAANM/2tKG1wjCnXY/s1600-h/couperet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365955141518552546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnezxWrk7eI/AAAAAAAAANM/2tKG1wjCnXY/s400/couperet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Minha mais recente incursão cinemaníaca foi para a produção de um preview de um minuto e trinta segundos de duração. É uma insanidade, e é um desafio. Como gosto de coisas insanas e de desafios, lá fui eu. Os detalhes deste trabalho eu falarei outro dia. Hoje quero aqui me reportar aos cortes. Porque, para chegar nestes exatos um minuto e trinta segundos, há que se cortar, e muito. E, apesar desses cortes, manter uma coesão narrativa e técnica que dê qualidade ao trabalho. Eu avisei que é insano e que é um desafio.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu ainda estou sob o efeito dos cortes. Por isso, a palavra corte me fez lembrar de um filme bem interessante de um cineasta que gosta de abordar o desafio de viver em um mundo autoritário e insano: Costa-Gavras.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Konstantinos Gavras, o nome entrega que é grego, apesar de ser naturalizado francês e viver nos Estados Unidos, é conhecido e reconhecido por ter feito  filmes como Z, e  Desaparecido, exemplos de obras nas quais aborda o tema da ditadura militar. No filme Z (1969, Oscar e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro), Costa-Gavras denuncia as violações cometidas durante a ditadura militar na Grécia. Em Missing (1982), ele retoma o tema da ditadura no Chile, no governo de Augusto Pinochet. Outro tema polêmico, além da política, é o que abordou no filme Amém (2002). &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A história mostra relações da Igreja Católica com o Nazismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas eu falava em corte. Costa-Gavras faz um corte em seus trabalhos anteriores com a realização de um de seus mais recentes filmes, cujo tema, desta vez, tem um viés mais voltado para a crítica econômica, do capitalismo global e o seu pior legado: o desemprego. O Corte (2005) apresenta um executivo realizado em seu trabalho, em uma fábrica de papel. Após ser demitido junto com vários colegas, por causa de um corte nas despesas da empresa, ele passa a conhecer um lado da vida que até então ignorava. Durante três anos, ele tenta um novo emprego, por saber ser qualificado, experiente, competente, leal e etcetera e tal... e percebe que "só" isso não é suficiente para voltar a ter um lugar ao sol no mundo capitalista pré-apocalíptico. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Há vários outros que também são competentes, experientes, qualificados, leais e etcetera e tal... e igualmente desempregados. A concorrência torna-se cada vez mais acirrada, e quase todos perdem para as máquinas. Talvez um fique com a vaga. Então, o protagonista desempregado percebe que, para vencer o desafio nesse mundo insano, terá que ser igualmente insano e encarar o desafio: cortar, literalmente, todos os que estiverem atravancando o seu caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Humor negro, cáustico, ou simplesmente, uma viagem de Costa-Gavras pelo mundo do inconsciente coletivo de uma penca de trabalhadores que até hoje, em 2009, integram ou estão às vésperas de integrar o batalhão dos desempregados, dos subempregados, dos free lancers, dos autônomos, dos comerciantes informais, dos segurados-pelo-desemprego, dos explorados pelos estágios intermináveis, da economia informal, da exploração explícita ou implícita do labor humano. Trabalha-se muito, emprega-se pouco, valoriza-se quase nada. E corta!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Boa noite!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8306779847701675959?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8306779847701675959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/corta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8306779847701675959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8306779847701675959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/corta.html' title='Corta!'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnezxWrk7eI/AAAAAAAAANM/2tKG1wjCnXY/s72-c/couperet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-3130409347033288089</id><published>2009-08-02T20:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-02T21:43:47.281-07:00</updated><title type='text'>Apenas sorrir</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnZqjAMlfXI/AAAAAAAAANE/w8mne6vs3EQ/s1600-h/temposmodernos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365593155639278962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnZqjAMlfXI/AAAAAAAAANE/w8mne6vs3EQ/s400/temposmodernos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Entre os vídeos de cabeceira que achei no meio dos cinco cobertores está o clássico Tempos Modernos (1936). O último filme mudo de e com Charles Chaplin, e que é certamente uma de suas obras primas, assim como O Garoto e O Grande Ditador.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Chaplin é um dos grandes nomes do cinema de todos os tempos. Recebeu diversas premiações, inclusive o Oscar pelo conjunto de sua obra, em 1972, cinco anos antes dele morrer. Ele era um homem de múltiplos talentos: escreveu, produziu, dirigiu, atuou e financiou seus filmes.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O grande nome do cinema mudo criou o personagem Carlitos, um andarilho vestido com trajes e trejeitos de cavalheiro. É dele a letra de Smile, música preferida de Michael Jackson, e que está no filme Tempos Modernos.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Este filme merece ser visto sempre. Rodado em preto e branco, sonorizado, mas praticamente sem falas, mostra as peripécias de Carlitos, um empregado que se torna desempregado, que é preso e liberto, líder grevista por acaso, herói por acaso, e que por acaso se apaixona. Peripécias que acontecem em plena época da depressão americana, quando a população dos Estados Unidos começou a vivenciar um quadro de desemprego e fome. Da mão de obra humana à substituição pelas máquinas, do processo de industrialização que visa à produção em série à "robotização" da atividade laboral, à desumanização e desvalorização do trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A genialidade de Chaplin aborda temas tão impactantes com uma comédia que faz rir e emocionar: a exploração do trabalho no sistema capitalista, o abismo entre os pobres e os ricos, as desigualdades que cada vez aumentam na sociedade do capital, as visões e as perspectivas absolutamente distintas, conforme as classes sociais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os chamados tempos modernos são esses que abrem mão do humano pelo lucro.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como o filme mostra claramente essa questão, é também claro que Chaplin pagou caro por fazer um filme de acordo com suas convicções. Foi boicotado em vários países, inclusive nos Estados Unidos, no tempo do macartismo. Tido como marxista, teve seu nome incluído na lista negra de Hollywood. Ao retornar de uma viagem da Europa para os Estados Unidos, teve seu visto cassado e foi impedido de entrar nos EUA, sob a alegação de realizar atividades anti-americanas. Foi morar na Suiça. Óbvio também que seu filme foi boicotado na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O que realmente importa é que o talento e a verdade falam por si. Mesmo, e eu diria, especialmente, no filme sem falas. Somente Chaplin para revolucionar esta grande arte, trazendo temas tão terríveis, e ainda tão atuais, como a situação em que vivem as pessoas sem emprego, os pobres em geral, os operários que valem menos do que um parafuso em uma sociedade capitalista autofágica, e em um sistema político em estado de decomposição ética.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ver, rever e ver novamente Tempos Modernos é emocionar-se diante da poesia de Chaplin, é rebelar-se contra os sistemas que desumanizam, é reinventar-se pelo riso, pela possibilidade de mudança. É o que o adorável vagabundo Carlitos consegue, com seu chapéu de coco, sua bengala, e suas peripécias em um mundo doido, o grande legado deixado por esses tempos modernos.&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Smile,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Tough your heart is aching&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Smile, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Even though it's breaking,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;When there are clouds in the sky, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;you'll get by&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;If you smile&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Through your fears and sorrow, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;smile&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;And maybe tomorrow&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;You'll see the sun come shining &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;through for you.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Light up your face with gladness,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Hide ev'ry trace of sadness,Altho' a tear may be ever so near,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;That's the time you must keep on trying,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Smile, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;What's the use of crying,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;You'll find that life is still worhwhile,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;If you just smile.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Sorria, &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;embora seu coração esteja doendo / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sorria, mesmo que ele esteja partido / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Quando há nuvens no céu / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Você sobreviverá...Se você apenas sorri / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Com seu medo e tristeza / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sorria e talvez amanhã / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas... / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ilumine sua face com alegria / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Esconda todo rastro de tristeza / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Embora uma lágrima possa estar tão próxima / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Este é o momento que você tem que continuar tentando / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sorria, pra que serve o choro? / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Você descobrirá que a vida ainda vale a pena / &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Se você apenas... &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Sorrir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-3130409347033288089?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/3130409347033288089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/apenas-sorrir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3130409347033288089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/3130409347033288089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/apenas-sorrir.html' title='Apenas sorrir'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnZqjAMlfXI/AAAAAAAAANE/w8mne6vs3EQ/s72-c/temposmodernos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-771642872628237821</id><published>2009-08-01T21:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T22:10:30.882-07:00</updated><title type='text'>Um brinde ao destino</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnUfT8aNOhI/AAAAAAAAAM8/9bkw_Hjwrns/s1600-h/sideways.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365228958575835666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnUfT8aNOhI/AAAAAAAAAM8/9bkw_Hjwrns/s400/sideways.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Um inverno tão rigoroso como este que deita sobre Porto Alegre é um convite para hibernar. Para ficar com cinco cobertores sobre o corpo, e se ainda assim for possível enxergar alguma coisa, então escolher vários vídeos de cabeceira e assistir, assistir, assistir, assistir, assistir, até o inverno passar. Como meu melhor amigo me disse, "não esqueça, tudo passa. As coisas boas, e as coisas ruins".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E como ele sempre tem razão, bingo! Mais um sábado que poderia ser de recolhimento na toca, transformou-se em um sábado com um inesquecível encontro de amigos, de pessoas que me são caras, muito especiais. Estava eu em uma cantina italiana, saboreando um vinho maravilhoso, na companhia de pessoas maravilhosas. Brindamos ao aniversário de uma querida amiga, Valéria, a quem dedico este post. Brindamos aos desejos de felicidade, de saúde. Brindamos à amizade. À vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;À vida que se renova. Até para os descrentes, os deserdados, os deprimidos, os céticos, os desalmados, os rejeitados, os desasados, os azarados. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A vida se renova. Como no filme Sideways - Entre umas e Outras (2004). Dirigido por Alexander Paine, esta produção ganhou Oscar de melhor roteiro adaptado, dois Globos de Ouro, um Bafta e seis Independent Spirit Awards, além de inúmeras e merecidíssimas indicações.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O roteiro, premiadíssimo, se baseia em uma história muito simples: um homem depressivo e louco por vinhos sonha em ser um escritor. Ele presenteia seu melhor amigo, que está prestes a casar, com uma viagem pelas vinícolas da Califórnia. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Esta viagem, que seria um presente de despedida de solteiro, se transforma em uma viagem que vai modificar completamente as suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;É o destino. Podemos preparar as malas, comprar as passagens, e não viajar. Podemos viajar sem termos planejado nada. Fazemos da vida uma projeção de possibilidades e desejos, mas a vida, em contrapartida, ou o universo, se quisermos chamar assim, nos devolve outras possibilidades e desejos, os quais não imaginaríamos serem possíveis ou desejáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Ou sermos dignos e merecedores, homens de pouca fé!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Para quem tem fé, eis o dito, "Eis o mistério da fé!". E até para os mais cartesianos, para quem mais duvida, a generosidade do destino mostra que nem só de dias invernais este mundo é feito.O sol está ali, escondido sobre os cinco cobertores. Em uma taça de vinho. Em um olhar. Um sorriso. Uma esperança.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Um bom vinho, corações aquecidos, uma companhia maravilhosa, uma nova viagem. Para onde? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que importa?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-771642872628237821?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/771642872628237821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/um-brinde-ao-destino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/771642872628237821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/771642872628237821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/08/um-brinde-ao-destino.html' title='Um brinde ao destino'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnUfT8aNOhI/AAAAAAAAAM8/9bkw_Hjwrns/s72-c/sideways.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1371160599081731467</id><published>2009-07-31T20:58:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T07:25:44.265-07:00</updated><title type='text'>Há vida depois do rock?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnPUg1PdUkI/AAAAAAAAAM0/vupocnsX8ag/s1600-h/Kurt_About_blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364865241641210434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnPUg1PdUkI/AAAAAAAAAM0/vupocnsX8ag/s400/Kurt_About_blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt; Queridos e queridas,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um documentário sobre Kurt Cobain acaba de estrear no Rio de Janeiro e em São Paulo. O filme foi dirigido por A. J. Schnak, e realizado a partir das entrevistas do roqueiro a Michael Azerrad, autor do livro A História do Nirvana.  Estas entrevistas foram feitas há cerca de um ano antes do ícone do rock grunge morrer. O documentário tem um nome tão lindo quanto inusitado: Kurt Cobain - retrato de uma ausência. Pelo título compreende-se imediatamente uma metáfora sobre a morte do cantor. Mas também refere-se aos problemas que o diretor teve, por não contar com um arquivo de imagens com shows e outros registros sobre a vida pessoal de Cobain.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que poderia ter inviabilizado a realização deste documentário, terminou se transformado em seu maior diferencial: o filme mostra Cobain absolutamente à vontade, espontâneo, falando sobre temas de sua vida pessoal, sua infância conturbada desde o divórcio de seus pais, a relação tão apaixonada quanto tumultuada com Courtney Love, e temas mais pesados e difíceis de falar ainda, como o fato de ele ter transtorno bipolar, usado drogas, e seus pensamentos suicidas - os quais viriam a consumar-se, em abril de 1994. Em 1979 seu tio-avô suicidou-se com um tiro no estômago. Em 1982, Kurt fez um curta metragem chamado Kurt commits bloody suicide. Em 1984, outro tio-avô também se matou. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O diretor Schnack resolveu criativamente a falta de imagens, ou mais provavelmente, do direito ao uso de imgens de shows e do acervo familiar do músico. No documentário, sempre que Cobain fala sobre algum aspecto marcante de sua vida, aparecem imagens das cidades, várias, onde ele morou, pernoitou, por onde passou, com suas respectivas paisagens e moradores. Essa ausência de Kurt está presente nas imagens do filme. Este documentário é um grande achado para se conhecer mais intimamente o pensamento e os sentimentos de um jovem lindo, deprimido, criador de composições geniais, criador de músicas inesquecíveis e de um gênero no rock que continua firme até hoje, o grunge, o rock alternativo. Rock que é mais do que música, é expressão do pulsar da vida, do rebelar-se, do expressar-se, da liberdade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Kurt tinha o rock nas veias. É dele a frase "quando o rock morrer o mundo vai acabar". Porque no rock o líder do Nirvana depositou toda a sua força criadora, a sua rebeldia, os seus traumas de infância, a sua desesperança, seus medos, sua força tão grande quanto frágil. Era um artista, atormentado por não saber lidar com sua vida, tão cheia de janelas que se abrem e se fecham, de portas que se abrem e se fecham. O que não impediu que, mesmo depois de passados 15 anos de seus suicídio, ainda repercuta lastimavelmente a ausência do maior ídolo do rock nos anos 90, e que até hoje tem uma legião de seguidores, entre os quais, eu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1371160599081731467?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1371160599081731467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/ha-vida-depois-do-rock.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1371160599081731467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1371160599081731467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/ha-vida-depois-do-rock.html' title='Há vida depois do rock?'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnPUg1PdUkI/AAAAAAAAAM0/vupocnsX8ag/s72-c/Kurt_About_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-2279042234305641531</id><published>2009-07-30T18:52:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T19:57:28.373-07:00</updated><title type='text'>15 passos e um corte</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnJcgFK0FPI/AAAAAAAAAMs/iVpgkSPREdo/s1600-h/lua_nova_poster.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364451812364784882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnJcgFK0FPI/AAAAAAAAAMs/iVpgkSPREdo/s400/lua_nova_poster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por que, depois da atração, a retração? Por que, depois da paixão, a melancolia? Por que, depois da descoberta do amor correspondido, a separação?&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Porque estes são alguns dos elementos centrais de um roteiro sobre uma história de amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Os melhores romances de todos os tempos, como Casablanca e E o vento levou, assim são considerados graças a um conjunto de fatores técnicos, mas sobretudo porque uma ótima história tem tudo para resultar em um ótimo filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Muitas vezes essas histórias começam nos livros. Um exemplo para mim marcante é a obra A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera. O livro, publicado em 1984, foi adaptado para o cinema pelo diretor Philip Kaufman, em 1988. A história gira em torno do amor e do desamor, das formas diversas de amar uma mesma pessoa, ou das formas diversas de amar pessoas diferentes, ou se é possível amar dessas formas diversas, ou ainda, se é possível realmente amar. A leveza e o peso existem na mesma medida, a presença de um é a ausência de outro, o amor e o desamor, o encontro e o desencontro, o amor ideal e o amor real.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Com tão forte teor filosófico e psicológico, impecavelmente escrito por Milan Kundera, resta o hercúleo desafio para transpor uma história com essa complexidade para o cinema. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Teria o filme causado o mesmo impacto? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O filme foi indicado ao Oscar como melhor roteiro adaptado, o que indica que sim. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Eu não abro mão de ler o livro que dá origem a um filme. Considero um dos maiores desafios para um roteirista adaptar uma obra literária para o cinema. O filósofo Jean-Paul Sartre, a quem admiro por tudo o que escreveu, roteirizou a biografia de Sigmund Freud para dar à luz ao filme Freud, além da alma. Dirigido por John Huston, em 1962, o filme, apesar de correto, é acadêmico. Sartre não é creditado no roteiro, porque o seu roteiro original era tão imenso quanto uma tese. Quando o diretor pediu que ele revisse o feito, ele revisou. E acrescentou mais páginas ainda... Já o livro feito por Sartre atravessa nosso imaginário o tempo todo, pela maestria com a qual Sartre escreve e descreve os dramas pessoais vividos pelo pai da Psicanálise.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora estou prestes a sugar as páginas dos livros que deram origem ao filme Crepúsculo e as suas continuações, Lua Nova e Eclipse. Desta vez, vi o filme antes de ler a obra. Estou ansiosa para ler. Torço para o livro superar o que vi. Mas gostei tanto deste filme, que torço que o próximo, Lua Nova, previsto para estrear em 20 de novembro, seja tão bom ou melhor do que Crepúsculo. Porque, apesar das controvérsias de opinião (tenho amigos que adoram e outros detestam este filme), eu continuo a afirmar que, mais do que mais um filme sobre vampiros, e independente de toda mídia em torno dele, esta obra prima pela maneira delicada com a qual costura uma história de amor: Por que, depois da atração, a retração? Por que, depois da paixão, a melancolia? Por que, depois da descoberta do amor correspondido, a separação? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Há respostas. Basta olharem esses filmes.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;Boa noite! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663333;"&gt;15 Step (Radiohead - Composição: Thom Yorke) Na trilha do filme Lua Nova&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;15 Passos&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como pude terminar onde comecei?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como pude terminar onde errei?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não tirarei meus olhos da bola novamente. Você me enrola e depois corta o fio.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Como pude terminar onde comecei?Como pude terminar onde errei?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não tirarei meus olhos da bola novamente.Você me enrola e depois corta o fio.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Você costumava ser legal. O que aconteceu? O gato comeu sua língua? Seu fio desenrolou?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um por um Um por um Vem para todos nós É tão macia quanto seu travesseiro&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Você costumava ser legal O que aconteceu? Etcetera Etcetera &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Fatos para o que quer que seja Quinze passos E um corte.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-2279042234305641531?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/2279042234305641531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/15-passos-e-um-corte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2279042234305641531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/2279042234305641531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/15-passos-e-um-corte.html' title='15 passos e um corte'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnJcgFK0FPI/AAAAAAAAAMs/iVpgkSPREdo/s72-c/lua_nova_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5188268394032784970</id><published>2009-07-29T20:10:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T21:51:14.733-07:00</updated><title type='text'>Pelas ondas do rádio</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnEkizvRYjI/AAAAAAAAAMk/9sjtRlpeX2E/s1600-h/radio_days_1_x.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364108811597603378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnEkizvRYjI/AAAAAAAAAMk/9sjtRlpeX2E/s400/radio_days_1_x.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Estava eu aqui, neste começo de madrugada, terminando de escrever o script do próximo programa Liga dos Direitos Humanos, que apresento na Rádio da Universidade. Este é um programa especial, feito em memória ao professor Nilton Bueno Fischer, que faleceu subitamente neste domingo. Eu via poucas vezes o professor Fischer, porque trabalhávamos em andares diferentes, em horários muitas vezes diversos, como costuma ser o dia-a-dia na Faculdade de Educação da UFRGS. Todos os dez andares tomados por salas sempre cheias de aulas, debates, eventos. Pulsando, fervilhando idéias. Adoro este lugar, no qual fui tão bem acolhida há nove anos, pela professora e então diretora, Merion Bordas. Eu havia saído da Rádio da Universidade, após uma súbita troca de direção, que fora feita de forma anti-democrática. Até então, os diretores vinham sendo eleitos pelo corpo de funcionários da emissora. E o jornalista, meu grande amigo e mestre Ilgo Wink, o melhor diretor que a rádio teve, foi substituído. Ele era bom demais. Dinâmico, empreendedor, visionário. Sabia que o grande diferencial da rádio era a sua programação voltada para a música erudita. Por ser jovem, lembro que na época em que ele assumiu havia um certo receio que ele encampasse uma revolução na programação, do tipo Abaixo Bach! Fora Beethoven! Que queres aqui, Mozart? Até tu, Vivaldi? E jogasse os discos de vinil pela janela como se fossem - e seriam! - discos voadores. Imagine se ele ainda usasse barba....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Pois o Ilgo, além de reforçar a programação musical erudita com programas especiais e comentados sobre esta grande arte, investiu em programas novos sobre Chorinho, Tango, Jazz e Música Popular Brasileira. Investiu também em novos programas culturais, onde personalidades do meio cultural eram entrevistadas, e onde programas ao vivo - sim, os programas de auditório - passaram a ser produzidos em ocasiões especiais. Radionovela, músicos cantando ao vivo, tocando piano, sax, performances de teatro e debates com grandes nomes, como Moacyr Scliar, Décio Freitas, Armindo Trevisan, só para citar alguns.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Saímos de lá em protesto, solidários, e solitários, talvez. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas quem pega o gosto pelo microfone no ar não pára mais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Meu grande amigo e mentor está atuando (desde que nasceu, acho, pois tem voz de locutor) , no jornalismo esportivo, na assessoria de imprensa, o cara não pára. E eu, quase oito anos depois, via o seriado Frasier, do psiquiatra que apresenta um programa de rádio, e fiquei com uma saudade danada daquele ritual todo, do imaginar o programa, elaborar a pauta, procurar às vezes com sorte e às vezes com desespero pelo entrevistado, entrevistar, editar, produzir, até que o programa sai do forno para os ouvintes. E começa tudo de novo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Mesmo com a internet, YouTube, Mptodos, etceteraetal, o rádio é um veículo que não envelhece. É como um livro. São sagrados. São verdadeiras descobertas do ser humano. Mesmo quando não conseguimos sintonizar direito, quando fica sem pilha (!), o rádio é, antes de tudo, um companheiro. Parceiro no criado-mudo, no travesseiro, no jogo de futebol, em um canto na cozinha, no carro, onde a gente quiser. Um companheiro que nos fala, nos traz a notícia, a música, espanta a solidão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;O professor Nilton Bueno Fischer gostava da rádio da UFRGS, e ficou muito feliz quando foi entrevistado por mim em 2008, quando a FACED completava mais um aniversário. Lembro como se fosse hoje a alegria dele em relembrar dos carreteiros que eram feitos na FACED, e de pedir, publicamente, pelas ondas do rádio, que a comunidade facediana e da Ufrgs voltasse a confraternizar mais, a se encontrar mais. Ressignificar, disse ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;É com muito carinho que fiz esse programa, para ser ouvido pelos 1080AM, pela internet. Para que a voz dele continue a ecoar pelas ondas do rádio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Como Woody Allen escreveu no roteiro do filme A Era do Rádio (1987), o personagem Joe diz &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;" and I’ve never forgotten any of those people… or any of those voices we used to hear on the radio.” Não, nós nunca esquecemos de nenhuma dessas pessoas... ou daquelas vozes que nós costumávamos ouvir no rádio".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;As pessoas vão, o imaginário, não. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Beijos!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5188268394032784970?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5188268394032784970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/pelas-ondas-do-radio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5188268394032784970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5188268394032784970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/pelas-ondas-do-radio.html' title='Pelas ondas do rádio'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SnEkizvRYjI/AAAAAAAAAMk/9sjtRlpeX2E/s72-c/radio_days_1_x.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1613996138034465160</id><published>2009-07-28T18:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T20:10:03.798-07:00</updated><title type='text'>Cinema, direitos humanos e expectativas</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm-7Eb4EidI/AAAAAAAAAMc/Jd045tvRL3Y/s1600-h/amor-sem-fronteiras-poster03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363711366098356690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm-7Eb4EidI/AAAAAAAAAMc/Jd045tvRL3Y/s400/amor-sem-fronteiras-poster03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Minha vida é um blog aberto. Desde que comecei a escrever aqui tem sido assim. Comentar sobre filmes, sobre a vida, sobre os fatos. Realidade e ficção. Que concebo e vejo de forma completamente diferente desde que passei a estudar na área de direitos humanos, e a ingressar, como autodidata, no mundo do cinema. Porque tenho muito claro a importância que a linguagem audiovisual tem na expressão, difusão, e reflexão crítica com relação a causas sociais, às violações cometidas nos direitos fundamentais e sociais de pessoas, de comunidades em situação de exclusão, de discriminação, de vulnerabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Essa combinação de ideais -cinema e direitos humanos - me levaram a pesquisar, roteirizar e posteriormente codirigir o documentário Perambulantes -A vida do povo de Acuab em Porto Alegre. O filme foi lançado em 2008, com 60 minutos de duração, e com financiamento do Fumproarte. Apresenta, em forma de um docudrama, o encontro da Cacique Acuab com o fotojornalista Carlos Carvalho, em um passeio por vários locais de Porto Alegre. Neste passeio, o jornalista (o "homem branco") descobre onde e como vivem os indígenas em Porto Alegre, através dos depoimentos de indígenas Guarani e Kaingang. A cacique relata a luta de sua comunidade em busca do reconhecimento da etnia Charrua, mostra o local onde vive sua comunidade, e apresenta ao fotojornalista aspectos  de sua cultura (pelas danças, música, artesanato, cultivo de ervas, e pelos depoimentos de seus familiares). &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O documentário reúne, ainda, depoimentos de pesquisadores na questão indígena,  nas áreas de antropologia, educação, história, direito, assistência social, direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Um outro tema absolutamente novo e caro aos indígenas, a questão das ações afirmativas e o direito dos jovens indígenas ao ingresso no ensino superior, é também focalizado neste filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O documentário teve várias exibições públicas e gratuitas. O projeto previa a produção total de 150 DVDs, que foram doados às comunidades indígenas, escolas,universidades, Ongs.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Pois eu resumi a proposta deste documentário, em primeiro lugar, para reafirmar o meu compromisso com a causa indígena. O Brasil é historicamente violador de direitos indígenas especialmente no Norte e no Mato Grosso, onde índios são mortos, os suicídios crescem vertiginosamente, mas essas notícias não saem nos jornais. Esses são outros diferenciais de Perambulantes: por meio de depoimentos e efeitos de animação, o filme reconstrói a história do descobrimento do Brasil a partir do ponto de vista indígena, contrariando a história oficial do descobrimento. E uma extensa pesquisa de clipagem apresenta no vídeo manchetes de jornais, para se ter uma idéia de como os indígenas são tratados, retratados e destratados pelo governo, por setores da sociedade, pelos políticos que muitas vezes os tratam de forma assistencialista com fins eleitorais.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu e toda a equipe de produção tratamos deste tema com o carinho, a responsabilidade, e o respeito que merece. Foram quase cinco meses de edição. Foram muitas incontáveis noites insones, vendo, revendo, vendo de novo as cenas, procurando dar o melhor tratamento dentro de condições extremamente modestas que o orçamento permitia.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Tive e tenho muito orgulho desta equipe. Vestiram a camiseta pela causa indígena. Das produtoras que se tornaram parceiras do projeto desde o começo. Que procuraram sempre o apuro técnico que dão a todos os trabalhos que fazem. A todos os depoentes que com o maior prazer foram exaustivamente entrevistados, para deixar gravado seu testemunho pela causa indígena. E, especialmente, a todos os indígenas que participaram do filme, por nos acolherem afetuosamente, por perceberem que nossa intenção foi propiciar um registro de suas lutas, de suas reivindicações por uma realidade digna para suas comunidades. Meu contato com a Cacique Acuab foi desde o início, de sentir-me escolhida e de escolhê-la para  ela, como mulher, como indígena e como cacique, ter a oportunidade, a primeira de muitas outras portas que se abrirão, para falar sobre a luta de seu povo pelo reconhecimento da etnia Charrua.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Quero dizer que ao longo do trabalho de pré-produção, e mesmo de produção, ouvi muitos especialistas que não corroboram este reconhecimento. Eu segui, mesmo assim. Quero dizer que houve inúmeros problemas de bastidores, de stress de produção, de falta de patrocínio, que surgem como tentações para nos fazer parar no meio do caminho. Não parei.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje à tarde foi um dos dias mais melancólicos de meus 43 anos. Compareci a uma reunião de esclarecimentos na Defensoria Pública da União, juntamente com as duas colegas de direção/produção. Havia na sala, além da Defensora, da Cacique e sua filha, uma professora de antropologia da UFRGS, o representante da Funai, o antropólogo do Museu Antropológico do RS, outro antropólogo, e, soube somente no fim da reunião, que também lá estava uma repórter do Jornal Correio do Povo. Gostaria que a imprensa tivesse a mesma agilidade de ficar uma tarde inteira cobrindo as necessidades de umacomunidade indígena, po exemplo. Mas isso rende notícia?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; A cacique, depois de seis meses de lançamento do filme, não o reconhece como representativo da causa Charrua. Querem comercializar cópias do DVD, como forma de indenização, mas um DVD  que atenda as suas expectativas. O que seria uma nova edição. Só que sem financiamento do Fumproarte. Estamos nós, roteirista/produtora/diretoras, as legítimas autoras da obra, colocadas na berlinda, prestes a irmos ao banco dos réus, por danos morais ou à imagem ou outra alegação do gênero, porque pretensamente realizamos um filme que seis meses após passa a não corresponder às expectativas. Depois que saí daquele ambiente, só conseguia lembrar de Giordano Bruno. E por isso escolhi o cartaz do filme Amor sem fronteiras (produção de 2003 dirigida por Martin Campbell). Porque este filme mostra que a paixão por alguém ou por uma causa transforma, para sempre, a vida de uma pessoa. O que aconteceu comigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Chorei em casa, sozinha. Liguei para o meu melhor amigo. Pedi para minha filha voltar mais cedo do trabalho. Pensei, por um segundo, em rasgar meu diploma de especialista em direitos humanos. Pensei em jogar fora as matrizes dos vídeos em direitos humanos que venho produzindo, desde 2008, graças a uma equipe - muitos dos quais reunidos a partir do Perambulantes - que vem trabalhando de forma voluntária, pois até o momento não temos patrocínio para os vídeos em direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Lembrei que meu casamento começou definitivamente a terminar no dia em que eu, feliz, feliz, muito feliz, fui falar para o meu marido que meu primeiro roteiro, um documentário sobre a Cacique Acuab e os indígenas em Porto Alegre, tinha sido aprovado com três pareceres positivos no Fumproarte. Ele não me deu o apoio que eu pensei que teria. Criticava o tempo que eu dedicava a essa causa, e o dinheiro que tantas investi para poder fazer coisas que só quem entende de produção sabe do que estou falando. Deixei o casamento, mas não a causa.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E hoje foi, para mim, uma provação. Sou descrente, estou no limbo, mas me ocorre pensar em Jó.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Senti-me em uma babel. O mundo em que vivemos é muito complicado por uma razão muito simples: porque complicamos o simples.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Vou chorar o que tiver que chorar. Mas não vou parar. A causa indígena é muito maior.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Se houve qualquer desagrado a quem quer que seja mostrado neste filme, no meu entendimento, um sincero pedido de desculpas, um abraço forte e fraterno, seria selar um acordo de paz. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas vivemos no mundo das indenizações, dos danos morais. E do inusitado: eu, uma frustrada cineasta e uma frustrada defensora de direitos humanos, estou na berlinda por causa daqueles a quem dedicou estudo e afeto.A estas pessoas, o meu sincero pedido de desculpas, o desejo de um abraço fraterno, Mas nunca, um acordo no qual eu abandone, por um segundo, a consciência tranquila de ter feito o melhor &lt;span style="color:#000000;"&gt;possível. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Boa noite.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1613996138034465160?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1613996138034465160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/cinema-direitos-humanos-e-expectativas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1613996138034465160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1613996138034465160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/cinema-direitos-humanos-e-expectativas.html' title='Cinema, direitos humanos e expectativas'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm-7Eb4EidI/AAAAAAAAAMc/Jd045tvRL3Y/s72-c/amor-sem-fronteiras-poster03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-8877518944046671751</id><published>2009-07-27T17:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T21:24:13.211-07:00</updated><title type='text'>Vilões</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm5e2Eo2qRI/AAAAAAAAAMU/PJjgFiu3vCs/s1600-h/the_usual_suspects_blu-ray-148-0.jpg"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363328489295882514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm5e2Eo2qRI/AAAAAAAAAMU/PJjgFiu3vCs/s400/the_usual_suspects_blu-ray-148-0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Não existiria o herói se não existisse o vilão. Ou, por causa da existência do vilão, é que surge o herói. Seja nas histórias em quadrinhos, seriados, novelas, ou nos filmes de cinema, a figura do vilão sempre ganha destaque. Às vezes ganha tanto, que o vilão deixa de ser coadjuvante para se transformar no quase protagonista. Quase, porque nosso mundo pré-apocalíptico capitalista não aprovaria que o mal triunfasse sobre o bem, que o vilão vencesse o herói. Não na ficção. Não é politicamente correto. Então, nos desenhos e nas fábulas o vilão vai para trás das grades, perde o duelo, não fica com a mocinha. Alguém lembra do Dik Vigarista e seu inseparável e rabujento cão Mutley? Pois eu via a Corrida Maluca por causa deles. Eles nunca venciam a corrida, porque trapaceavam. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas a corrida só tinha graça por causa deles. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Já na vida real, acontece normalmente exatamente o contrário. A violência cresce, e com ela aumentam os homicídios, latrocínios, tráfico de drogas, de menores... A corrupção se alastra, e com ela a impunidade que serve como um troféu para políticos e outros que com eles formam uma verdadeira rede ilícita e endêmica. O cidadão paga heroicamente os impostos, os juros, o crédito rotativo, os endividamentos que protelam sua derrocada e sua dignidade. Os sem-teto tem o super-poder de sobreviver ao frio, ao gélido e cortante frio do inverno gaúcho. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Os excluídos rumam, heroicamente, para a esperança de que um dia as coisas melhorem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Enquanto isso, os poderosos representantes dos países mais poderosos do planeta Terra se reúnem para fruirem jantares dantescos, proferem discursos que não redigiram e não leram. É um show de protocolares formalidades, onde o que mais preocupa a grande mídia é divulgar o novo vestido de Carla Bruni ou o novo penteado de Michele Obama. Quantos morreram hoje no Afeganistão? Como estão sendo assistidos os refugiados de guerra? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Que governantes estão realmente cumprindo os tratados de paz? Deixando de investir em armamentos, reformas na decoração e infindáveis reuniões para decidir que não decidiram nada?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Nos filmes, a realidade inspira, e como inspira, a criação de vilões. Dos mais citados e requisitados, está Darth Vader. O lado negro da força. O vilão mais elegante, a voz mais inconfundível de todos os tempos. O vilão dos vilões. O alter-ego do belo e atormentado Anakyn, que de maior discípulo de Obi Wan se transformou em seu maior opositor. "I hate you!" esbraveja Anakyn na luta contra Obi Wan. Esta relação de amor e ódio é o que separa e é o que une o herói ao anti-herói. Cordão umbilical. Feitos um para o outro. Esse é também o caso de Batman e Coringa. De todos os vilões que Batman enfrenta, e é uma verdadeira galeria de super-vilões, Coringa é o mais intrigante, é o melhor e pior vilão de todos. Melhor porque seu riso e seu sadismo o tornam um vilão irresistível e carismático. Pior, porque é sombrio, sombrio como Batman. O espelho de Batman. O outro lado do justiceiro, o da vingança. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por isso Batman nunca ri. Por isso Coringa ri o tempo todo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Existem outros famosos vilões, e não pretendo aqui citá-los todos, a não ser alguns que me ocorrem agora, como o Dr. Hannibal Lecter, o psiquiatra canibal de gélidos olhos azuis; os clássicos Nosferatu e Conde Drácula, vampiros que são fonte de inspiração para todos os vampiros que vieram depois; Sauron, a força maligna em O Senhor dos Anéis; Voldemort, o arquiinimigo do bruxo do bem Harry Potter. Leatherface, do filme O Massacre da serra Elétrica, e Mike Myers, dos filmes Halloween, os assassinos Fredy Kruger e Jason, são outros vilões no gênero espirra sangue-que-tem-gente-que-gosta.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Os vilões mais vilanescos são os cerebrais, estrategistas, dissimulados. Porque são os mais humanos, os que quase convencem que o que fazem é porque faz parte da natureza humana, e não por maldade. Um deles é Jigsaw, de Jogos Mortais. O outro está no famoso filme de suspense Os Suspeitos (1995), de Bryan Singer. O vilão Kayser Soze é um homem ardiloso e inescrupuloso. Mas parece ser o tempo todo um idiota. Quem vai se preocupar com as palavras e as ações de um idiota? Um roteiro espetacular, com atuações igualmente fantásticas, especialmente a de Kevin Spacey como Kayser Soze, fazem o ponto de virada bem no final do filme, quando o idiota se revela um vilão com pós-doutorado cinco estrelas. Filme que ganhou Oscar de melhor roteiro original e melhor ator coadjuvante (ou vilão coadjuvante), para um dos atores que mais gosto, Kevin Spacey.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O vilão é sorrateiro. Ri de todos, da idiotice dos outros, mesmo quando está sério. O verdadeiro vilão, a essência do mal, dá um sorriso de lado, faz um olhar comprido. Saboreia o gosto da mentira, da trapaça, da falcatrua. Os vilões fazem os filmes de ação terem ação, os filmes de suspense manterem suspense, as comédias nos fazerem rir, e os dramas se tornarem intensos. Sem vilão, não ha motivo para existir um herói.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas os vilões anônimos, esses que assinam acordos pela guerra e não pela paz, que desviam recursos públicos que poderiam matar a fome de muitos flagelados, esses estão bem mais perto de nós do que podemos supor. E até Darth Vader e Kayser Soze ficam envergonhados, por saberem que com esses vilões ainda tem muito a "aprender". &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abraços!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-8877518944046671751?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/8877518944046671751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/viloes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8877518944046671751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/8877518944046671751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/viloes.html' title='Vilões'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm5e2Eo2qRI/AAAAAAAAAMU/PJjgFiu3vCs/s72-c/the_usual_suspects_blu-ray-148-0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-5102572211707014455</id><published>2009-07-26T17:59:00.000-07:00</published><updated>2009-07-26T22:05:55.058-07:00</updated><title type='text'>Xeque-Mate</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm0SWgZaHmI/AAAAAAAAAMM/dPkYkhxnn4Y/s1600-h/seventhseal.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362962909131054690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm0SWgZaHmI/AAAAAAAAAMM/dPkYkhxnn4Y/s400/seventhseal.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje é para mim um dia melancólico. Vou escrever um pouco sobre o cineasta da melancolia, Ingmar Bergman. Autor de Fanny e Alexander (1982) e de outros clássicos, como Noites de Circo (1953), A Fonte da Donzela (1960), Gritos e Sussurros (1972), O Ovo da Serpente (1977), Sonata de Outono (1978). O sueco realizador de mais de cinqüenta filmes, além de peças para rádio e teatro, é o cineasta preferido do meu cineasta preferido, Woody Allen. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;É referência fundamental para quem gosta de cinema. Para quem gosta da vida e questiona a existência. A propósito desse questionamento constante em toda a obra bergmaniana, está o clássico "O Sétimo Selo". Realizado em 1957, mostra uma poética e contundente reflexão sobre o encontro com a morte. Uma alegoria filmada em preto e branco, que se passa no século XIII, em um mundo corroído pela peste negra. A morte vem buscar Antonius (Max Von Sidow), mas ele não quer partir antes de compreender o sentido da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Propõe um jogo de xadrez, no qual a morte, perdedora, continua a persegui-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;É pelo encontro com a morte que compreenderemos finalmente o sentido da vida? Ou a sua falta de sentido? Durante a caminhada, não parece ser saudável ficarmos paralisados diante da única e inexorável certeza que temos, que é o encontro com a morte. Talvez como defesa, ou como contra-ataque, ficamos a ocupar o nosso tempo fazendo coisas. Estudamos, trabalhamos, casamos, descasamos, perdemos o emprego, achamos outro, ou não, paramos de estudar, ou nos formamos, acertamos, erramos. Vivemos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mais do que respirar, para alguns. Respirar e um pouco mais, para outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Cada um procura, a sua maneira, um sentido para a vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Cada um adia, a sua maneira, o encontro com a sombra e seu cajado.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O Sétimo Selo, apesar de ter sido realizado em 1957, mostra um mundo atual, o mundo caótico. A dança com a morte apresenta todos os males e os maes de todos. A genialidade e a atualidade de Bergman estão aí, a mostrar que morremos um pouco todos os dias, nos matamos como civilização, e ao mesmo tempo olhamos com distanciamento, como se isso não nos afetasse, apenas aos outros. Mas esse jogo de xadrez será jogado por todos. Xeque-mate. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Onde o vencedor é sempre o mesmo. Jogo sujo, golpe baixo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A melancolia de Bergman é este dar-se conta da efemeridade da vida, e do que fazemos nesse interim. Melancolia que me toca profundamente hoje,  por receber mais um choque, mais uma perda brutal. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O querido educador, professor Nilton Bueno Fischer, da Faculdade de Educação da UFRGS, deixou-nos hoje. Assim, subitamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fico a imaginar um plano aberto, mostrando um tabuleiro gigante. Nele vejo Frei Rovílio e professor Hugo, caminhando lado a lado, e recebendo, de braços bem abertos, o professor Nilton. Alguém se aproxima deles. Em um plano bem fechado, vê-se que é Ingmar Bergman. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu tenho certeza que esse encontro será lindo, com poesia, piadas, sabedoria, solidariedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Talvez pessoas que se tornam referências em nossas vidas pelo seu exemplo, pela sua forma humana de ser, ensinar e agir, tenham compreendido o sentido da vida. E por isso se vão.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu prefiro pensar assim. Na partida da vida, todos partem. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;A nós, fica a próxima jogada, até o dia do Xeque-Mate.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Abraços.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-5102572211707014455?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/5102572211707014455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/xeque-mate.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5102572211707014455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/5102572211707014455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/xeque-mate.html' title='Xeque-Mate'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Sm0SWgZaHmI/AAAAAAAAAMM/dPkYkhxnn4Y/s72-c/seventhseal.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-4939081535881817416</id><published>2009-07-25T15:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-25T17:44:26.831-07:00</updated><title type='text'>Salve-se quem puder</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smuk_x0aOSI/AAAAAAAAAME/F-g7H7H11-M/s1600-h/sicko-waitingroom-final-lr.jpg"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362561196926581026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smuk_x0aOSI/AAAAAAAAAME/F-g7H7H11-M/s400/sicko-waitingroom-final-lr.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Olhem bem este cartaz. Vocês estão vendo essas pessoas sentadas ao lado de Michael Moore? Para elas, não há motivo para rir. É assim que o atual sistema de saúde não trata as pessoas. Não há dignidade, nem competência, nem prioridade à assistência médica, hospitalar, dentária e social. Com exceção, óbvio, para os donos do poder e do dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Dinheiro, sempre ele. A causa de todos os males.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;No documentário Sicko (2007) o cultuado documentarista apresenta várias histórias de cidadãos norte-americanos que foram mal-tratados pelo SISTEMA de saúde. Há os sem seguro-saúde, os com seguro-saúde e nem por isso com a garantia de um bom atendimento. Nos Estados Unidos, o único serviço público gratuito na área da saúde é a vacinação e emergências graves. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O filme mostra ainda outros sistemas de saúde, em países como Canadá, Inglaterra, França e Cuba. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Nesses países o atendimento médico é gratuito, e nem por isso perde a qualidade, muito pelo contrário. No Brasil, o SUS é um sistema que em tese é perfeito e justo. Universal, como diz o nome. Só que na prática não é assim. Há mais doentes do que leitos, há mais doentes do que hospitais, há mais doentes do que médicos aptos a atender pelo Sistema, há mais doentes do que laboratórios para realizar exames pelo Sistema, há mais doentes do que tratamentos ágeis e eficazes no tratamento, na prevenção e na solução de problemas de saúde. A saúde está doente.  O diagnóstico é, aparentemente, câncer generalizado.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Não me vejam como uma das gregas cassandras a trazer maus augúrios.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; Quem adoece, ou conhece alguém na família ou amigos que adoecem, ou sofrem acidentes, sabem do que estou falando.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O mundo é dos com, e o submundo é dos sem. Com dinheiro. Sem dinheiro. Com dinheiro, e daí há planos de saúde, seguros de saúde, hospitais com quartos privativos que parecem flats ou quartos de hotéis de luxo. Os médicos te recebem por pelo menos uma hora, e realmente prestam atenção no que você está falando. Os exames, dos mais simples aos mais complexos, são feitos na hora marcada. Às vezes você esquece da doença, acha que está em férias. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;As pessoas se preocupam contigo, te dão atenção, alimentação, e depois, quando felizmente você está plenamente recuperado, assina quinhentas mil autorizações e volta para a sua vida, saindo pela mesma porta que entrou: a particular, com escada de granito, pelo elevador privativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então, você não terá cruzado com centenas de pessoas que diariamente aguardam desde a madrugada para conseguir marcar uma consulta. Você não terá visto crianças chorando, mães com olheiras profundas, pais com cara de colono do interior que só vem na cidade porque seu filho está muito doente. São pessoas com câncer, com AVC, com diabetes, com problemas cardíacos. Não importa. Seja qual for o diagnóstico, aguardem a chamada pelo número da senha, ou voltem em outro dia, outro mês, outro ano. Quando funciona, é ótimo. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas e quando não  funciona? Mais uma morte, e nada mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu sou contra planos de saúde pelo mesmo motivo que sou contra cursinhos pré-vestibular. São criações de um SISTEMA que não funciona, um no caso da saúde, e outro no caso da educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Com o detalhe que ganham, em ambos os casos, muito dinheiro. Porque há gente com muito dinheiro para pagar. E porque há gente que cada vez tem menos dinheiro, mas que ainda paga, pelo medo, pelo pavor, pelo desespero que tem de sentar ali, no cartaz ao lado de Michael Moore, ou ao lado das pessoas que não estão no andar privativo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; A descida dos degraus para o submundo é mais tênue do que se imagina.  &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Quando faremos alguma coisa para mudar essa situação? Por que uns ganham tanto dinheiro às custas do sofrimento, da doença e da própria morte?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Sicko é uma crítica mordaz ao sistema norte-americano de saúde. E se há algo no qual o Brasil também continua a reproduzir o tal sistema, é na saúde. Para os com-dinheiro, a vida e a sobrevida. Para os sem-dinheiro, o discurso retórico e político pela vida e a prática do salve-se quem puder.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Abraços.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-4939081535881817416?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/4939081535881817416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/salve-se-quem-puder.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4939081535881817416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/4939081535881817416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/salve-se-quem-puder.html' title='Salve-se quem puder'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smuk_x0aOSI/AAAAAAAAAME/F-g7H7H11-M/s72-c/sicko-waitingroom-final-lr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-473754561030508573</id><published>2009-07-24T19:33:00.000-07:00</published><updated>2009-07-24T20:30:12.719-07:00</updated><title type='text'>Adeus, fúria!</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smp5Kb6UisI/AAAAAAAAAL8/WfQM1Zl8KQA/s1600-h/adeus+l%C3%AAnin.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362231526536022722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smp5Kb6UisI/AAAAAAAAAL8/WfQM1Zl8KQA/s400/adeus+l%C3%AAnin.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Um dos meus primeiros posts deste blog foi sobre o filme Um dia de fúria. Acho que este passará a ser um dos meus filmes de cabeceira. Assim como o filme Adeus, Lênin! (2003), dirigido por Wolfgang Becker, que faz uma crítica ao que a burocracia e o capitalismo tem de pior. Melhor um filme sobre a fúria do que uma explosão real de fúria. Será? Vejamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Há alguns meses, eu tentei locar um imóvel para abrir uma produtora. Entre mil e um documentos desta e de minhas encarnações passadas, eu precisava de uma negativa do banco, que por sua vez precisava de uma negativa de uma loja da qual sou cliente há dez mil anos atrás, que por sua vez informou-me, depois de eu repetir a mesma solicitação a dez mil pessoas, que eu tinha que aguardar o FLUXO. Que aguardar o que, eu queria garantir a locação, e expliquei ao gerente, com cópia oculta  ao Obama e ao papa, que eu queria apenas o que era direito meu. Ledo engano.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então, chorei. Não, não foi encenação, não sou atriz. Eu estava farta do fluxo, do sistema, do stress, do grande irmão. Eu só queria o que era direito meu. Então, o gerente agiu, o banco agiu, o papel chegou e o seguro-fiança negou. Motivo: mais renda, só a minha não era suficiente. Não preciso dizer que ele deve ter desconfiado... essa gente que quer abrir produtora e trabalhar com filmes... São americanos? Não. São da Globo? Não. Então...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Então me telefonaram nesta semana da grande rede de departamentos para me informar, educadamente, que o sistema tem lá uma cópia de uma declaração assinada por mim, e que se eu não fosse buscar ainda nesta semana, o tal documento seria arquivado em algum lugar deste planeta, por ordem do sistema, para seguir o fluxo. Como eu sou contra o sistema, e o fluxo que vá para aquele lugar, fui no mesmo dia resgatar o que afinal continha o meu nome. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fui de novo atendida com um alto nível de educação, e com o mesmo nível de incompetência. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Aguardei pacientemente por mais de trinta minutos, enquanto um, depois dois, e depois três atendentes procuravam o tal documento. Enquanto isso, para não lembrar de Michael Douglas, passei a contemplar a decoração do local. Fiquei com pena deles. Como podem trabalhar e serem felizes em um lugar sem alma? Mas foi aí que eu vi algo estupendo, cena de cinema: uma caixa, provavelmente de sapatos, forrada cuidadosamente com um papel de embrulho bem bonito. Na parte superior, uma etiqueta grande, onde estava escrito com letras lindas: &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"Papéis de rascunho 2009".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Aí comecei a palpitar, suor frio, mãos trêmulas, tiques. Arritmia, síncope. Então, se eu tivesse ido resgatar uma folha de rascunho relativa ao ano de 2009, estaria resolvido o meu problema. O problema seria se eu quisesse uma folha de rascunho relativa ao ano de 2008... 2007 então? Estaria no arquivo morto? O que o sistema prevê em situações como essas? &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Me diga, o que você faria em meu lugar?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu pensei em fazer greve, passeata, moção de repúdio. Ir na Delegacia do Consumidor. Procurar um advogado. Apostar na solidariedade humana. Ninguém mais compra na Grande Rede de Departamentos! Abaixo o Sistema!! E o fluxo que vá para... aquele lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Depois de um segundo de reflexão existencial, cheguei sabiamente à conclusão que uma voadora seria a melhor solução. Papéis de rascunho voando por todos os lados, e eu faria aviõezinhos de papel, sopraria pra bem longe, prá lá de Bagdá... os atendentes sairiam desesperados, procurando resgatar freneticamente os papéis, os restos de papéis, os escombros dos papéis, e eu picotando, picotando, picotando... e rindo, feliz, muito feliz. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Eu seria levada pelos seguranças da Grande Rede de Departamentos. Os transeuntes, vorazes ou potenciais compradores da Grande Rede de Departamentos, estariam olhando acusadoramente para mim. Uns achariam divertido. Outros defenderiam a ordem e o progresso. Nenhum viria perguntar o que realmente estava acontecendo. Não era com eles. Os atendentes seriam sumariamente demitidos pela incompetência em organizar o sistema. O gerente providenciaria imediatamente uma nova caixa de sapatos, desta vez com um super-sistema de segurança conectado diretamente ao seu celular, para evitar futuros ataques terroristas. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E tudo voltaria à santa paz, à normalidade...&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E eu? Provavelmente seria fichada na polícia, encaminhada para fazer exames de sanidade mental. Aguardaria em uma fila. Depois outra, para assinar alguns papéis, preencher informações. Sabe como é, moça, é o sistema. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;E se eu dissesse ao delegado de plantão que eu sou da área de direitos humanos... &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Bom fim de semana!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-473754561030508573?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/473754561030508573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/um-dia-de-furia-e-os-avioezinhos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/473754561030508573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/473754561030508573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/um-dia-de-furia-e-os-avioezinhos-de.html' title='Adeus, fúria!'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/Smp5Kb6UisI/AAAAAAAAAL8/WfQM1Zl8KQA/s72-c/adeus+l%C3%AAnin.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-1475652372063169846</id><published>2009-07-23T19:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T20:00:23.643-07:00</updated><title type='text'>Em cada coração, uma saudade</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmkjoVXpmAI/AAAAAAAAAL0/rQFq0D1C6TY/s1600-h/emcadacora%C3%A7%C3%A3oumasaudade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361856007199365122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmkjoVXpmAI/AAAAAAAAAL0/rQFq0D1C6TY/s400/emcadacora%C3%A7%C3%A3oumasaudade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mudei há poucos instantes o tema para o post de hoje. Seria um comentário. Agora, espero que seja um pouco de desabafo, e um pouco de homenagem. Desabafo, porque preciso compartir esta notícia que acabei de tomar conhecimento, pelo telefonema de meu ex-marido. Meu querido vizinho morreu, hoje à tarde. Escrevi há alguns dias que vi a ambulância em frente a sua casa. Tive a sensação de que ele estava saindo daqui pela última vez. Apesar da força e vitalidade que ele tinha em seus 80 e poucos anos (acabara de completar mais um aniversário no começo deste mês), o câncer não o poupou. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Acho, também, que não foi só o câncer, mas a depressão que eu percebia que começou a tomar conta dele nestes últimos meses. Ele comentou comigo, numa das últimas vezes que conversamos pelo muro que divide nossas casas, que um amigo dele, médico, havia cansado de lutar contra a doença que o acometera, no momento em que começou a ficar refém de remédios para todas as horas, para todos os minutos de cada dia. Aquilo não era mais viver. Eu falei para ele que apesar disso, ninguém deve desistir. O recado era direto para ele. Mas quando conversei com a minha vizinha, sua companheira por mais de 50 anos, eu perguntei por que ele não ia mais para o pátio, sentar, tomar sol. Ela me disse que ele não queria mais comer, não podia mais tomar chimarrão, e tinha remédios para todas as horas do dia, espalhados por toda a casa. Eu sei que ele tinha razão. Isso não é mais viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Por isso, desabafo. Não tive coragem de visitá-lo no hospital. Quis e pensei em ir várias vezes. Mas ele sabia, eu sofri várias perdas, e estou tentando me recompor. Não queria vê-lo de um jeito que eu sei que ele não gostaria que eu o visse. Porque ele sempre foi forte, brincalhão, sempre com uma palavra amiga, com a discrição e a educação que fazem um vizinho ser um vizinho exemplar, e a parceria e a amizade que transformam um vizinho em um amigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Nos dez anos em que eu tive o privilégio de dividir opiniões, idéias e confidências no muro em conversas com ele, eu me sentia protegida, ele fazia eu lembrar de meu pai. Ele gostava muito de meus filhos, e ao mais novo dirigia-se afetuosamente como o "Comandante".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Vou guardar a lembrança da amizade, da proteção e da cortesia que ele sempre nos dispensou. Ele é uma dessas pessoas que se torna emblema da rua, do bairro, da cidade onde vive. Tenho certeza de que, por onde ele passou, amigos deixou, e algo bom plantou. Em cada coração, uma&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;saudade.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-1475652372063169846?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/1475652372063169846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/em-cada-coracao-uma-saudade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1475652372063169846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/1475652372063169846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/em-cada-coracao-uma-saudade.html' title='Em cada coração, uma saudade'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmkjoVXpmAI/AAAAAAAAAL0/rQFq0D1C6TY/s72-c/emcadacora%C3%A7%C3%A3oumasaudade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-6429572494269695270</id><published>2009-07-22T19:50:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T20:43:27.643-07:00</updated><title type='text'>Uma nova revolução</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmfaGcJJ26I/AAAAAAAAALs/opkmmRACGyA/s1600-h/ACarta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361493685576522658" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmfaGcJJ26I/AAAAAAAAALs/opkmmRACGyA/s400/ACarta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Queridos e queridas,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em tempos de twitter, ainda se escrevem cartas? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrever a palavra "carta" já parece algo de uma galáxia muito, muito distante. Escrever uma carta de amor, então, é algo medieval, que seria aceito no máximo como lembrança do passado de nossos avós. No tempo de nossos pais já se usavam bilhetes e cartões. Dos anos 60 para cá, as cartas de amor deram lugar para os manifestos revolucionários. Passamos a amar causas, ainda que perdidas. Não deixa de ser uma história de amor, escrita por linhas tortas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se nossos filhos não escreveram "Abaixo a ditadura" nos muros da cidade, por outro lado passaram a usar com maestria os sites de busca e relacionamento, os blogs, fotologs e chats, e todo o tipo de variedade multimídia. Escrevemos teclando, tocando na tela, trocando olhares na webcam, criando novos idiomas internéticos, cifras e códigos criptografados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas e as cartas?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois eu acho que seria uma nova revolução, em tempos de instantaneidade da informação, que voltássemos a escrever cartas, lamber selo e tudo o mais. Aumentaria o suspense, e valorizaria mais o conteúdo. Poderia ser um segredo, uma receita, um testamento, uma chantagem, como no filme A Carta (1940). Dirigido por William Wyler, com Bette Davis no elenco, o filme que recebeu sete indicações ao Oscar mostra uma mulher que matou seu amante e tenta enganar a polícia, alegando legítima defesa. Mas tudo muda quando a viúva aparece com uma carta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma carta em seu momento máximo: uma declaração de amor. De um para outro, do remetente especialmente para aquele destinatário. Sem essa de destinatários não revelados, de listas eletrônicas, sem cópias para todos, com publicação imediata no google. Não há mais privacidade, nem intimidade. Só para extrato bancário (isso quando não autorizam a quebra de sigilo por ordens superiores). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma carta, antes de ser aberta, é um mistério. É um strip-tease que ainda não se consumou. É uma declaração que ainda não foi feita. É sim? É não? É bom? É mau? Só abrindo a carta para saber.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagine essa cena: duas pessoas se conhecem, se apaixonam, e após um ano se afastam. Ele está em Londres, ela vai para Paris. Ele não a esquece. Tempos depois escreve uma carta, uma longa e apaixonada carta. Ele a quer, pede que ela volte, porque a ama.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A carta foi enviada, mas foi extraviada. Ficou por alguns anos atrás de uma lareira. Apenas com uma reforma no local se descobriu a carta. Inteira e na íntegra. Quando ela leu a carta, ficou tão nervosa quanto emocionada. Eles se reencontraram dois dias depois, no aeroporto de Paris, e em trinta segundos estavam se beijando. Casaram-se. Fim de cena.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa cena aconteceu de verdade, conforme notícia publicada no jornal britânico The Times.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sei, você pode estar dando uma de advogado do diabo e me dizer, se fosse no twitter ou no Msn, essa confusão não teria acontecido. É vapt-vupt, toma lá, dá cá. Esse é que é o problema. Não se tem mais romantismo, não se descarrega mais a adrenalina, não se vazam mais os instintos. Tudo robotizado, padronizado. Frases feitas, curtas. Banal demais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Você, advogado do diabo, nunca experimentou a sensação de receber a carta de sua vida. Só sabe escrever intimações, notificações, e coisas que tais. Mas o frio na barriga, na espinha e nos poros inteiros, essa sensação só pode ser apagada de uma maneira: pelas traças.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;Beijos! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Sem poesia, a vida da vida seria vazia.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041106221075479397-6429572494269695270?l=acordanoabismo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/feeds/6429572494269695270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/uma-nova-revolucao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6429572494269695270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041106221075479397/posts/default/6429572494269695270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acordanoabismo.blogspot.com/2009/07/uma-nova-revolucao.html' title='Uma nova revolução'/><author><name>Giancarla Brunetto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16226354722596747946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/ShJZOvFyISI/AAAAAAAAAAk/kAAJkqTyaek/S220/smile.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmfaGcJJ26I/AAAAAAAAALs/opkmmRACGyA/s72-c/ACarta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041106221075479397.post-9125296471841775084</id><published>2009-07-21T15:57:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T16:47:34.428-07:00</updated><title type='text'>Um mundo estranho</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmZQdSBqRqI/AAAAAAAAALk/RQbFFoak4Zg/s1600-h/um_estranho_no_ninho.jpg"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361060870416385698" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_k1TEGEzP2UE/SmZQdSBqRqI/AAAAAAAAALk/RQbFFoak4Zg/s400/um_estranho_no_ninho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt; &lt;strong&gt;Queridos e queridas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje você acordou, como acorda todos os dias, menos aqueles nos quais você não dormiu.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje você se alimentou, como se alimenta todos os dias, a não ser que esteja em greve de fome ou seja aspirante a top model. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Hoje você foi fazer algo de sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Como faz todos os dias, mesmo quando não faz nada, ou pensa que não fez nada de útil. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;É incrível como podemos ser tão semelhantes, e ao mesmo tempo tão diferentes. Somos amigos de nossos amigos e com relação às pessoas que não conhecemos, não trocamos um cumprimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Mas se est
